31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em estabilidade e no Brasil sem indicadores relevantes para divulgação

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Por Política Real
Publicado em
Mercados em estabilidade Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 20/08/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados globais estão em estabilidade e no Brasil nenhum indicador relevante será publicado em nosso país.

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Nesta quinta-feira (20), os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: +0,1%), após o S&P 500 interromper na véspera uma sequência de três quedas. O movimento foi impulsionado pelo recuo das taxas dos Treasuries mais longo. Na Europa, o Stoxx 600 opera em queda de 0,2%. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta: o Kospi (Coreia) avançou 5,9%, o Nikkei 225 (Japão) opera próximo ao neutro, enquanto na China o CSI 300 ganhou 0,1% e o Hang Seng avançou 0,8%.

O mercado acompanha a escalada da tensão entre Estados Unidos e Irã, após Donald Trump prometer “guerra econômica” e penalidades financeiras a apoiadores de Teerã, e de os Emirados Árabes Unidos anunciarem a suspensão do comércio com o país. O Brent sobe 2,5%, para próximo de US$ 94/barril, pressionando na Europa as ações de viagens e lazer e as mineradoras. No mercado de juros, o rendimento do Treasury de 30 anos sobe, para 5,19%, e o de 10 anos, para 4,67%, à medida que os investidores digerem o plano de recompra do Tesouro. Em contrapartida, o foco corporativo está no Walmart, que divulga o resultado do segundo trimestre antes da abertura e fecha a semana de balanços do varejo americano.

IBOVESPA +0,9% | 167.830 Pontos. CÂMBIO -0,87% | 5,17/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira (19) em alta de 0,9%, aos 167.830 pontos, interrompendo uma sequência de 11 pregões consecutivos de queda, ainda que o movimento positivo tenha perdido força ao longo do dia. A alta foi impulsionada principalmente pelo anúncio do Tesouro dos Estados Unidos de que ampliará o volume das operações de recompra de títulos públicos de prazos mais longos. A medida reduziu os rendimentos dos Treasuries e levou ao fechamento da curva de juros local, favorecendo especialmente as ações domésticas e mais sensíveis ao custo de capital.

Na ponta positiva, Cosan (CSAN3, +8,3%) liderou os ganhos do índice, em um movimento de recuperação após ter recuado 5,5% nos dois pregões anteriores. A melhora do ambiente de juros favoreceu a ação, que possui elevada sensibilidade ao custo de capital e à percepção sobre sua alavancagem.

Na ponta negativa, Gerdau (GGBR4, -5,2%) recuou e foi uma das maiores quedas do índice, em um movimento técnico.

Renda fixa

Os juros futuros encerraram a quarta-feira em forte queda, acompanhando o alívio observado nos mercados internacionais após o Departamento do Tesouro dos EUA anunciar a ampliação das recompras de títulos de longo prazo. Nos EUA, a T-note de 2 anos encerrou a 4,16% (-2 bps), a T-note de 10 anos a 4,65% (-6 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,19% (-10 bps). A ata do Federal Reserve, banco central americano, reforçou a percepção de manutenção dos juros em setembro e teve impacto limitado sobre os preços dos ativos, com o mercado concentrando suas atenções na intervenção do Tesouro. No Brasil, a curva de DI acompanhou o movimento externo. O DI jan/27 encerrou a 13,72% (-3 bps), o DI jan/29 a 14,20% (-14 bps) e o DI jan/31 a 14,50% (-14 bps). A curva NTN-B também recuou, com a NTN-B 2029 a 8,05% (vs. 8,14%), a NTN-B 2035 a 7,97% (vs. 8,07%) e a NTN-B 2050 a 7,54% (vs. 7,57%).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão desta quarta-feira em alta de 0,41%, aos 3.681,89 pontos.

Os fundos de recebíveis lideraram os ganhos do dia, com valorização de 0,64%, seguidos pelos fundos híbridos (+0,50%). Entre os fundos de tijolo, o desempenho agregado foi positivo (+0,18%), impulsionado principalmente pelos ativos logísticos (+0,58%) e pelas lajes corporativas (+0,20%), compensando a queda observada nos fundos de shoppings (-0,39%). Já o segmento de multiestratégia/FOFs registrou alta de 0,33%.

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram CACR11 (+18,6%), HSLG11 (+3,2%) e LIFE11 (+2,5%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por RBRY11 (-1,9%), XPML11 (-1,8%) e RCRB11 (-1,3%).

Economia

Nos Estados Unidos, a ata da última reunião de política monetária do Fed mostrou que vários dirigentes defenderam alta de juros no encontro e que muitos indicaram que o aperto seria necessário caso a inflação não recue. Houve manutenção da taxa de referência entre 3,50% e 3,75%, com três dissidentes a favor de elevação de 0,25 p.p.. O documento registrou que as projeções de inflação continuam bastante incertas e que o recrudescimento das tensões no Oriente Médio vem turvando o cenário.

Enquanto isso, o Tesouro americano anunciou que (no mínimo) duplicará o volume das operações de recompra de liquidez em títulos de 10 a 30 anos, em nova tentativa de conter os custos de captação longos, que rodam nas máximas de várias décadas.

Agenda econômica relativamente vazia hoje. Os agentes de mercado irão monitorar os dados de inflação ao consumidor no Japão (julho), além dos pedidos semanais de seguro-desemprego e a sondagem industrial do Fed da Filadélfia (agosto) nos Estados Unidos. Nenhum indicador relevante será publicado no Brasil.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)