31 de julho de 2025
RUSSIA/UCRÂNIA

Volodimir Zelenski é cobrado para realizar novas eleições presidências por um popular ex-ministro da Defesa da Ucrânia Mykhailo Fedorov; lei marcial impede realização de eleições em tempo de guerra

Pesquisas apontam que Fedorov poderia derrotar Zelenski

Por Politica Real com agências
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Zelensky está sendo pressionado pelo popular Fedorov Foto: Montagem Política Real

Com agências

(Brasília-DF, 19/08/2026). O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, começa a viver, efetivamente, um momento de pressão político interno, que vão além dos casos que envolvem o cansaço com a guerra e os casos de corrupção que habitualmente surgem.

O ex-ministro da Defesa da Ucrânia Mykhailo Fedorov defendeu a realização de eleições apesar da guerra em curso contra a Rússia, menos de um mês após sua demissão. A declaração foi feita em uma mensagem em vídeo publicada nea terça-feira ,18

"A democracia não deve ser refém da Rússia. Estamos lutando justamente porque queremos ser um Estado europeu livre", afirmou Fedorov. Segundo ele, o Estado precisa encontrar um "mecanismo legal, seguro e realista" para realizar uma votação apesar da continuidade da guerra.

Fedorov foi demitido após menos de seis meses à frente do Ministério da Defesa, como parte de uma reforma ministerial. A mensagem é amplamente vista como uma resposta à indicação, no mesmo dia, de um novo candidato ao cargo pelo presidente ucraniano, Volodimir Zelenski.

Demissão gerou protestos

A crescente popularidade de Fedorov foi considerada uma das razões para a demissão, bem como o fato de ele ter entrado em conflito com o comando militar tradicional ucraniano.

A sua saída levou milhares de pessoas a protestarem ao redor da Ucrânia. Ele era visto como um ministro inovador pelo bem-sucedido uso da tecnologia de drones na defesa contra a Rússia.

Sob o comando de Fedorov, o Exército ucraniano praticamente paralisou o avanço de Moscou na linha de frente e promoveu ataques a refinarias e outras instalações de energia em território russo, causando escassez de combustível no país, segundo autoridades e analistas ocidentais.

Lei marcial impede eleições

Aos 35 anos, ele alcançou a idade mínima exigida pela Constituição para disputar a Presidência da Ucrânia. Uma pesquisa de opinião realizada entre julho e agosto indicou que ele derrotaria Zelenski hoje numa eleição presidencial.

Pela atual legislação de lei marcial, eleições estão proibidas no país, o que tem mantido no poder Zelenski, que tomou posse em 2019. No entanto, a lei pode ser alterada por maioria simples.

Já as eleições parlamentares exigiriam uma emenda constitucional, algo impossível sob o atual regime de lei marcial. As eleições presidenciais, parlamentares e municipais previstas regularmente não foram realizadas devido à guerra.

Novo chefe da defesa da Ucrânia

Suprema Rada (Parlamento da Ucrânia) aprovou por unanimidade Yevgeny Khmara como novo ministro da Defesa da Ucrânia, dando sinal verde a um homem que anteriormente prometeu que "a Rússia vai queimar" após orquestrar o ataque de 12 de agosto contra a cidade russa de Novorossiysk.

Veterano do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU, na sigla em ucraniano), Khmara é conhecido por estar por trás de algumas das operações mais sangrentas realizadas pelos serviços especiais ucranianos contra civis russos.

Veja a relação de acusação que os russos fazem a Yevgeny Khmara como ex-chefe do SBU:

Em 1º de junho de 2025, a Ucrânia lançou a chamada Operação Teia de Aranha, uma ofensiva de drones em larga escala contra bases aéreas russas nas regiões de Murmansk, Irkutsk, Ivanovo, Ryazan e Amur. Entre os alvos estavam bombardeiros estratégicos e outras aeronaves militares;

Em 22 de março de 2024, homens armados invadiram o complexo Crocus City Hall, nos arredores de Moscou, em um ataque que deixou 139 mortos e centenas de feridos;

Em agosto de 2022, uma bomba instalada em um automóvel matou Daria Dugina, jornalista russa, quando ela seguia pelos arredores de Moscou;

Em outubro de 2022, uma explosão atingiu a Ponte da Crimeia, que voltou a ser alvo de um ataque em julho de 2023;

Cidades como Belgorod, Kursk e Donetsk foram alvos constantes de ataques aéreos, com impactos registrados em mercados, maternidades e pontos de ônibus.

(  da redação com informações da DW, DPA e Sputnik News. Edição: Política Real)