Sobre inquéritos, pecadores e o céu em vida!
Em verdade, o mundo é dos pecadores e não dos santos, no entanto os pecadores antes de irem aos infernos podem nos endereçar ao melhor dos mundos na terra
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(Brasília-DF) Nas eleições de 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teve muito destaque numa disputa presidencial marcada pela clara insubordinação jurídica do então presidente Jair Bolsonaro, que duvidava, e incendiava a sociedade e o Mundo, sobre a segurança das urnas eleitorais.
Agora, o TSE tem que decidir sobre o uso das deepfakes das Inteligências Artificiais(IA), porém o que vem chamando atenção é o protagonismo do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, também VP do TSE, sobre o controle dos inquéritos envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o empresário Fábio Luiz Lula da Silva, por trafico de influência e corrupção e sobre, também, o pedido de financiamento de R$ 164 milhões pelo senador Flávio Bolsonaro ao banqueiro preso Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master, para o filme-documentário “Dark Horse”.
O problema é que estão sendo divulgados uma serie de vazamentos sobre as investigações envolvendo o filho do presidente, conhecido como Lulinha, mas nada é divulgado sobre o inquérito do “Dark Horse”. Já se especula, visto que o ministro André Mendonça foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do candidato Flávio Bolsonaro - que os vazamentos estão sendo feitos pela equipe de delegados federais que estão à sua disposição, e também trabalharam no Governo Bolsonaro.
Se especula, isso é território legítimo da política, que os vazamentos podem vir tanto do gabinete do ministro “terrivelmente evangélico”, como da própria Polícia Federal, que tem suas tendências pró lado-cá ou pró lado-lá, ou até de ex-membros da finada “CPMI do INSS”, que tiveram acesso as quebras de sigilo de Lulinha e da lobista Roberta Lusingher, enquanto os documentos estiveram por lá, até serem limitados o acesso.
Os vazamentos, claro, podem ser ilegais, mas o mundo jornalístico é obrigado a divulgar os dados, pois interessa a sociedade. A sociedade brasileira tem todo o direito de ter acesso aos dados tanto dos inquéritos de Lulinha como do inquérito “Dark Horse”. Noutro momento seria legítimo que eles seguissem seu caminho de sigilo, mas em momento eleitoral em que será escolhido um novo presidente da República, recomenda-se, para justeza da disputa, que os sigilos de ambos os inquéritos fossem abertos, visto que nenhum dos dois deverão se encerrados, antes da eleições, e encaminhados ao Ministério Público para eventuais denúncias.
É bom que se destaque que ainda existe outro inquérito contra Lulinha, sob a tutela do ministro Flávio Dino, do STF, que foi ministro combativo do Presidente Lula. Seria bom que esse também tivesse seu sigilo aberto.
É bom lembrar ao respeitável público que se discute se alguns desses inquéritos, especialmente, os envolvendo Lulinha, deveriam c continuar no Supremo Tribunal Federal.
Esse conjunto de situações dão ainda mais sustentação de que todos esses inquéritos deveriam ser dados a conhecer à sociedade para que ela julgue melhor.
É lamentável que no lugar de estarmos discutindo as melhores propostas para que o país chegue bem ao final da terceira década do Século 21 estejamos, independente de nossas vontades, discutindo qual dos mais destacados candidatos, em pesquisas eleitorais, seja o menos pecador de todos os pretensos!
Em verdade, o mundo é dos pecadores e não dos santos, no entanto os pecadores antes de irem aos infernos podem nos endereçar ao melhor dos mundos na terra com ideias e propostas adequadas ao momento em que nosso país se coloca, frente às suas necessidades e ao momento global.
Não podemos fugir dos pecadores, mas temos o direito de buscar a felicidade, o céu em vida!
Por Genésio Araújo Jr. jornalista
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