Pesquisa do BC sobre condições de crédito informa que só não houve restrição, ao final do segundo trimestre, para o setor habitacional; para o terceiro trimestre, o BC espera continuidade desse movimento, com exceção do segmento de grandes empresas
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(Brasília-DF, 20/06/2026). Nesta quinta-feira, 20, a Pesquisa Trimestral de Condições de Crédito (PTC) foi publicada pelo Banco Central do Brasil.
As instituições financeiras pesquisadas avaliam que as condições de oferta se tornaram mais restritivas em no segundo trimestre de 2026, com exceção do segmento de crédito habitacional. Para o terceiro trimestre, o BC espera continuidade desse quadro para os segmentos de pessoas jurídicas e uma relativa estabilização para os segmentos de pessoas físicas.
O BC avalia que a demanda por crédito se mostrou resiliente em segundo trimestre, com fortalecimento em todos os segmentos. Para o terceiro trimestre, o BC espera continuidade desse movimento, com exceção do segmento de grandes empresas.
Quanto a inadimplência, o cenário se comportou em linha com as expectativas nesse segundo trimestre e continua figurando entre os principais fatores restritivos da oferta de crédito. No segmento habitacional, contudo, a inadimplência ficou abaixo do esperado. Para o terceiro trimestre, o BC espera continuidade da deterioração, porém em menor intensidade que a observada no trimestre anterior.
Destacam-se as seguintes avaliações sobre os fatores de oferta nos segmentos de crédito:
Grandes empresas: no segundo trimestre, as condições de oferta ficaram mais restritivas. Para 26T3, espera-se manutenção dessa dinâmica, pressionadas principalmente pela inadimplência e pelas condições gerais da economia doméstica.
Micro, pequenas e médias empresas: no segundo trimestre observou-se continuidade do grau de restrição, com leve desaceleração devido, em parte, à disponibilidade de mecanismos de fomento ao crédito. Para terceiro trimestre, ainda se espera uma oferta restritiva devido, principalmente, aos fatores relacionados à inadimplência. Todavia, a concorrência entre instituições financeiras pode mitigar parte dos efeitos restritivos.
PF Consumo – no segundo trimestre, observou-se aumento no grau de restrição da oferta. Para o terceiro trimestre, o custo/disponibilidade de funding e a menor tolerância ao risco devem aumentar o grau de restrição da oferta, ainda que condições favoráveis do mercado de trabalho possam contribuir para suavizar esse efeito.
PF Habitacional – As condições de oferta permaneceram estáveis no segundo trimestre, com maior preocupação com nível de comprometimento de renda do consumidor sendo mitigada por melhor custo/disponibilidade de funding e pelo ambiente institucional. Para terceiro trimestre, espera-se uma elevação do grau de restrição, devido à menor tolerância ao risco e à maior expectativa de inadimplência do mercado.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)