31 de julho de 2025
ELEIÇÕES 2026

QUAEST: Lula agora aparece com 42% e Flávio Bolsonaro com 41%, em segundo turno; pesquisa revela, em primeiro turno, crescimento de Augusto Cury que aparece com 10%

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Por Política Real com redes sociais
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Pesquisa Quaest mostra disputa de segundo turno, hoje Foto: redes sociais/X

(Brasília-DF, 02/09/2026). Na manhã desta quarta-feira, 02, foi divulgada a pesquisa Quaest contratada pela TV Globo apontando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva numa disputa de segundo turno teria 42% e o senador Flávio Bolsonaro(n PL) teria 41%.

A pesquisa mostra, em primeiro turno, um crescimento do candidato Augusto Cury (Avante), como foi revelado por outras pesquisas.  Lula teria 37%, Flávio Bolsonaro teria 30% e Cury aparece com 10%

Veja as postagens feitas pelo cientista político e CEo da Quaest, Felipe Nunes:

Nova pesquisa Quaest revela liderança de Lula (37%), estabilidade de Flávio Bolsonaro (30%) e ascensão de Cury (10%). Renan aparece com 3%. Caiado, Marçal e Zema ficam com 1% cada. Nesse cenário, a eleição tem pouca chance de ser concluída no primeiro turno.

Mas onde estão esses 10% com intenção de votar em Cury? A maioria deles é ‘independente’. Nesse segmento, o candidato do Avante já alcança 24% das intenções de voto, fica numericamente a frente do Lula.

No Nordeste, onde Lula tem larga vantagem (55%), Cury tem 12%, empatado na margem de erro com Flávio (19%). No Sudeste, onde Lula e Flávio empatam (29 x 31), Cury tem 10%. No Sul, onde Flávio tem vantagem numérica (38%), Cury chega a 9%.

A maior dificuldade de Cury neste momento (4%) é onde Lula leva a maior vantagem (45%), o eleitorado 60+. Acontece o inverso entre os mais jovens, segmento em que Lula tem o pior desempenho (30%) e Cury aparece com 14%.

A melhor evidência que a pesquisa tem para ajudar a explicar esse movimento do Cury é o seu nível de exposição nacional na última semana. Seu desconhecimento caiu de 74% para 54%. A rejeição cresceu, foi de 16% para 25%. Mas o potencial de voto também duplicou, foi de 10% para 21%. Renan Santos também diminuiu o desconhecimento, mas só aumentou a rejeição, o potencial de voto ficou estável.

A pesquisa revela ainda um acirramento da disputa entre Lula (42%) e Flávio (41%), os dois mais bem colocados na pesquisa de 1º turno, e que estão tecnicamente empatados na margem de erro.

Vários indicadores da pesquisa apontam para esse acirramento da disputa Lula x Flávio neste começo da campanha na TV. A batalha de rejeições, por exemplo, mostra os dois candidatos empatados: 53% x 55%.

Também está no mesmo patamar o medo que a volta da família Bolsonaro ao poder exerce em 43% dos brasileiros e o medo que a continuidade do governo Lula exerce em outros 43%.

Também é muito próximo o percentual de eleitores que se dizem convictos sobre sua intenção de votar em Lula e Flávio: 80% dos eleitores do Lula afirmam que não mudam mais o seu voto; enquanto 75% dos eleitores de Flávio estão firmes com ele.

E também é muito parecida a reação da sociedade em relação aos dois casos recentes que vieram a tona, o Dark Horse de Flávio e o caso da Lobista de Lulinha. Quase 7 em cada 10 brasileiros tomou conhecimento das investigações sobre o suposto tráfico de influência de Lulinha.

Coincidência ou não, é o mesmo patamar de brasileiros que diz ter tomado conhecimento das investigações sobre o financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro.

Para quem soube do caso do Lulinha, 22% acredita que o presidente Lula deu explicações convincentes sobre as investigações envolvendo o seu filho. Esses são, em sua maioria, lulistas ou de esquerda.

 

Para quem soube do caso do filme, 24% defendem que Flávio deu explicações convincentes, um patamar muito parecido com o encontrado sobre a investigação do filho do presidente. A diferença é o lado. Aqui, são os bolsonaristas e a direita que defendem o Flávio.

Quando perguntados sobre os efeitos eleitorais, 40% acreditam que essa investigação pode prejudicar muito a campanha de Lula, enquanto 31% acreditam a investigação não vai prejudicar a campanha.

Parece cópia, mas não é. Perguntados sobre o potencial prejuízo da investigação sobre o Dark Horse, 42% defendem que vai prejudicar muito a campanha do Flávio. Mas 29% dizem que não prejudica em nada.

Com esse empate em tantas dimensões, vale olhar com atenção o que está acontecendo com a aprovação do governo Lula. Neste momento, Lula tem 45% de aprovação, contra 48% que desaprovam o governo. É um patamar abaixo do que ele precisa para se reeleger, segundo os modelos de fundamentos políticos.

Essa tendência negativa ao longo deste mês está acontecendo exclusivamente entre os independentes. Em julho, a aprovação aparecia empatada nesse segmento. Agora, a desaprovação está 17 pontos acima da aprovação. Esse parece ser um sinal bem negativo para o presidente, que precisa reverter esse quadro e tem a campanha pra fazer isso.

O que chama atenção é que o saldo da avaliação do governo Lula nos últimos dois meses tem operado abaixo da média histórica dos governos anteriores. É comum ver governos melhorando avaliação durante a campanha. Com o governo Lula, isso não está acontecendo.

Uma das explicações pode ser a frustração com a economia. No Brasil, o dilema do affordability permanece. Apenas 10% dos brasileiros percebem hoje um aumento de renda maior do que seu custo de vida. O resto, ou teve aumento de renda, mas não teve melhora no patamar de vida, ou viu sua renda estável ou menor. Nem o desenrola e a isenção do imposto de renda, mudaram essa percepção negativa.

A Quaest entrevistou 2.004 pessoas, entre os dias 30/08 e 01/09; a margem de erro é de 2 p.p, e o nível de confiabilidade de 95%. Registro no TSE: BR-06773/2026.

 

( da redação com informações de redes sociais. Edição: Política Real)