31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados em leve queda e no Brasil destaque para IGP-M e novo caged

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Por Politica Real com agências
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Mercados em leve alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 28/08/2026)  A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados globais estão em leve queda e no Brasil é dia IGP-M, o Caged e as estatísticas de crédito.

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Nesta sexta-feira (28), os futuros nos EUA operam em leve queda (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: -0,3%), com os investidores em compasso de espera pelo discurso do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, no simpósio de Jackson Hole. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,7%, impulsionado principalmente pelos setores de automóveis, utilities, e pelas ações ligadas à cadeia de tecnologia. Na Ásia, os mercados fecharam mistos: o Nikkei 225 (Japão) subiu 0,6%, o Kospi (Coreia) recuou 1,8%, pressionado pelas ações de semicondutores, enquanto na China o CSI 300 perdeu 0,5% e o Hang Seng avançou 0,1%.

O mercado acompanha a fala de Warsh em busca de sinais sobre a trajetória dos juros americanos, depois que o índice de preços PCE de julho subiu 3,7% em 12 meses, acima do consenso de 3,6%, enquanto o núcleo avançou 3,3%, em linha com as projeções; o rendimento do Treasury de 10 anos segue próximo de 4,68%. No petróleo, o Brent recua 0,5%, para próximo de US$ 88/barril, ainda em patamar elevado diante da indefinição em torno da reabertura do Estreito de Ormuz. Os investidores direcionam o foco para os desdobramentos da temporada de resultados e o fechamento semanal, com os três principais índices americanos caminhando para encerrar a semana em alta, além do balanço da Broadcom, previsto para 2 de setembro.

Economia

As atenções do mercado estarão voltadas para o discurso do presidente do banco central americano, Kevin Warsh, no Simpósio de Jackson Hole, em busca de sinais sobre a visão da instituição acerca da inflação e dos rumos da política monetária. O tom do discurso pode impactar diretamente o mercado de ações e títulos. Ainda na agenda do dia, destaque para o PIB do Canadá, as expectativas da Universidade de Michigan e a revisão anual do relatório de empregos Nonfarm Payrolls nos Estados Unidos. 

O mercado de trabalho dos EUA segue estável, com pedidos de auxílio-desemprego em níveis baixos, enquanto o déficit comercial de bens voltou a se ampliar com o forte crescimento das importações ligadas ao ciclo de investimentos em inteligência artificial. No mercado de petróleo, o impasse entre Estados Unidos e Irã e a intensificação das tensões entre Rússia e Ucrânia voltaram a elevar o prêmio de risco.

IBOVESPA +0,31% | 175.135 Pontos.  CÂMBIO +0,21% | 5,16/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira (27) em alta de 0,31%, aos 175.135 pontos, no sétimo dia consecutivo de ganhos. A alta foi concentrada nos papéis exportadores, com destaque para a Petrobras, enquanto o segmento doméstico pesou sobre o índice.

Na ponta positiva, Totvs (TOTS3, +6,41%) registrou o maior ganho percentual do pregão, acompanhando o rali global das empresas de software.

Na ponta negativa, Vivo (VIVT3, -2,23%) e TIM (TIMS3, -2,19%) seguiram pressionadas, em meio a preocupações com o ambiente mais competitivo no setor de telecomunicações apontado desde os balanços do segundo trimestre.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a quinta-feira com direções mistas. Nos EUA, o avanço do petróleo e declarações de dirigentes do Federal Reserve (banco central americano) defendendo uma postura mais restritiva mantiveram a cautela dos investidores às vésperas do discurso de Kevin Warsh em Jackson Hole, levando a curva a encerrar com a T-note de dois anos a 4,23% (+1bp), a T-note de 10 anos a 4,67% (+2bps) e o T-bond de 30 anos a 5,19% (+2bps). No Brasil, a combinação entre a recepção integral do leilão de títulos prefixados do Tesouro, a deflação do IPCA-15 de agosto observada ontem e sinais de retorno do fluxo estrangeiro à Bolsa favoreceu o fechamento das taxas. A curva DI encerrou com o DI jan/27 a 13,63% (-4bps), o DI jan/29 a 14,08% (-3bps) e o DI jan/31 a 14,36% (+2bps). A NTN-B encerrou com a B29 a 7,99% (vs. 8,11%), a B35 a 7,88% (vs. 7,92%) e a B50 a 7,48% (vs. 7,49%).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão desta quinta-feira em alta de 0,56%, aos 3.718,47 pontos.

Os ganhos foram disseminados entre os principais segmentos do mercado. Os fundos híbridos lideraram as altas do dia, com valorização de 1,95%, seguidos por lajes corporativas (+0,98%). Os fundos de tijolo avançaram 0,40%, impulsionados principalmente pelos fundos de shoppings (+0,41%) e ativos logísticos (+0,26%). Os fundos de recebíveis também encerraram a sessão no campo positivo (+0,26%), enquanto o segmento de multiestratégia/FOFs registrou alta de 0,29%.

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram TRBL11 (+8,7%), TRXF11 (+8,2%) e ITRI11 (+2,9%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por MFII11 (-5,1%), PSEC11 (-2,6%) e BCRI11 (-1,8%).

No Brasil, a taxa de desemprego recuou para 5,3% e a renda real continuou avançando, reforçando a resiliência do mercado de trabalho. O governo central registrou superávit primário de R$ 10,8 bilhões em julho, enquanto o déficit em conta corrente se ampliou para US$ 8,1 bilhões, embora continue confortavelmente financiado pelos ingressos de investimento direto.

No Brasil, serão divulgados o IGP-M, o Caged e as estatísticas de crédito.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)