31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em estabilidade e no Brasil será divulgada a Pesquisa Mensal de Comércio.

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Por Politica Real com agências
Publicado em
Mercados em estabilidade Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 13/08/2026)  A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em estabilidade e no Brasil será divulgada a Pesquisa Mensal de Comércio.

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Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: 0,1%), com os investidores à espera do índice de preços ao produtor de julho, um dia após a inflação ao consumidor mais branda sustentar o apetite por risco. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,6%, impulsionado principalmente pelos setores bancário. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em baixa: o Nikkei 225 (Japão) recuou 0,3%, enquanto na China, o CSI 300 recua 0,6% e o Hang Seng -0,2%. Por outro lado, puxado pela retomada do trade de semicondutores, o Kospi (Coreia) subiu 3,6%.

O movimento asiático foi sustentado pelas ações de tecnologia de hardware, com a SK Hynix saltando mais de 6% e a Samsung Electronics avançando cerca de 5% em Seul, em resposta a balanços de gigantes globais de tecnologia que apontam para capex elevado em inteligência artificial. Em contrapartida, nos EUA os resultados divulgados após o fechamento pressionam o setor. Além disso, segundo o Financial Times a Anthropic pode realizar sua abertura de capital já em outubro, com seus investidores buscando uma avaliação recorde de US$ 2 trilhões.

Na Europa, a Maersk saltou 7% depois de elevar pela segunda vez no ano seu guidance para 2026, mesmo com o bloqueio do Estreito de Ormuz. O petróleo devolve parte da alta recente, com o Brent recuando cerca de 1,4%, para próximo de US$ 87/barril, após a Agência Internacional de Energia cortar sua projeção de demanda para 2026. Os investidores também direcionam o foco para o índice de preços ao produtor de julho, que o consenso espera avançar 0,2% na comparação mensal.

IBOVESPA -0,23% | 167.491 Pontos. CÂMBIO +0,69% | 5,16/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou ontem em queda de 0,2%, aos 167.491 pontos, à medida que as ações brasileiras seguem pressionadas pelas saídas de fluxos estrangeiros. O movimento negativo se refletiu também no câmbio, com o dólar avançando 1,3% ante o real, a R$ 5,17, e pesou principalmente sobre ações mais expostas à economia doméstica.

Embraer (EMBJ3, +4,0%) liderou os ganhos, dando sequência à alta iniciada após o balanço do 2T26, divulgado na segunda-feira, quando a companhia também elevou as projeções de margem EBIT e de geração de caixa livre para o ano. Na ponta negativa, Direcional (DIRR3, -4,7%) recuou mesmo após divulgar resultados do 2T26 com números sólidos no geral.

Para o pregão de quinta-feira, Cemig, MBRF, CPFL Energia, Cyrela, YDUQS e Vamos irão divulgar seus resultados do 2T26. Acompanhe aqui.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a quarta-feira sem direção única. Nos EUA, após a divulgação do CPI de julho em linha com as expectativas, as Treasuries ficaram mistas, com a T-note de 2 anos a 4,20% (-3 bps), a T-note de 10 anos a 4,69% (0 bp) e o T-bond de 30 anos a 5,25% (+1 bp). Apesar do alívio inicial trazido pela inflação comportada, preocupações fiscais e um leilão de T-Notes de 10 anos a taxas elevadas sustentaram os vencimentos mais longos.

No Brasil, os DIs acompanharam parcialmente esse movimento, mas seguiram refletindo o prêmio de risco fiscal doméstico, com o mercado ainda atribuindo chance majoritária de corte de 0,25 p.p. da Selic em setembro após sinais de moderação da atividade econômica. Assim, o DI jan/27 encerrou a 13,76% (0 bp), o DI jan/29 a 14,25% (+7 bps) e o DI jan/31 a 14,48% (+7 bps). Já a NTN-B encerrou com a B29 a 8,11% (vs. 8,15%), a B35 a 8,09% (vs. 8,11%) e a B50 a 7,64% (vs. 7,68%).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de quarta-feira em queda de 0,18%, aos 3.715,09 pontos.

O desempenho foi majoritariamente negativo entre os segmentos acompanhados. Os fundos híbridos recuaram 0,46%, enquanto o segmento de multiestratégia/FOFs registrou queda de 0,41%. Os fundos de recebíveis também encerraram a sessão no campo negativo (-0,13%). Já os fundos de tijolo recuaram 0,14%, pressionados principalmente por multiestratégia (-0,55%), shoppings (-0,16%) e ativos logísticos (-0,14%), apesar da alta observada em lajes corporativas (+0,22%).

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram MFII11 (+6,7%), PVBI11 (+1,5%) e HGRE11 (+1,4%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por VGHF11 (-1,9%), IRIM11 (-1,7%) e CYCR11 (-1,7%).

Economia

Nos Estados Unidos, a inflação ao consumidor avançou apenas 0,1% em julho, com o núcleo também apresentando comportamento benigno, reduzindo a probabilidade de uma alta de juros pelo Federal Reserve (banco central) em setembro. No mercado de petróleo, o impasse sobre a reabertura do Estreito de Ormuz segue sustentando riscos para a oferta global, enquanto a Opep revisou para cima sua projeção para o crescimento da produção brasileira de combustíveis líquidos em 2026.

No Brasil, o setor de serviços apresentou desempenho acima do esperado em junho, enquanto o Congresso aprovou o PLP dos Combustíveis, que combina novos benefícios setoriais com um gatilho para contenção das despesas em 2027.

Na agenda, destaque para os preços ao produtor (PPI) e os pedidos iniciais de seguro-desemprego nos Estados Unidos. No Brasil, será divulgada a Pesquisa Mensal de Comércio.

( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)