31 de julho de 2025
ECONOMIA

Confiança Empresarial, segundo FGV-IBRE, recua pelo segundo mês seguido

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Por Política Real com assessoria
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FGV-IBRE divulga indice de confiança Foto: FGV-IBRE

(Brasília-DF, 31/08/2026). Na manhã desta segunda-feira, 31, o FGV-IBRE divulgou o seu Índice de Confiança Empresarial (ICE) que recuou 0,5 ponto em agosto, passando a 91,1 pontos. Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice passa a estar em tendência declinante pela primeira vez desde novembro de 2025, com queda de 0,2 ponto.

"A confiança empresarial recuou pelo segundo mês consecutivo em agosto, refletindo piora nos dois horizontes temporais da pesquisa. O destaque negativo foi a queda de 3,5 pontos da confiança industrial, que vinha se mantendo bem acima da observada nos demais setores. Contribuíram para esse resultado a percepção de enfraquecimento da demanda, o acúmulo de estoques e as incertezas associadas às tarifas norte-americanas e às eleições nacionais. Com recuo em três dos quatro grandes setores e recuperação parcial em Serviços, após a forte queda do mês anterior, o quadro sugere uma preocupação crescente do empresariado com o risco de uma desaceleração da atividade no segundo semestre.", avalia Aloisio Campelo Jr., pesquisador do FGV IBRE.

O Índice da Situação Atual Empresarial (ISA-E) recuou 0,9 ponto, registrando 92,0 pontos. Depois de um período oscilando próximo aos 93 pontos, o índice recua a um nível que não era observado desde novembro de 2025. Entre seus componentes, o indicador que mede a satisfação com a situação atual dos negócios recuou 0,1 ponto, para 91,8 pontos, enquanto o indicador que mede o nível de demanda no momento presente caiu 1,6 ponto, para 92,3 pontos.

O Índice de Expectativas Empresariais (IE-E), por sua vez, recuou 0,2 ponto no mês, alcançando 90,3 pontos. Após apresentar tendência de alta ao longo do primeiro semestre de 2026, o índice parece ter se estabilizado em torno de 90 pontos. Entre seus componentes, o indicador que mede o otimismo com a demanda nos três meses seguintes subiu 0,5 ponto, para 88,0 pontos, enquanto o indicador que capta as expectativas em relação à evolução dos negócios seis meses à frente caiu 0,8 ponto, para 92,8 pontos.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)