31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em estabilidade e no Brasil sem indicadores econômicos relevantes programados

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Por Politica Real com agências
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Mercados em estabilidade Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 14/08/2026). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em estabilidade enquanto que no Brasil não há indicadores econômicos relevantes programados.

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Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade (S&P 500: +0,1%; Nasdaq 100: +0,1%), depois que o S&P 500 fechou em recorde acima dos 7.800 pontos na quinta-feira, com os principais índices a caminho da terceira semana consecutiva de ganhos. Na Europa, o Stoxx 600 opera próximo da estabilidade, impulsionado principalmente pelos setores de mídia, viagens e lazer e varejo. Na Ásia, os mercados tiveram resultados mistos: o Kospi (Coreia) subiu 2,4%, acumulando ganho de 11,5% na semana, o Nikkei 225 (Japão) recuou 0,5%, enquanto  na China, o CSI 300 opera próximo da estabilidade e o Hang Seng (Hong Kong) recua 1,1%.

O mercado acompanha as vendas no varejo de julho, para as quais o consenso projeta alta de 0,1% na comparação mensal, além da leitura preliminar da confiança do consumidor da Universidade de Michigan. Na Ásia, as fabricantes de memória sustentaram o pregão na região, com SK Hynix subindo 3,3% e Samsung Electronics 2,4%. No petróleo, o Brent opera próximo de US$ 87/barril, com a reinjeção de prêmio de risco geopolítico diante do endurecimento da postura americana em relação ao Irã. Sem grandes balanços hoje, os investidores seguem monitorando uma temporada em que mais de 90% das companhias do S&P 500 já reportaram, com crescimento de lucros relevantes.

Nos Estados Unidos, os preços ao produtor ficaram estáveis em julho, abaixo das expectativas, reforçando os sinais recentes de moderação da inflação e reduzindo as apostas em uma alta de juros pelo Federal Reserve (banco central) em setembro. No mercado de petróleo, sinais de enfraquecimento da demanda global e o maior aumento dos estoques americanos desde 2023 levaram a commodity a interromper a sequência recente de altas, embora novos ataques dos houthis mantenham os riscos de oferta no radar.

Na agenda, o destaque internacional será a divulgação das vendas no varejo e da Confiança do Consumidor da Universidade de Michigan nos Estados Unidos.

IBOVESPA -0,23% | 167.100 Pontos.    CÂMBIO +0,43% | 5,18/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira em queda de 0,2%, aos 167.101 pontos, no oitavo pregão consecutivo no campo negativo. O mercado repercutiu principalmente a temporada de resultados do segundo trimestre, com reações relevantes aos balanços divulgados ao longo do dia.

Na ponta positiva, a temporada de resultados favoreceu MRV (MRVE3, +14,3%), Cogna (COGN3, +7,9%), Rede D’Or (RDOR3, +6,3%) e Ultrapar (UGPA3, +5,1%), que publicaram balanços que causaram uma reação positiva do mercado.

Na ponta negativa, Hapvida (HAPV3, -33,1%) liderou as perdas do índice depois que o balanço do 2T26 mostrou piora na sinistralidade e aumento das despesas com judicialização.

Para o pregão de sexta-feira, Vibra Energia, Copasa e Cosan irão divulgar seus resultados do 2T26.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a quinta-feira com direções mistas. Nos EUA, as Treasuries fecharam em baixa, com a T-note de 2 anos a 4,14% (-6 bps), a T-note de 10 anos a 4,64% (-5 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,21% (-4 bps), refletindo a redução das expectativas de alta de juros adicional pelo Fed após o PPI mais brando, embora um leilão de títulos de 30 anos com a maior taxa desde 2001 tenha limitado o movimento.

No Brasil, a ponta curta da curva permaneceu praticamente estável diante da leitura de desaceleração gradual da atividade econômica e da manutenção das apostas de corte da Selic em setembro, enquanto os vencimentos mais longos voltaram a embutir maior prêmio de risco fiscal. Assim, o DI jan/27 encerrou a 13,75% (-1 bp), o DI jan/29 a 14,25% (0 bp) e o DI jan/31 a 14,53% (+5 bps). Já a NTN-B encerrou relativamente estável com a B29 a 8,10% (vs. 8,11%), a B35 a 8,05% (vs. 8,09%) e a B50 a 7,61% (vs. 7,64%).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de quinta-feira em queda de 0,60%, aos 3.692,65 pontos.

A pressão sobre o índice foi disseminada entre os principais segmentos do mercado. Os fundos híbridos registraram a maior queda do dia (-0,93%), seguidos por lajes corporativas (-0,84%) e pelo segmento de multiestratégia/FOFs (-0,77%). Os fundos de recebíveis também encerraram a sessão em baixa (-0,58%), enquanto os fundos de tijolo recuaram 0,53%, pressionados principalmente pelas perdas em shoppings (-0,46%) e ativos logísticos (-0,26%).

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram MFII11 (+0,9%), BCIA11 (+0,9%) e RZAT11 (+0,8%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TRXF11 (-3,0%), PSEC11 (-2,9%) e PORD11 (-2,9%).

Economia

Governo brasileiro abre processo de reciprocidade contra os EUA em resposta à tarifa de 25% imposta ao Brasil. O objetivo é abrir negociações que podem levar ao adiamento ou à suspensão de eventuais contramedidas.

As vendas no varejo brasileiro surpreenderam positivamente em junho, favorecidas pela desaceleração dos preços dos alimentos, mas o desempenho no segundo trimestre reforçou a leitura de perda gradual de momentum do consumo das famílias. O governo também informou ter bloqueado ou excluído 5 milhões de contas em plataformas de apostas, ampliando as medidas de desincentivo às bets.

No Brasil, não há indicadores econômicos relevantes programados.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)