31 de julho de 2025
PEC DA SEGURANÇA

Seis frentes parlamentares defendem texto integral da PEC da Segurança

Manifesto assinado também pelo Instituto Livre Mercado pede que Senado mantenha versão aprovada pela Câmara dos Deputados

Por Política Real com assessoria
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Rogério Carvalho Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF,01/09/2026) Dos cinco projetos que estão na pauta do “esforço concentrado” a PEC da Segurança Pública é vista como uma das que tem muitas dificuldades de ser votado, mas não vai ser por falta de luta.

Em meio à pressão de diferentes setores por mudanças na PEC da Segurança Pública, seis frentes parlamentares e o Instituto Livre Mercado (ILM) defendem que o Senado mantenha integralmente o texto aprovado pela Câmara dos Deputados. A posição consta de manifesto divulgado nesta terça-feira ,1º, véspera da análise da proposta pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

A PEC 18/2025 está na pauta da comissão nesta quarta-feira ,2, durante a semana de esforço concentrado do Congresso. O relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), decidiu preservar a versão aprovada pela Câmara e a manutenção do texto é determinante para acelerar a tramitação: se a proposta for aprovada sem mudanças pela CCJ e, posteriormente, em dois turnos pelo Plenário do Senado, poderá seguir diretamente para promulgação, sem retornar à Câmara.

Assinam o manifesto as frentes parlamentares da Segurança Pública, do Empreendedorismo, do Ambiente de Negócios, pelo Brasil Competitivo, do Comércio e Serviços e do Biodiesel, além do ILM. A organização atua na defesa da liberdade econômica, da livre concorrência e de um ambiente de negócios com maior segurança jurídica.

Para os signatários, a versão aprovada pela Câmara alcançou uma “solução de consenso e suprapartidária”, capaz de fortalecer o enfrentamento ao crime organizado sem comprometer garantias constitucionais e segurança jurídica.

A defesa do texto integral também é sustentada pelos efeitos da expansão do crime organizado sobre a economia formal. O grupo alerta que organizações criminosas passaram a utilizar empresas, cadeias produtivas e atividades econômicas lícitas para ocultação de patrimônio, lavagem de dinheiro, fraude e sonegação.

“O crime organizado contemporâneo ultrapassou as fronteiras dos mercados clandestinos”, afirmam os signatários. Segundo a nota, a infiltração dessas organizações na economia cria uma distorção no ambiente de negócios: enquanto empresas regulares cumprem obrigações tributárias, trabalhistas, regulatórias e ambientais e arcam com custos de capital e conformidade, grupos criminosos operam com recursos ilícitos e à margem dessas exigências.

O fortalecimento das atividades de inteligência é outro ponto destacado pelo grupo como instrumento para atingir a estrutura econômica que sustenta essas organizações. “O combate ao crime organizado precisa alcançar não apenas seus integrantes, mas também os recursos, estruturas empresariais e patrimônios utilizados para financiar ou dar aparência de legalidade às atividades ilícitas”, afirma o texto.

Na avaliação dos signatários, a aprovação da PEC pode reduzir a capacidade de organizações criminosas de capturar mercados, promover evasão fiscal, intimidar empreendedores e utilizar empresas para lavagem de dinheiro ou financiamento de atividades ilegais.

 ( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)