31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e. no Brasil arrecadação tributária federal e o resultado do Tesouro Nacional referentes a junho e o IGP-M de julho

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Por Politica Real com agências
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Mercados em alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 30/07/2026)A Política Real teve acesso ao relatório “Mooning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil atenções para a taxa de desemprego do trimestre encerrado em junho, a arrecadação tributária federal e o resultado do Tesouro Nacional referentes a junho e o IGP-M de julho.

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Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,3%; Nasdaq 100: +0,7%), em recuperação parcial após a forte correção da véspera, enquanto seguem avaliando os balanços das gigantes de tecnologia, a decisão do Federal Reserve de manter os juros inalterados e a continuidade das tensões no Oriente Médio. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,5%, sustentado por uma forte temporada de resultados. Na Ásia, o desempenho foi misto, com o Nikkei 225 (Japão) subindo 0,7%, enquanto o Kospi (Coreia do Sul) caiu 1,2% e o CSI 300 (China) recuou 1,1%.

O mercado reage aos resultados das big techs, com Microsoft avançando mais de 8% no pré-mercado após resultados sólidos impulsionados pelo crescimento da Azure e pela manutenção do guidance de investimentos em data centers, reduzindo preocupações com os gastos em inteligência artificial. Em contrapartida, Meta recua cerca de 9% após divulgar projeções de receita mais fracas e queda de 91% no fluxo de caixa livre do segundo trimestre.

No cenário macro, investidores aguardam a divulgação do PCE de junho, do PIB do segundo trimestre e dos pedidos semanais de auxílio-desemprego, além avaliarem a elevação dos rendimentos das Treasuries após o Fed manter os juros inalterados. Na Europa, o PIB da Zona do Euro surpreendeu positivamente, crescendo 0,4% no segundo trimestre, acima da expectativa de 0,2%, reforçando a resiliência da atividade econômica, enquanto a continuidade do conflito entre Estados Unidos e Irã mantém o petróleo e os riscos inflacionários no radar dos mercados.

Economia

Nos Estados Unidos, o Fed manteve os juros no intervalo entre 3,50% e 3,75%, mas a decisão foi marcada por dissidência hawkish inédita desde 2016, com três diretores defendendo alta de juros. O comunicado citou a incerteza elevada decorrente do conflito no Oriente Médio, e Warsh não trouxe sinalização mais clara sobre os próximos passos.

Na agenda de hoje, destaque para a divulgação simultânea, nos Estados Unidos, do PIB do 2º trimestre, do deflator PCE de junho e dos pedidos de seguro-desemprego. Na Zona do Euro, sai o PIB do 2º trimestre e a taxa de desemprego. No Reino Unido e no Japão, destaque para a decisão de juros pelo Banco da Inglaterra (BoE) e Banco do Japão (BoJ).

IBOVESPA -1,52% | 173.885 Pontos.  CÂMBIO +0,08% | 5,12/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em queda de 1,5%, aos 173.885 pontos. O movimento acompanhou a queda das bolsas globais (Nasdaq, -1,7%; S&P 500, -1,5%), que foram pressionadas pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio e pela decisão de juros do Federal Reserve.

Ações ligadas ao petróleo acompanharam a alta do Brent: PRIO (PRIO3, +2,9%), Petrobras (PETR3, +2,4%; PETR4, +1,9%) e PetroRecôncavo (RECV3, +1,2%) avançaram.

Na ponta negativa, ações de bancos lideraram as perdas, com Itaú Unibanco (ITUB4, -2,4%) e Bradesco (BBDC4, -2,2%) entre as maiores contribuições negativas ao índice, na esteira da divulgação do balanço de Santander Brasil (SANB11, -7,4%), que reportou resultados abaixo das expectativas do mercado.

Para o pregão de quinta-feira, Vale, Ambev, ISA Energia e Multiplan irão divulgar seus resultados do 2T26.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram ontem sem direção única, em um pregão marcado pela decisão do Fed e pelo aumento das apostas de retomada do aperto monetário nos EUA após a dissidência de três membros do FOMC. Nos EUA, as Treasuries fecharam com a T-note de 2 anos a 4,24% (-4 bps), a T-note de 10 anos a 4,67% (+7 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,21% (+12 bps).

No Brasil, a curva DI acompanhou a inclinação externa, com o DI jan/27 encerrando a 13,85% (-2 bps), o DI jan/29 a 14,25% (0 bps) e o DI jan/31 a 14,52% (+5 bps). A NTN-B apresentou alta, com a B29 a 8,33% (vs. 8,30%), a B35 a 8,26% (vs. 8,20%) e a B50 a 7,78% (vs. 7,69%).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de quarta-feira em queda de 0,26%, aos 3.797,33 pontos. O desempenho setorial foi majoritariamente negativo, com os fundos de tijolo recuando 0,22%, pressionados principalmente por lajes corporativas (-0,61%) e ativos logísticos (-0,16%), apesar do leve avanço observado no segmento de shoppings (+0,05%). Os fundos de recebíveis também encerraram a sessão em baixa (-0,19%), enquanto os fundos híbridos registraram queda de 0,50%. Já o segmento de multiestratégia/FOFs recuou 0,32%.          

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram DEVA11 (+2,4%), BBIG11 (+2,1%) e MCRE11 (+1,5%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-3,8%), MFII11 (-2,2%) e HGRE11 (-2,0%).

Economia

No Brasil, o Caged surpreendeu positivamente em junho, com criação líquida de 145,2 mil empregos formais, acima das expectativas. O resultado interrompeu dois meses de leituras fracas, puxado pela recuperação do setor de serviços, ainda que os salários sigam em desaceleração moderada. Mantivemos nossa projeção de criação líquida de 960 mil vagas em 2026.

No Brasil, atenções para a taxa de desemprego do trimestre encerrado em junho, a arrecadação tributária federal e o resultado do Tesouro Nacional referentes a junho e o IGP-M de julho.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)