31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em leve alta e no Brasil é dia de IBC-Br de junho e o IGP-10 de agosto

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Por Política Real com assessoria
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Mercados em alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 17/08/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em leve alta e no Brasil será dia de IBC-Br de junho e o IGP-10 de agosto.

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Nesta segunda-feira (17), os futuros nos EUA operam em leve alta (S&P 500: +0,1%; Nasdaq 100: +0,5%), sustentados pela terceira semana consecutiva de ganhos do S&P 500, que renovou máxima histórica, apesar das tensões no Oriente Médio. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,2%, impulsionado pelos setores de mineração e tecnologia. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta: o Nikkei 225 (Japão) subiu 0,4%, o Kospi (Coreia) subiu 2,4%, enquanto na China o Hang Seng saltou 1,3% e o CSI 300 ganhou 1,5%.

O mercado acompanha o impasse entre Estados Unidos e Irã, com o frágil cessar-fogo entre os dois países expirando nesta segunda-feira e sem sinal de retomada das negociações, depois de o chanceler iraniano Abbas Araqchi afirmar no fim de semana que Teerã não decidiu voltar à mesa. O Brent avança 1%, para próximo de US$ 89/barril, sustentado pela desaceleração do tráfego no Estreito de Ormuz: apenas cinco navios de commodities cruzaram o estreito no sábado, ante 31 no fim de semana anterior, com o fluxo acumulando queda de cerca de 90% desde o início do conflito. No âmbito macro, a prévia da confiança do consumidor da Universidade de Michigan recuar para 51 em agosto, ante 55,2, e de vendas no varejo fracas e inflação mais branda reduzem as apostas em aperto adicional do Federal Reserve. Os investidores também direcionam o foco para a temporada de resultados do varejo, com Lowe’s, Target e Walmart.

Na agenda internacional desta semana, destaque para a ata da última reunião do Fed (banco central americano) e para a definição das taxas de empréstimos de curto e médio prazo pelo banco central da China.

IBOVESPA -0,10% | 166.934 Pontos.    CÂMBIO +0,52% | 5,22/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a semana em queda de 3,2% em reais e de 6,2% em dólares por conta da depreciação de 2,7% do real, aos 166.934 pontos.

Embraer foi o destaque positivo da semana (EMBJ3, +6,8%), após resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26) fortes, sustentados pelo crescimento em todos os segmentos, particularmente Aviação Executiva.

Por outro lado, Hapvida (HAPV3, -37,4%) foi o destaque negativo após os números trimestrais mostrarem piora na sinistralidade e aumento das despesas com judicialização.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros encerraram a semana com inclinação nos EUA e no Brasil. Nos EUA, dados de inflação benignos favoreceram o fechamento das taxas curtas, mas preocupações fiscais, leilões com taxas elevadas e a alta do petróleo pressionaram a ponta longa da curva. A T-note de 2 anos encerrou a 4,17% (-2 bps vs. semana anterior), a T-note de 10 anos a 4,69% (+5 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,26% (+7 bps). No Brasil, preocupações fiscais, saída de fluxo estrangeiro, valorização do dólar e tensões comerciais com os EUA levaram à abertura da curva, principalmente nos vencimentos intermediários e longos. O DI jan/27 encerrou a 13,77% (estável), o DI jan/29 a 14,33% (+21 bps) e o DI jan/31 a 14,59% (+26 bps). Já as NTN-Bs fecharam com leve recuo nos vencimentos curtos e estabilidade nos longos: NTN-B 2029 a 8,17% (vs. 8,23%), NTN-B 2035 a 8,10% (vs. 8,13%) e NTN-B 2050 a 7,66% (vs. 7,67%).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de sexta-feira (14) em queda de 0,17%, acumulando recuo de 2,25% na semana, aos 3.686,33 pontos.

O desempenho dos segmentos foi misto ao longo do último pregão. Os fundos de recebíveis avançaram 0,15%, sendo o único segmento relevante a encerrar o dia no campo positivo. Por outro lado, os fundos de tijolo recuaram 0,40%, pressionados principalmente pelas quedas em shoppings (-0,84%), multiestratégia (-0,33%) e ativos logísticos (-0,31%). O segmento de multiestratégia/FOFs também registrou desempenho negativo (-0,35%), enquanto os fundos híbridos apresentaram leve recuo de 0,11%.

Entre os destaques positivos de sexta-feira, sobressaíram CACR11 (+3,1%), DEVA11 (+1,9%) e KNIP11 (+1,4%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por RCRB11 (-3,0%), BBIG11 (-2,0%) e VGIR11 (-1,7%).

Economia

No cenário internacional, o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz praticamente cessou no fim de semana, após ataques a três embarcações da petrolífera estatal de Abu Dhabi. Apenas cinco navios de commodities cruzaram a rota no sábado e nenhum no domingo, contra 31 no fim de semana anterior. O petróleo (tipo Brent) acumulou alta superior a 5% na semana passada e segue negociado em torno de US$ 88 por barril.

Nos Estados Unidos, as vendas no varejo caíram 0,6% em julho, o primeiro recuo em nove meses, reduzindo a probabilidade implícita de alta de juros pelo Fed em setembro para cerca de um terço.

No Brasil, os atos que marcaram o início oficial da corrida presidencial ocorreram no fim de semana. Segundo o time XP Política, as campanhas privilegiaram os ataques ao adversário, reforçando o cenário de uma eleição polarizada e decidida em dois turnos.

No Brasil, a agenda será mais leve, com o IBC-Br de junho e o IGP-10 de agosto.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)