31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e IGP-DI no Brasil

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Por Politica Real com agências
Publicado em
Mercados ek alta e baixa Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 07/08/2026). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorniinga Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil atenção para IGP-DI no Brasil.

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Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: +0,5%), com os investidores em compasso de espera pelo relatório de emprego de julho. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,5%, impulsionado principalmente pelos setores de saúde, que avança 1,3%, e de tecnologia, que sobe mais de 1%. Na Ásia, os mercados operam majoritariamente em alta: o Nikkei 225 (Japão) avançou 0,3%, enquanto na China o Hang Seng subiu 0,5%. Por outro lado, o Kospi (Coreia) opera em queda de 0,6%.

O mercado acompanha o relatório de emprego de julho nos EUA, para o qual o consenso projeta criação de 83 mil vagas e taxa de desemprego estável em 4,2%, depois de um junho fraco, com apenas 57 mil postos, e de um dado da ADP que apontou 44 mil contratações no setor privado, abaixo das 75 mil esperadas. Nas commodities, o Brent avança 1,1%, para próximo de US$ 83/barril, e o WTI sobe 0,8%, a US$ 77,91, ainda sob o efeito das tensões em torno do Estreito de Ormuz, movimento que pressionou as ações americanas na véspera. Apesar disso, os índices caminham para a segunda semana consecutiva de ganhos.

O mercado de trabalho dos Estados Unidos segue estável, com pedidos de seguro-desemprego abaixo das expectativas e demissões em mínimas de dois anos, enquanto o foco se volta para o Nonfarm Payroll. No Oriente Médio, novas ameaças de restrições à navegação no Estreito de Ormuz voltaram a elevar o prêmio de risco, levando o Brent a subir, aproximadamente, 3,8%.

IBOVESPA -1,23% | 175.546 Pontos.  CÂMBIO -0,27% | 5,10/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira em queda de 1,2%, aos 175.546 pontos. As ações brasileiras repercutiram a decisão de juros do Copom da quarta-feira e, principalmente, a temporada de resultados do 2T26 no Brasil.

 

Na ponta positiva, Petrobras (PETR4, +0,5%) e Ultrapar (UGPA3, +1,1%) acompanharam a alta dos preços do petróleo. Enquanto isso, Smart Fit (SMFT3, -7,8%) liderou as quedas do índice, depois que o mercado reagiu negativamente ao balanço do segundo trimestre da companhia.

Para o pregão de sexta-feira, a atenção do mercado se volta para o payroll de julho nos Estados Unidos.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram ontem em alta. Nos EUA, aumentaram as apostas de uma política monetária mais restritiva por parte do Federal Reserve, em meio à alta do petróleo e expectativa pelo payroll, levando a T-note de 2 anos a 4,24% (+6bps), a T-note de 10 anos a 4,66% (+5bps) e o T-bond de 30 anos a 5,21% (+4bps).

No Brasil, a combinação de maior prêmio de risco global, preocupações com inflação e percepção de balanço de riscos ainda assimétrico pelo Copom impulsionou a curva doméstica, com o DI jan/27 encerrando a 13,77% (+1bp), o DI jan/29 a 14,12% (+10bps) e o DI jan/31 a 14,33% (+14bps). As NTN-Bs apresentaram movimentos marginais, com a NTN-B 2029 encerrando a 8,23% (vs. 8,20%), a NTN-B 2035 a 8,13% (vs. 8,07%) e a NTN-B 2050 a 7,67% (vs. 7,63%).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de ontem em queda de 0,58%, aos 3.760,11 pontos.

A pressão sobre o índice foi disseminada entre os principais segmentos. Os fundos híbridos registraram a maior queda do dia (-1,62%), seguidos por lajes corporativas (-1,06%) e pelo segmento de multiestratégia/FOFs (-0,79%). Os fundos de tijolo recuaram 0,49%, pressionados principalmente por ativos logísticos (-0,43%) e shoppings (-0,20%), enquanto os fundos de recebíveis apresentaram desempenho mais resiliente, com baixa de 0,22%.

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram CACR11 (+10,6%), SNEL11 (+1,3%) e VILG11 (+1,1%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TRXF11 (-5,3%), BROF11 (-4,2%) e URPR11 (-2,7%).

Economia

No Brasil, a balança comercial registrou superávit de US$ 7,1 bilhões em julho, abaixo das expectativas, com preços mais elevados impulsionando simultaneamente exportações e importações, apesar da queda dos volumes. Publicamos também nosso relatório “Brasil Macro Mensal: Desaceleração e desinflação antes do esperado?”, no qual mantivemos as projeções de Selic em 14,00% e crescimento do PIB de 2,0% em 2026, além de adicionarmos viés de baixa à projeção de crescimento de 1,0% em 2027.

Na agenda, será divulgado o IGP-DI no Brasil, que trará novos sinais sobre a dinâmica inflacionária no país.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)