DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil é semana do Copom decidir a Selic
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(Brasília-DF, 03/08/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil, o Copom decide a Selic, com expectativa de corte de 0,25 p.p., para 14,00%, além da divulgação da PIM-PF de junho, da balança comercial e do IGP-DI de julho.
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Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,5%; Nasdaq 100: +0,5%), sustentados pela redução do conflito no Oriente Médio, depois que Donald Trump cancelou um novo ataque ao Irã e afirmou que as negociações começam hoje, com um acordo sobre o Estreito de Ormuz tido como iminente. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,4%, impulsionado principalmente pelos setores de viagens, construção e industrial. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em queda: o Kospi (Coreia) recuou mais de 5%, devolvendo parte da forte alta da última sexta-feira, o Nikkei 225 (Japão) caiu 0,9%, enquanto na China, o CSI 300 perdeu 1,0% e o Hang Seng avançou 0,3%.
O mercado acompanha a queda dos preços do petróleo após o presidente Donald Trump anunciar que cancelou um ataque planejado contra o Irã, reduzindo temporariamente as preocupações geopolíticas. O Brent recua cerca de 4,8%, para próximo de US$ 84/barril, pressionando ações do setor de energia. Os investidores também direcionam o foco para a temporada de resultados, com divulgações esperadas de Palantir, AMD, McDonald’s, Kraft Heinz, Costco e Disney ao longo da semana, além do relatório de emprego de julho, que o consenso espera criação de 87,5 mil vagas. Na Europa, as ações da AstraZeneca recuam mais de 7% após notícias de que a farmacêutica estaria em negociações para uma possível fusão com a Bristol Myers Squibb, em uma operação que poderia criar uma companhia avaliada em cerca de US$ 400 bilhões.
Economia
Donald Trump cancelou, no fim de semana, um ataque militar que estava planejado contra o Irã, alegando que os “parâmetros de um acordo” foram definidos com Teerã, incluindo a reabertura do Estreito de Ormuz. As conversas entre os dois países começam hoje. O petróleo (tipo Brent) recuou 5,1% com o otimismo em torno do acordo, para cerca de US$ 83 por barril.
IBOVESPA +0,47% | 177.999 Pontos. CÂMBIO +0,07% | 5,07/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana passada em alta de 2,3% em reais e de 2,1% em dólares, por conta da apreciação de 0,3% do real, aos 177.999 pontos. No mês, o índice subiu 3,5% em reais e 5,3% em dólares.
MBRF foi o destaque positivo da semana (MBRF3, +18,2%), após abertura da fronteira para importação de gado do México para os EUA, aumentando a oferta.
Por outro lado, Usiminas (USIM5, -13,7%) foi o destaque negativo, recuando após divulgação de resultados com perspectivas de um terceiro trimestre mais fraco do que o esperado. Confira o Resumo Semanal da Bolsa.
Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros futuros encerraram a semana com movimentos distintos. Nos EUA, a semana foi impactada pela redução das tensões geopolíticas entre EUA e Irã e pela decisão do Fed de manter os juros inalterados com dissidência de três membros do Fomc. Nesse contexto, a T-note de 2 anos encerrou a 4,27% (-6 bps vs. semana anterior), a T-note de 10 anos a 4,71% (+3 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,16% (+9 bps). No Brasil, a curva de juros apresentou fechamento relevante ao longo da semana, sustentada pela melhora do ambiente externo, pela divulgação do IPCA-15 abaixo das expectativas e pelo aumento da convicção do mercado em relação à continuidade do ciclo de cortes da Selic na reunião de agosto. O DI jan/27 encerrou a 13,81% (-15 bpsvs. semana anterior), o DI jan/29 a 14,13% (-33 bps) e o DI jan/31 a 14,39% (-23 bps). As NTN-Bs apresentaram desempenho misto na semana, com a NTN-B 2029 encerrando a 8,27% (vs. 8,31%), a NTN-B 2035 a 8,12% (vs. 8,20%) e a NTN-B 2050 a 7,68% (vs. 7,67%).
IFIX
No recorte por segmentos, os fundos de recebíveis lideraram os ganhos da semana, com alta de 0,48%, enquanto os fundos de tijolo permaneceram praticamente estáveis (+0,21%). Entre os segmentos de tijolo, as lajes corporativas avançaram 0,28%, sustentadas por indicadores operacionais robustos (link), enquanto os ativos logísticos subiram 0,36%, apoiados pela demanda consistente das grandes plataformas de e-commerce (link). Os fundos de shoppings também registraram desempenho positivo, embora mais modesto, com valorização de 0,13%.
Entre os destaques positivos do último pregão, sobressaíram MCRE11 (+1,6%), HGRU11 (+1,5%) e KIVO11 (+1,4%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por BTAL11 (-1,5%), OUPI11 (-1,1%) e CYCR11 (-0,8%). Saiba mais sobre os principais acontecimentos da semana.
No Brasil, o PT realizou sua convenção nacional e oficializou a candidatura de Lula à reeleição, com Alckmin mantido como vice — repetindo a chapa de 2022. A corrida eleitoral já conta com outras candidaturas confirmadas, como a de Flávio Bolsonaro, principal nome da oposição.
Na agenda desta semana, destaque para a bateria de dados de mercado de trabalho nos Estados Unidos, com ênfase no payroll de julho, além dos PMIs das principais economias. No Brasil, o Copom decide a Selic, com expectativa de corte de 0,25 p.p., para 14,00%, além da divulgação da PIM-PF de junho, da balança comercial e do IGP-DI de julho.
(da redação com informações de agências. Edição: Política Real)