31 de julho de 2025
INFLAÇÃO

INFLAÇÃO: IGP-M recuou e caiu 1,16% em julho, informa FGV-IBRE

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Por Política Real com assessoria
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Veja dados do IPA que compõe o IGP-M de junho Foto: site da FGV-IBRE

(Brasília-DF, 30/07/2026). Na manhã desta quinta-feira, 30, o FGV-IBGE divulgou o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) caiu 1,16% em julho.

No mês de junho, a taxa havia sido de ‑0,50%. Com este resultado, o índice acumula alta de 2,08% no ano e de 2,76% em 12 meses. Em julho de 2025, o IGP-M havia caído 0,77% e acumulava alta de 2,96% em 12 meses.

“O resultado do IGP-M segue amplamente influenciado pelo IPA, que registrou nova baixa puxada por combustíveis e derivados de petróleo. A reversão das pressões dos meses anteriores reflete o recuo das tensões entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz, que reduziu as cotações internacionais do petróleo e se repassou rapidamente ao índice. Ainda assim, parte da cadeia petroquímica permanece pressionada por fretes, câmbio e óleos básicos.

Já o IPC apresentou desaceleração, refletindo a desinflação dos alimentos in natura, parcialmente compensada pela elevação das passagens aéreas — item pressionado pela sazonalidade das férias de julho e pelo repasse defasado de reajustes anteriores do QAV.

Já no INCC, o avanço dos custos da construção civil permaneceu concentrado no componente de mão de obra, refletindo reajustes salariais observados principalmente em Recife e São Paulo, o que mantém a pressão sobre os custos do setor apesar da menor contribuição dos materiais de construção.”, afirma Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) cai 1,74% em julho

Em julho, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 1,74%, aprofundando a queda em sua taxa em comparação à registrada no mês anterior, de -0,97%. Analisando os diferentes estágios de processamento, o grupo de Bens Finais caiu 0,82% em julho, registrando uma inversão em sua taxa em comparação à alta de 0,23% observada no mês anterior. O índice de Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, passou de -0,16% em junho para -0,10% em julho. A taxa do grupo Bens Intermediários registrou alta de 0,35% em julho, porém inferior à taxa de 0,45% observada no mês anterior. O índice de Bens Intermediários (ex), que exclui o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, recuou de 0,31% em junho para -0,40% em julho. Por fim, o estágio das Matérias-Primas Brutas intensificou a queda de -2,76% em junho para -3,89% em julho.

IPC foi -0,01% em julho

Em julho, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou queda de 0,01%, apresentando desaceleração em relação ao mês anterior, quando o índice subiu 0,47%. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, seis classes apresentaram recuo: Alimentação (1,02% para ‑0,74%), Habitação (0,64% para 0,35%), Vestuário (0,14% para ‑1,03%), Despesas Diversas (1,09% para 0,35%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,55% para 0,23%) e Comunicação (0,07% para 0,00%). Duas classes de despesa registraram movimento oposto à maioria, Transportes arrefeceu de ‑0,35% para ‑0,09%, e Educação, Leitura e Recreação acelerou de 0,37% para 0,80%.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) sobe 0,62% em julho

Em julho, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,62%, porém inferior à taxa de 0,85% observada em junho. Analisando os três grupos componentes do INCC, observam-se movimentações distintas nas suas respectivas taxas de variação na transição de junho para julho: o grupo Materiais e Equipamentos recuou de 0,86% para 0,42%; o grupo Serviços reduziu de 0,28% para 0,25%; e o grupo Mão de Obra manteve o movimento de alta de 0,91% para 0,93%.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)