DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no no Brasil será divulgada a Produção Industrial (PIM) pelo IBGE
Veja mais números
Publicado em
(Brasília-DF, 02/09/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil será divulgada a Produção Industrial (PIM) pelo IBGEVeja mais:
Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: -0,6%), marcando mais um pregão consecutivo de queda em Wall Street, com a nova escalada dos ataques americanos contra o Irã sustentando o petróleo e os juros longos em níveis elevados. Na Europa, o Stoxx 600 opera em queda de 0,4%, pressionado principalmente pelos setores de mídia e automóveis, enquanto as ações de energia acompanham a valorização do óleo. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em forte queda: o Kospi (Coreia) recuou 4,0% e o Nikkei 225 (Japão) caiu 1,6%, enquanto na China o CSI 300 perdeu 1,4% e o Hang Seng cedeu 0,1%.
O mercado acompanha a nova alta do petróleo, depois que o Comando Central americano confirmou mais uma rodada de ataques ao Irã, em resposta a tentativas da Guarda Revolucionária contra navios comerciais no Estreito de Ormuz. O Brent avança 0,3%, para cerca de US$ 95/barril. A energia mais cara realimenta o temor inflacionário e pressiona os juros: o rendimento do Treasury de dez anos subiu para 4,81%, reforçando a aversão ao risco. Os investidores também direcionam o foco para os balanços de Broadcom, após o fechamento, além do payroll de sexta-feira, que o consenso espera criação de 58 mil vagas.
IBOVESPA +1,30% | 179.722 Pontos. CÂMBIO -0,47% | 5,15/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em alta de 1,3%, aos 179.722 pontos, na décima sessão consecutiva de ganhos. O disparo do petróleo Brent, após novos ataques dos Estados Unidos contra o Irã elevarem os riscos no Estreito de Ormuz, impulsionou as ações de petróleo e gás. No mercado local, o cenário político e o PIB mais fraco do segundo trimestre também repercutiram nas ações brasileiras.
Na ponta positiva, ações ligadas ao petróleo lideraram o movimento, acompanhando a alta do Brent: Brava Energia (BRAV3, +5,1%), Petrobras (PETR3, +4,1% e PETR4, +4,1%) e PetroReconcavo (RECV3, +4,0%) avançaram.
Já a Magazine Luiza (MGLU3, -4,0%) recuou, em movimento de realização após a forte alta do pregão anterior.
Renda Fixa
Os juros futuros fecharam com direções mistas ontem. Nos EUA, as Treasuries avançaram diante da escalada das tensões no Oriente Médio, da alta do petróleo para acima dos US$ 94 e de declarações mais duras de dirigentes do Fed, com a T-note de 2 anos a 4,40% (+6 bps), a T-note de 10 anos a 4,79% (+5 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,27% (+3 bps)
No Brasil, apesar do ambiente externo mais adverso, a curva doméstica apresentou fechamento relevante, com o DI jan/27 a 13,59% (-3 bps), o DI jan/29 a 14,11% (-7 bps) e o DI jan/31 a 14,39% (-9 bps), refletindo ruídos eleitorais e a avaliação de que o crescimento do PIB foi concentrado em setores menos ligados à demanda doméstica, sustentando a expectativa de novos cortes da taxa básica de juros. A NTN-B apresentou abertura no longo prazo, com a B29 a 7,95% (estável), a B35 a 7,95% (vs. 7,91%) e a B50 a 7,55% (vs. 7,49%).
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de terça-feira em queda de 0,56%, aos 3.741 pontos.
O desempenho foi majoritariamente negativo entre os segmentos acompanhados. As lajes corporativas registraram a maior queda do dia (-1,18%), seguidas pelos fundos híbridos (-1,16%) e pelo segmento de multiestratégia/FOFs (-0,55%). Os fundos de recebíveis também encerraram a sessão em baixa (-0,59%). Já os fundos de tijolo recuaram 0,36%, pressionados principalmente pelos ativos logísticos (-0,38%), embora os fundos de shoppings tenham avançado 0,46%, limitando parte das perdas do segmento.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram GZIT11 (+4,4%), BRCR11 (+2,0%) e XPSF11 (+2,0%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TRBL11 (-5,4%), CACR11 (-5,2%) e PVBI11 (-3,9%).
Economia
A escalada entre Estados Unidos e Irã voltou a pressionar fortemente o mercado de energia. Na Rússia, Putin sinalizou alguma abertura a negociações sobre a guerra na Ucrânia, embora sem qualquer indicação concreta de cessar-fogo.
No Brasil, o PIB cresceu 0,5% t/t no 2T26 e 2,0% a/a, ligeiramente acima das expectativas, mas com composição fraca: consumo das famílias recuou, absorção doméstica ficou estagnada e o crescimento foi puxado principalmente por agropecuária e indústria extrativa. O BNDES ampliou o Brasil Soberano 3 para R$ 22,6 bilhões, enquanto o TRF restabeleceu a cobrança do imposto de 12% sobre exportações de petróleo e a produção doméstica da commodity atingiu novo recorde.
Na agenda, destaque para as divulgações do relatório ADP de emprego, dos estoques de petróleo da EIA e do Livro Bege do Fed (banco central) nos Estados Unidos. No Canadá, o banco central irá anunciar sua decisão de política monetária pela manhã. No Brasil, será divulgada a Produção Industrial (PIM) pelo IBGE, para a qual esperamos alta de 0,2% m/m e queda de 0,6% a/a.
( da redação com informações de assessoria e agências. Edição: Política Real)