Durante do Pacto Nacional pela Paz e Tolerância, bispo dom Paulo Cezar Costa fala em "é preciso perceber que o outro diferente não é um inimigo”; veja o que outros líderes religiosos falaram
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(Brasília-DF, 03/09/2026) Durante o lançamento do Pacto Nacional pela Paz e Tolerância nas Eleições 2026, firmado com entidades da sociedade civil, organizações religiosas e outras instituições para fortalecer a democracia, na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a presença do comando do TSE e do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, líderes religiosos se manifestaram antes de assinar o documento.
Representando a Igreja Católica, o arcebispo de Brasília, dom Paulo Cezar Costa, lembrou que as eleições representam "um momento fundamental, porque a celebração da democracia tem que ter seu momento de paz, um momento de tolerância", destacando que, em um país polarizado, "é preciso perceber que o outro diferente não é um inimigo, mas alguém que pensa diferente de nós e que precisa ser respeitado como ser humano e também na sua diferença de pensar e de ser, pois a diferença deve ser vista como riqueza, não como motivo de intolerância, guerra e ódio".
Para mãe Leila de Oxóssi, representante das religiões de matriz afro-brasileira, da Casa Luz de Yorima e da Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino, a política não pode ser um espaço de opressão. A líder religiosa defendeu que "os líderes religiosos respeitem as decisões dos seus fiéis e que não propaguem discurso de ódio", orientando-os com "informações seguras e cuidado com as fake news", para que haja coerência entre crenças e escolhas eleitorais, preservando, assim, os direitos da sociedade à liberdade e à convivência pacífica.
Por sua vez, o pastor Ismael Ornilo, presidente da Aliança das Igrejas Congregacionais do Brasil, lembrou que sua religião "nunca teve dificuldades de conviver com as diferentes religiões devido à nossa própria estrutura de voto de democracia desde o início", destacando o respeito à forma de pensar diferente. Ressaltou ainda que a paz é o maior patrimônio em uma democracia e que, sem esse patrimônio, não há possibilidade de se ter democracia, algo que a instituição compreende desde a fundação da primeira igreja congregacional na Inglaterra, em 1567.
Líderes celebram acordo
No decorrer do evento, também houve manifestações de representantes de tradições religiosas, entre eles a Associação Cultural Israelita, representada por David Pitel; a Associação Nacional de Juristas Islâmicos (Anaji), por Girrad Mahmoud Sammour; a Catedral Anglicana, por meio da reverenda Tatiana Ribeiro; a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com dom Jaime Spengler; a Igreja Sara Nossa Terra e a Federação dos Conselhos de Pastores do Brasil, representadas pelo bispo Robson Rodovalho; o Instituto Ori, por Márcio de Jagun; e o Templo Rosa Branca, representado pela mãe Cícera.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)