DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em leve queda e no Brasil o IBGE publicará a Pesquisa Industrial Mensal (PIM)
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(Brasília-DF, 04/08/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados globais estão em leve alta e no Brasil IBGE publicará a Pesquisa Industrial Mensal (PIM).
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Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em leve alta (S&P 500: +0,1%; Nasdaq 100: +0,6%), sustentados pelos resultados da Palantir. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,5%. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta: o Kospi (Coreia) subiu 1,6%, recuperando parte da queda da véspera, o Nikkei 225 (Japão) avançou 0,6%, enquanto na China, o CSI 300 ganhou mais de 1,2% e o Hang Seng recuou -0,6%.
O mercado acompanha a reação aos resultados da Palantir, que dispara mais de 17% no pré-mercado após reportar avanço de 93% na receita em base anual, reforçando a tese de demanda por inteligência artificial. Na Europa, o HSBC anunciou recompra de até US$ 1 bilhão em ações após reportar lucro trimestral antes de impostos de US$ 10,1 bilhões, acima do esperado. No mercado de commodities, o petróleo devolve parte da forte queda da véspera, com o Brent subindo 2,8%, para US$ 86,11/barril, à medida que os investidores reavaliam o alcance das negociações entre Estados Unidos e Irã. Os investidores também direcionam o foco para a temporada de resultados, com divulgações esperadas de AMD, McDonald’s, Costco, Uber, Eli Lilly e Disney ao longo da semana, além do relatório de emprego de julho na sexta-feira.
O preço do petróleo recuou cerca de 5% na segunda-feira (Brent abaixo de US$ 84 por barril), após o Presidente Donald Trump cancelar um ataque planejado ao Irã e sinalizar a retomada das negociações. Aliados do Golfo – incluindo a Arábia Saudita – pediram a Washington que priorizasse a diplomacia; o Irã negou conversas diretas com os Estados Unidos, mas afirmou que discussões mediadas por Omã avançam. Em relação aos indicadores, o ISM industrial americano de julho surpreendeu positivamente, atingindo 55,6 pontos — maior nível desde maio de 2022 —, com o componente de emprego entrando em território de expansão pela primeira vez em 33 meses.
Na agenda econômica de hoje, destaque para o relatório Jolts nos Estados Unidos, particularmente o número de vagas abertas no mercado de trabalho em junho.
IBOVESPA 0,00% | 178.000 Pontos. CÂMBIO +0,04% | 5,06/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira praticamente estável, com variação de 0,00%, aos 178.000 pontos, em meio a forças opostas dentro do índice. De um lado, o preço do petróleo recuou, o que pesou sobre as ações ligadas à commodity, mas o fechamento da curva de juros sustentou papéis domésticos e sensíveis aos juros.
Como resultado, na ponta positiva se destacaram nomes como Hapvida (HAPV3, +5,6%), Cury (CURY3, +4,5%) e Direcional (DIRR3, +3,5%). Na ponta negativa, CSN (CSNA3, -6,8%) recuou após a prévia operacional do segundo trimestre revelar deterioração na geração de caixa.
Para o pregão de terça-feira, Itaú Unibanco, PRIO, Gerdau, Raia Drogasil, Iguatemi e C&A irão divulgar seus resultados do 2T26.
Renda Fixa
Os juros futuros fecharam a sessão em baixa na maior parte da curva. Nos EUA, a redução das tensões entre Estados Unidos e Irã contribuiu para o recuo das Treasuries, com a T-note de 2 anos encerrando a 4,25% (-2bps), a T-note de 10 anos a 4,69% (-2bps) e o T-bond de 30 anos a 5,23% (+7bps). No Brasil, a curva de DI acompanhou o movimento externo e incorporou a percepção de um ambiente mais favorável para a continuidade do ciclo de cortes da Selic em agosto, com o DI jan/27 fechando a 13,81% (0bps), o DI jan/29 a 13,98% (-15bps) e o DI jan/31 a 14,19% (-20bps). As NTN-Bs apresentaram movimentos marginais, com a NTN-B 2029 encerrando a 8,20% (vs. 8,27%), a NTN-B 2035 a 8,07% (vs. 8,12%) e a NTN-B 2050 a 7,65% (vs. 7,68%).
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão desta segunda-feira em queda de 0,86%, aos 3.785,52 pontos.
O desempenho setorial foi amplamente negativo, com os fundos híbridos liderando as perdas do dia (-1,28%), seguidos por lajes corporativas (-1,21%), multiestratégia/FOFs (-0,93%) e recebíveis (-0,77%). Os fundos de tijolo recuaram 0,80%, pressionados principalmente pelas quedas em ativos logísticos (-0,43%) e shoppings (-0,29%).
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram DEVA11 (+1,4%), BROF11 (+0,7%) e CYCR11 (+0,5%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por MFII11 (-41,1%), VGHF11 (-8,3%) e CACR11 (-7,9%).
Economia
No Brasil, o Boletim Focus do Banco Central mostrou a quinta queda consecutiva na projeção para o IPCA de 2026 (de 5,12% para 5,03%). Para 2027 e 2028, as expectativas permaneceram em 4,22% e 3,80%, respectivamente – ainda bem distantes da meta de 3%. A mediana para a taxa Selic no final deste ano declinou de 14,00% para 13,75%. Publicamos ontem o relatório “Esquenta do Copom”, que traz nossas expectativas para a próxima decisão de juros, que será anunciada amanhã. Prevemos mais um corte de 0,25 p.p. na taxa Selic, para 14,00%. O comunicado pós-reunião será neutro, em nossa opinião.
No Brasil, o IBGE publicará a Pesquisa Industrial Mensal (PIM). Esperamos a segunda queda consecutiva no volume produzido na indústria (-0,7% em junho/maio). Apesar disso, o setor registrará expansão no 2º trimestre.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real ).