DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em estabilidade e no Brasil atenção para balança comercial de julho
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(Brasília-DF, 06/08/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Invest.imentos apontando que os mercados globais estão em estabilidade e no Brasil balança comercial de julho
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Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade, com direções divergentes (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: -0,4%), refletindo a rotação entre o Dow Jones, que fechou na véspera em novo recorde com alta de 0,5%, e as ações de tecnologia, pressionadas pela liquidação em nomes de inteligência artificial. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,6% pouco depois da abertura, com a maioria das bolsas e dos setores no positivo e a tecnologia estável, sem contágio da liquidação asiática. Na Ásia, os mercados fecharam em queda puxados pelos semicondutores: o Kospi (Coreia) recuou 5%, e o Nikkei 225 (Japão) caiu 0,2%, enquanto na China, o CSI 300 recua 0,15% e o Hang Seng -1,5%.
O tema dominante é a nova rodada de realização em semicondutores, que começou em Wall Street na véspera, com Intel em queda de quase 2%, AMD perdendo 8% e, entre os nomes de memória, Sandisk desabando 9%. O movimento se propagou pela Ásia durante a madrugada, com SK Hynix caindo 10,3% e Samsung Electronics -6,3% na Coreia, e em Taiwan, a TSMC caiu 1,5%.
Os investidores também direcionam o foco para os pedidos semanais de auxílio-desemprego, divulgados hoje pela manhã, para os quais o consenso espera 204 mil, ante 197 mil na semana anterior, e sobretudo para o relatório de emprego de julho, principal evento da semana, na sexta-feira. Na agenda corporativa, a Warner Brose Constellation Energy reportam antes da abertura, enquanto Airbnb e Lyft divulgam após o fechamento, e o mercado acompanha o vencimento do primeiro lock-up da SpaceX, que libera mais de 900 milhões de papéis.
No exterior, Irã e Omã sinalizaram que as negociações sobre o Estreito de Ormuz estão em estágio final, com Trump indicando que um acordo pode ser fechado nos próximos dias. Nos Estados Unidos, o mercado de trabalho mostrou sinais de moderação (ADP e PMI de serviços abaixo do esperado), enquanto os preços pagos por insumos surpreenderam para cima.
IBOVESPA -0,09% | 177.726 Pontos. CÂMBIO +0,20% | 5,11/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em leve queda de 0,1%, aos 177.726 pontos, alternando ganhos e perdas ao longo do dia em meio à cautela dos investidores antes da decisão do Copom, anunciada após o fechamento do mercado. Um balanço trimestral acima do esperado impulsionou Raia Drogasil (RADL3, +5,87%). Já na ponta negativa, Petrobras (PETR3, -2,08%; PETR4, -1,34%) liderou em termos de contribuição negativa para o índice, pressionada pela falta de suporte do preço do petróleo. Hapvida (HAPV3, -5,69%) e Cosan (CSAN3, -3,46%) também estiveram entre as maiores quedas do pregão.
Para o pregão de quinta-feira, Petrobras, Localiza, Energisa, Lojas Renner, Allos, Assaí, Fleury, Hypera, PetroReconcavo e Magazine Luiza irão divulgar seus resultados do 2T26.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a quarta-feira em leve baixa. Nos EUA, a combinação de sinais de avanço nas negociações envolvendo o Estreito de Ormuz e de um ADP abaixo do esperado reforçou o recuo das Treasuries, com a T-note de 2 anos fechando a 4,18% (-2bps), a T-note de 10 anos a 4,61% (-1bps) e o T-bond de 30 anos a 5,17% (-1bps). No Brasil, a leitura de um cenário externo menos pressionado para a inflação, favorecida pela acomodação dos preços do petróleo, sustentou o fechamento da curva, embora o mercado tenha adotado postura mais defensiva à espera do comunicado do Banco Central, com o DI jan/27 encerrando a 13,77% (-2bps), o DI jan/29 a 14,02% (-2bps) e o DI jan/31 a 14,19% (-5bps). As NTN-Bs apresentaram movimentos marginais, com a NTN-B 2029 encerrando a 8,20% (vs. 8,24%), a NTN-B 2035 a 8,07% (vs. 8,09%) e a NTN-B 2050 a 7,63% (vs. 7,63%).
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de quarta-feira em queda de 0,06%, aos 3.781,99 pontos, em meio a uma postura mais defensiva dos investidores à espera do comunicado do Banco Central.
Na abertura por segmento, o desempenho foi misto. Os fundos de recebíveis recuaram 0,14%, enquanto os fundos híbridos registraram queda de 0,12%. Entre os fundos de tijolo, o resultado foi praticamente estável (-0,02%), com leve alta em lajes corporativas (+0,14%) e ativos logísticos (+0,01%), parcialmente compensada pelas quedas em shoppings (-0,04%) e multiestratégia (-0,08%). Já o segmento de multiestratégia/FOFs avançou 0,09%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram CACR11 (+4,5%), BROF11 (+3,0%) e RBVA11 (+1,9%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por MFII11 (-4,4%), TOPP11 (-1,8%) e VGRI11 (-1,7%).
Economia
No Brasil, o Copom reduziu a Selic em 0,25 p.p., para 14,00%, com comunicado neutro que sinaliza uma postura dependente de dados. Avaliamos que os choques de oferta global e de demanda doméstica ainda justificam uma pausa no patamar atual, mas reconhecemos sinais de que a atividade e a inflação podem arrefecer mais rápido que o esperado. Mantemos a Selic em 14,00% neste ano e 11,50% em 2027.
Na agenda de hoje, destaque para os pedidos de seguro-desemprego e dados de produtividade nos Estados Unidos, além da balança comercial de julho no Brasil.
( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)