PGR pede que casos de inquéritos de Lula saiam do STF e sigam na primeira instância, mas fontes garantem que André Mendonça deverá recusar a proposta e manter os casos no STF
Caso se confirme a recusa não se sabe se a PGR irá recorrer da decisão
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Com agências
(Brasília-DF, 20/08/2026). Mais cedo a Procuradoria Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal que o inquérito sobre o empresário e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o empresário Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger seja enviado à primeira instância, alegando ausência de investigados com foro privilegiado. No final do dia, o SBT News e o Uol informavam que falando a fontes, o ministro André Mendonça, que comanda os casos no STF, tende a recusar a proposta da PGR. Ainda não se sabe se a PGR deverá recorrer da decisão.
A PF atribui à empresária gestões para vender um projeto de canabidiol ao Ministério da Saúde, citando o filho do presidente.
A investigação apura a possível atuação de Lulinha ao lado da lobista Roberta Luchsinger em gestões para vender ao Ministério da Saúde um projeto de canabidiol, em parceria com Antônio Carlos Camilo Antunes, o "careca do INSS". Conversas analisadas pela Polícia Federal (PF) mostram que Luchsinger mencionava autoridades com foro, o que manteve o inquérito no Supremo até agora.
Entre 2023 e 2024, a empresária fez ao menos 40 visitas a ministérios e à Presidência, quase todas sem registro oficial, apesar da exigência legal. Ela também se aproximou do então chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana, o Marcola, a quem comprou joias e fez pagamentos que somam R$ 249 mil, embora ele afirme ter devolvido o dinheiro que teria sido um suposto empréstimo pessoal após o início das investigações.
Diálogos em posse da PF divulgados pela imprensa brasileira indicam que Luchsinger dizia falar em nome de Lulinha e buscava obter 20% de remuneração no projeto de Cannabis medicinal. Em uma das mensagens, ela chega a afirmar "Eu sou o Fábio". O negócio não avançou, e ambos demonstraram insatisfação com a falta de progresso nas tratativas dentro do governo.
Outras conversas reveladas pela imprensa e confirmadas pela PF citam a atuação do advogado Otto Medeiros, figura influente em Brasília. Luchsinger menciona que ele seria "sócio do Cassio", referência ao ministro Kassio Nunes Marques, embora sem indicar participação do magistrado. Kassio negou qualquer sociedade e afirmou estar impedido em processos nos quais Medeiros atua.
As defesas de Lulinha e Luchsinger negam irregularidades. A empresária afirma que vive sob ataques diários e critica o que considera narrativas que distorcem fatos e criminalizam relações pessoais, dizendo que isso afronta princípios do Estado Democrático de Direito.
O caso segue em análise no STF, enquanto a PGR sustenta que, sem autoridades com foro envolvidas, a investigação deve prosseguir na primeira instância, movimento que pode alterar o ritmo e o alcance das apurações.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)