DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em estabilidade e no Brasil não há indicadores econômicos relevantes programados.
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(Brasília-DF, 03/09/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais aparece em estabilidade e no Brasil, não há indicadores econômicos relevantes programados.
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Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade (S&P 500: +0,1%; Nasdaq 100: +0,1%), depois que os principais índices interromperam na véspera uma sequência de três quedas, e com o rendimento do Treasury de dez anos recuando cerca de dois pontos-base, para 4,78%. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,1%, recuperando-se da mínima de um mês da sessão anterior. Na Ásia, os mercados fecharam mistos: o Nikkei 225 (Japão) recuou 0,8%, enquanto na China o CSI 300 avançou 0,1% e o Hang Seng recuou 0,4%, por outro lado, o Kospi (Coreia) subiu 0,3%.
O mercado acompanha a reação aos resultados da Broadcom, que recuou cerca de 3% após o fechamento de quarta-feira, frustrando investidores que aguardavam elevação maior do guidance de inteligência artificial. No campo geopolítico, o petróleo segue sustentado pela escalada no Oriente Médio, depois que um navio-tanque foi atingido por projéteis ao cruzar o Estreito de Ormuz; o Brent avança 0,3%, para próximo de US$ 96/barril. Os investidores também direcionam o foco para o relatório de payroll de agosto, nesta sexta-feira, que o consenso espera criação de 58 mil vagas.
Economia
O preço do petróleo voltou a subir com a continuidade das hostilidades entre Estados Unidos e Irã e o tráfego ainda restrito pelo Estreito de Ormuz, levando o Brent a US$ 95,63 por barril e o WTI a US$ 91,01 por barril. Nos Estados Unidos, a criação de vagas privadas desacelerou mais do que o esperado em agosto, enquanto a produção doméstica de petróleo permaneceu próxima de máximas históricas.
Na agenda, serão divulgados o ISM de serviços, o índice de gerentes de compras (PMI) de serviços e composto da S&P, a balança comercial e os pedidos iniciais de seguro-desemprego dos Estados Unidos.
IBOVESPA + 3,05% | 185.205 Pontos. CÂMBIO – 0,6% | 5,12/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em forte alta de 3,1%, aos 185.205 pontos, no 11º pregão consecutivo de ganhos. O mercado repercutiu positivamente o cenário político doméstico, o que provocou fechamento da curva de juros e ampliou o apetite por ações brasileiras.
Magazine Luiza (MGLU3, +16,9%) liderou os ganhos do índice após anunciar uma parceria com o Mercado Livre para vender cerca de 27 mil produtos de seu estoque próprio no marketplace da rival, com entregas realizadas pela Magalog.
Na ponta negativa, Cosan (CSAN3, -4,5%) liderou as quedas do índice, pressionada pelas preocupações persistentes com seu endividamento e pela falta de definição sobre a possível venda de uma participação na Rumo.
Renda Fixa
Os juros futuros fecharam em queda ontem. Nos EUA, após as fortes altas recentes motivadas pela escalada das tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, os rendimentos recuaram com investidores monitorando indicadores de atividade e declarações de dirigentes do Fed, com a T-note de 2 anos a 4,37% (-3 bps), a T-note de 10 anos a 4,78% (-1 bp) e o T-bond de 30 anos a 5,26% (-1 bp).
No Brasil, a curva apresentou fechamento expressivo, especialmente nos vértices mais longos, impulsionada pelas Treasuries, pela leitura de uma economia mais fraca após a produção industrial de julho crescer abaixo do esperado e pela redução de prêmio de risco associado a ruídos eleitorais, com o DI jan/27 a 13,58% (-1 bp), o DI jan/29 a 13,95% (-16 bps) e o DI jan/31 a 14,20% (-19 bps). A NTN-B acompanhou o movimento, com a B29 a 7,89% (vs. 7,95%), a B35 a 7,86% (vs. 7,95%) e a B50 a 7,51% (vs. 7,55%).
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de quarta-feira em alta de 0,32%, aos 3.753,87 pontos, acompanhando o fechamento da curva de juros diante dos sinais de desaceleração da atividade econômica, após a produção industrial de julho surpreender negativamente, e da redução dos prêmios de risco ligados ao cenário eleitoral.
Os ganhos foram liderados pelas lajes corporativas, que avançaram 1,42%, seguidas pelo segmento de multiestratégia/FOFs (+0,63%). Os fundos de tijolo registraram valorização de 0,45%, impulsionados principalmente pelas lajes corporativas, enquanto os fundos de shoppings (+0,14%) e ativos logísticos (+0,11%) apresentaram altas mais moderadas. Já os fundos de recebíveis avançaram 0,28%, ao passo que os fundos híbridos encerraram a sessão com ganho de 0,11%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram TRBL11 (+5,1%), HSAF11 (+3,9%) e RBRF11 (+3,5%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por VILG11 (-1,3%), HCTR11 (-1,3%) e XPSF11 (-1,2%).
No Brasil, a produção industrial avançou apenas 0,2% em julho e manteve um carrego estatístico negativo para o terceiro trimestre, reforçando os sinais de estagnação da atividade.
No Brasil, não há indicadores econômicos relevantes programados.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)