31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil destaque para Banco Central divulga que hoje o resultado primário do setor público

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Por Politica Real com agências
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Mercados em queda Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 31/08/2026). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil, Banco Central divulga hoje o resultado primário do setor público.

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Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,1%), depois que forças americanas atingiram lançadores de foguetes iranianos na Ilha de Larak, no Estreito de Ormuz, reacendendo o temor de escalada no Oriente Médio. Na Europa, o Stoxx 600 opera em leve queda de 0,3%, com volumes reduzidos pelo feriado bancário em Londres e sustentação apenas do setor de energia. Na Ásia, os mercados fecharam mistos: o Nikkei 225 (Japão) sobe 0,8%, o Kospi (Coreia) avançou 0,5%, enquanto na China o CSI 300 subiu 0,3%, e o Hang Seng ficou praticamente estável.

O mercado acompanha a disparada do petróleo após o ataque americano, que impediu uma tentativa iraniana de minar o Estreito de Ormuz e levou Teerã a prometer retaliação. O Brent sobe cerca de 3%, para cerca de US$ 89/barril, pressionando os ativos de risco, enquanto o rendimento da Treasury de 10 anos opera em torno de 4,71%. Os investidores direcionam o foco para a agenda da semana, com os resultados de Broadcom, que reporta na quarta-feira após o fechamento, além disso, nos Estados Unidos serão divulgados o ISM industrial na terça-feira, o ISM de serviços na quinta e o relatório de payroll de agosto na sexta-feira.

O presidente do Fed (banco central dos Estados Unidos), Kevin Warsh, adotou tom conservador em seu primeiro discurso no simpósio de Jackson Hole. Ele afirmou que a autoridade monetária “terá trabalho a fazer” caso não ganhe confiança na convergência da inflação para a meta de 2%. Os contratos futuros passaram a embutir probabilidade de cerca de 60% para elevação da taxa básica de juros em setembro, ante aproximadamente 35% antes do discurso.

As forças americanas atacaram no final de semana lançadores de foguetes iranianos no Estreito de Ormuz. O Irã retaliou com ataques a duas bases americanas na Jordânia. O preço do petróleo (tipo Brent) opera nesta manhã acima de 90 dólares por barril.

IBOVESPA +0,30% | 175.664 Pontos.  CÂMBIO +0,70% | 5,19/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a semana passada em alta de 2,7% em reais e de 1,3% em dólares, por conta da depreciação de 1,1% do real, aos 175.665 pontos.

Yduqs foi o destaque positivo da semana (YDUQ3, +12,8%) após a confirmação de conversas iniciais com a Afya sobre uma possível combinação de negócios entre as duas companhias de educação.

Por outro lado, Brava Energia (BRAV3, -9,3%) foi o destaque negativo, junto de outras companhias de Óleo, Gás e Petroquímicos, acompanhando a queda do petróleo Brent. Confira o resumo semanal da Bolsa.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros encerraram a semana com desempenho misto. Nos EUA, a curva voltou a abrir após um PCE mais resistente e sinalizações mais duras do Federal Reserve em Jackson Hole. A T-note de 2 anos encerrou a 4,35% (+19 bps vs. semana anterior), a T-note de 10 anos a 4,73% (+9 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,21% (+2 bps).

No Brasil, a curva fechou nos vencimentos curtos e abriu nos intermediários e longos, refletindo IPCA-15 e Caged mais benignos, mas pressão das Treasuries e do cenário fiscal na ponta longa. O DI jan/27 encerrou a 13,61% (-10 bps vs. semana anterior), o DI jan/29 a 14,17% (0 bps) e o DI jan/31 a 14,51% (+8 bps). A NTN-B teve pouca oscilação, com a B29 a 7,95% (vs. 7,97%), a B35 a 7,92% (vs. 7,91%) e a B50 a 7,50% (vs. 7,51%).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão da última sexta-feira (28) em alta de 0,60%, aos 3.740,72 pontos. No cenário externo, a semana trouxe algum alívio na frente geopolítica. O avanço das negociações relacionadas ao conflito no Oriente Médio para o estabelecimento de um corredor marítimo temporário no Estreito de Ormuz contribuiu para reduzir o prêmio de risco incorporado aos preços do petróleo, embora o conflito siga sem uma solução definitiva. Nesse contexto, a combinação de uma inflação corrente mais baixa, da melhora das perspectivas para a política monetária e do alívio nos preços do petróleo contribuiu para que o IFIX recuperasse parte das perdas recentes e encerrasse a semana em alta de 1,59%. Saiba mais aqui.

Os ganhos foram liderados pelos fundos híbridos, que avançaram 1,33%, seguidos pelo segmento de multiestratégia/FOFs (+0,64%) e pelos fundos de recebíveis (+0,72%). Os fundos de tijolo registraram valorização de 0,30%, impulsionados principalmente pelos ativos logísticos (+0,39%) e pelos fundos de shoppings (+0,12%), apesar da leve queda observada em lajes corporativas (-0,11%).

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram DEVA11 (+4,7%), TRXF11 (+3,2%) e HCTR11 (+3,0%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TRBL11 (-4,1%), MFII11 (-2,7%) e PORD11 (-1,5%).

Economia

No Brasil, o Banco Central divulga hoje o resultado primário do setor público consolidado de julho, e o governo deve encaminhar ao Congresso o Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027. Ao longo da semana, o destaque será o PIB do 2º trimestre. Projetamos alta de 0,4% ante o 1º trimestre. Na agenda internacional, atenções voltadas aos

( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)