INFLAÇÃO DOS CONTRATOS: IGP-M cai 0,22% em agosto, informa FGV-IBRE
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(Brasília-DF, 28/08/2026) Na manhã desta sexta-feira, 28, a FGV-IBRE divulgou o conhecido índice dos contratos IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) que caiu 0,22% em agosto. No mês de julho, a taxa havia sido de ‑1,16%. Com este resultado, o índice acumula alta de 1,85% no ano e de 2,16% em 12 meses. Em agosto de 2025, o IGP-M havia subido 0,36% e acumulava alta de 3,03% em 12 meses.
“O IGP-M ficou negativo pelo segundo mês, embora a queda tenha perdido intensidade. No IPA, a baixa dos produtos industriais foi parcialmente compensada pela alta dos produtos agropecuários, cuja taxa passou de -0,20% para 2,73%. Para o consumidor, energia elétrica, tomate, batata-inglesa, passagem aérea e gasolina contribuíram para aprofundar a queda do IPC. O INCC seguiu em direção contrária, com avanço da mão de obra. O resultado de agosto reúne movimentos distintos entre os componentes do IGP-M.”, afirma André Braz, economista do FGV IBRE.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) cai 0,34% em agosto
Em agosto, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,34%, queda menos intensa que a de -1,74% observada no mês anterior. Analisando os diferentes estágios de processamento, o grupo de Bens Finais caiu 0,40% em agosto, ante -0,82% no mês anterior. O índice de Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, passou de -0,10% em julho
para 0,39% em agosto. Já o grupo de Bens Intermediários registrou queda de 1,90% em agosto, após subir 0,35% no mês anterior. Em movimento oposto, o índice de Bens Intermediários (ex), que exclui o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, passou de -0,40% em julho para -0,23% em agosto. Por fim, o estágio das Matérias-Primas Brutas apresentou alta de 0,88% em agosto, após cair 3,89% no mês anterior.
IPC cai 0,41% em agosto
Em agosto, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou queda de 0,41%, apresentando desaceleração em relação ao mês anterior, quando o índice caiu 0,01%. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, seis classes apresentaram recuo: Habitação (0,35% para ‑1,24%), Educação, Leitura e Recreação (0,80% para ‑0,52%), Comunicação (‑0,00% para ‑0,81%), Transportes (‑0,09% para ‑0,16%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,23% para 0,22%) e Vestuário (‑1,03% para ‑1,05%). Em contrapartida, duas classes de despesa exibiram aumento em suas taxas de variação: Despesas Diversas (0,35% para 2,24%) e Alimentação (‑0,74% para ‑0,67%).
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) sobe 0,85% em agosto
Em agosto, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,85%, valor superior à taxa de 0,62% observada em julho. Analisando os três grupos componentes do INCC, observam-se movimentações distintas nas suas respectivas taxas de variação na transição de julho para agosto: o grupo Materiais e Equipamentos recuou de 0,42% para 0,33%; o grupo Serviços manteve o movimento de alta de 0,25% para 0,33%; e o grupo Mão de Obra intensificou a alta de 0,93% para 1,56%.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)