31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em leve alta e no Brasil destaque hoje será a pesquisa mensal de serviços (PMS)

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Por Politica Real com agências
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Mercados em leve alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 12/08/2026)  A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em leve alta e. no Brasil destaque hoje será a pesquisa mensal de serviços (PMS).

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Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em leve alta (S&P 500: +0,3%; Nasdaq 100: +0,7%), à espera do índice de preços ao consumidor de julho, que deve definir a direção dos juros. Na Europa, o Stoxx 600 opera próximo da estabilidade, em alta de 0,2%, sustentado pelos setores de bancos e industrial. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta: o Kospi (Coreia) saltou 3,7%, em nova máxima, puxado por Samsung Electronics e SK Hynix após relatos de que a Temasek investirá nas fabricantes coreanas de memória, o Nikkei 225 (Japão) subiu 1,3%, enquanto na China o CSI 300 avançou 0,6% e o Hang Seng recuou 0,8%.

O mercado acompanha o índice de preços ao consumidor de julho, para o qual o consenso projeta alta de 0,1% na margem e desaceleração da taxa anual para 3,4%, com o núcleo em 2,5% em doze meses, leitura que deve calibrar as apostas para o Fed e mantém os rendimentos das Treasuries estáveis.

No noticiário corporativo, a CoreWeave avança quase 18,7% no pré-mercado após margem operacional ajustada de 5% no segundo trimestre, acima do esperado, enquanto a Super Micro Computer sobe 9,4% com resultados e receita superiores às projeções, reforçando a percepção de que o capex em infraestrutura de inteligência artificial segue firme. O petróleo volta a subir, com o Brent próximo de US$ 89/barril, após ataques a embarcações no Mar Vermelho e no Golfo de Omã que deixaram seis mortos, reacendendo os riscos às rotas de navegação.

IBOVESPA -2,50% | 167.874 Pontos.  CÂMBIO +0,63% | 5,12/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a terça-feira em queda de 2,5%, aos 167.875 pontos, no menor nível de fechamento desde janeiro. O movimento refletiu principalmente o IPCA de julho, que veio acima do esperado, e a repercussão de novas pesquisas eleitorais. Além disso, as ações brasileiras seguem pressionadas pela saída de capital estrangeiro da Bolsa.

Na ponta positiva, Natura (NATU3, +1,5%) avançou após divulgar resultados do 2T26 acima das expectativas do mercado. Na ponta negativa, BTG Pactual (BPAC11, -6,9%) foi a maior contribuição negativa do pregão, apesar de ter apresentado lucro recorde e acima das expectativas do mercado no 2T26.

Para o pregão de quarta-feira, Sabesp, Banco do Brasil, Eneva, Equatorial Energia, Rede D’Or, Ultrapar, Suzano, Rumo, Cogna, SLC Agrícola, Hapvida, Azzas 2154, MRV, Braskem e Minerva irão divulgar seus resultados do 2T26.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a terça-feira com sinais mistos. Nos EUA, as Treasuries fecharam em baixa, com a T-note de 2 anos a 4,23% (-1 bp), a T-note de 10 anos a 4,69% (-1 bp) e o T-bond de 30 anos a 5,24% (-1 bp), à medida que os investidores voltaram sua atenção para os dados de inflação e reduziram parcialmente os prêmios associados às tensões no Oriente Médio.

No Brasil, os DIs apresentaram abertura ao longo da curva, com o DI jan/27 encerrando a 13,76% (+1 bp), o DI jan/29 a 14,18% (+8 bps) e o DI jan/31 a 14,41% (+3 bps), incorporando maior prêmio de risco diante da persistência de preocupações com o fiscal, da pressão adicional exercida pela valorização do dólar, com uma saída de fluxo estrangeiro após o JPMorgan rebaixar a recomendação para o Brasil, além da alta do petróleo. Já a NTN-B encerrou com a B29 a 8,15% (vs. 8,14%), a B35 a 8,11% (vs. 8,05%) e a B50 a 7,68% (vs. 7,63%).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de terça-feira em queda de 0,55%, aos 3.721,88 pontos.

Os fundos de recebíveis recuaram 0,66%, enquanto os fundos de tijolo registraram queda de 0,60%, pressionados principalmente por lajes corporativas (-0,91%) e ativos logísticos (-0,62%). O segmento de multiestratégia/FOFs também apresentou desempenho negativo (-0,88%), ao passo que os fundos híbridos limitaram as perdas, com recuo de 0,09%.

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram URPR11 (+10,8%), CPSH11 (+1,0%) e KNRI11 (+1,0%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por HCTR11 (-5,7%), CACR11 (-2,8%) e DEVA11 (-2,7%).

Economia

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos EUA de julho será publicado hoje. A expectativa é que a inflação recue ligeiramente para 3,4%, ante 3,5% no acumulado de doze meses. Membros do Federal Reserve (banco central dos EUA) têm sinalizado que os dados do CPI serão fundamentais para a decisão da autoridade monetária sobre um possível aumento das taxas de juros nas próximas reuniões. Especialmente com os preços o petróleo voltado para perto de US$ 90 o barril, em meio à nova escalada das tensões no Estreito de Ormuz.

No Brasil o IPCA de julho ficou levemente acima do esperado, enquanto a ata da última reunião de política monetária do banco central (Copom) deixou portas abertas para uma pausa ou um novo corte de juros na próxima reunião, em setembro. O destaque hoje será a pesquisa mensal de serviços (PMS).

( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)