31 de julho de 2025
SERVIÇOS

Setor de serviços recuou -0,4% em maio, informa Pesquisa Mensal de Serviços

Regionalmente, 18 das 27 unidades da federação assinalaram retração no volume de serviços em maio de 2026, na comparação com o mês imediatamente anterior

Por Política Real com assessoria
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(Brasília-DF, 15/07/2026) Nesta quarta-feira, 15, pela manhã, o IBGE divulgou a sua Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) apontando que o volume de serviços no Brasil em maio recuou 0,4% frente ao mês imediatamente anterior, após ter registrado alta (1,1%) em abril.

Dessa forma, o setor de serviços se encontra 19,6% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e fica, em maio de 2026, 0,5% abaixo do topo da série histórica, alcançado em outubro de 2025. Frente a maio de 2025, o volume de serviços cresceu 0,4%, seu 26º resultado positivo consecutivo. O acumulado de janeiro a maio deste ano foi de 1,9%, frente a igual período de 2025. O acumulado nos últimos doze meses foi a 2,6%, reduzindo o ritmo de expansão frente ao observado em abril (2,9%).

A redução do volume de serviços (-0,4%), observado na passagem de abril para maio de 2026, foi acompanhado por duas das cinco atividades de divulgação investigadas: os transportes (-1,0%) e os outros serviços (-1,9%), com ambos eliminando os ganhos observados em abril, de 0,9% e 1,9%, respectivamente. Os profissionais, administrativos e complementares (1,9%) e os serviços prestados às famílias (0,2%) assinalaram os avanços do mês, segunda taxa positiva para ambas as atividades, com o primeiro setor acumulando um ganho de 2,5% no período, enquanto o último acumulou 1,6% de crescimento entre abril e maio. Por sua vez, informação e comunicação (0,0%) mostrou estabilidade neste mês.

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total do volume de serviços mostrou ligeira variação negativa (-0,1%) no trimestre encerrado em maio de 2026 frente ao nível do trimestre imediatamente anterior. Entre os setores, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, duas das cinco atividades mostraram comportamento negativo: transportes (-0,6%) e outros serviços (-0,6%). Em sentido oposto, os serviços profissionais, administrativos e complementares (0,5%) e os serviços prestados às famílias (0,1%) registraram os avanços neste tipo de indicador. O setor de informação e comunicação (0,0%), por sua vez, ficou estável em maio.

Volume de serviços recua em 18 das 27 unidades da federação

Regionalmente, 18 das 27 unidades da federação assinalaram retração no volume de serviços em maio de 2026, na comparação com o mês imediatamente anterior, evidenciando o recuo observado no resultado do Brasil (-0,4%), na série com ajuste sazonal. Entre os locais que apontaram taxas negativas nesse mês, o impacto mais importante veio do Paraná (-2,3%), seguido por Rio Grande do Sul (-2,0%), Distrito Federal (-1,6%) e Mato Grosso (-2,5%). Em contrapartida, Rio de Janeiro (1,0%) exerceu a principal contribuição positiva do mês, seguido por Bahia (2,2%), São Paulo (0,1%) e Alagoas (3,6%).

Na comparação com igual mês do ano anterior, a expansão do volume de serviços no Brasil (0,4%) foi acompanhada 12 das 27 unidades da federação. A contribuição positiva mais importante ficou com São Paulo (1,7%), seguido por Distrito Federal (8,3%), Bahia (4,9%) e Alagoas (24,5%). Em sentido oposto, Minas Gerais (-1,7%), Paraná (-2,2%), Ceará (-7,0%) e Amazonas (-9,5%) lideraram as perdas do mês.

No acumulado de janeiro a maio de 2026, frente a igual período do ano anterior, o avanço do volume de serviços no Brasil (1,9%) se deu de forma disseminada entre os locais investigados, já que 14 das 27 unidades da federação também mostraram expansão na receita real de serviços. O principal impacto positivo em termos regionais ocorreu em São Paulo (3,9%), seguido por Distrito Federal (10,5%), Mato Grosso (6,1%), Bahia (1,0%) e Santa Catarina (0,8%). Por outro lado, Ceará (-5,5%) e Minas Gerais (-1,2%) registraram as influências negativas mais importantes sobre índice nacional, seguidos por Amazonas (-5,5%) e Rio de Janeiro (-0,4%).

Atividades turísticas caem 0,4% em maio

Em maio de 2026, o índice de atividades turísticas apontou decréscimo de 0,4% frente ao mês imediatamente anterior, após ter avançado 4,1% em abril. Com isso, o segmento de turismo se encontra 10,8% acima do patamar de fevereiro de 2020 e opera, em maio de 2026, 2,5% abaixo do ápice da sua série histórica, alcançado em dezembro de 2024.

Regionalmente, 13 dos 17 locais pesquisados acompanharam este movimento de queda verificado na atividade turística nacional (-0,4%). A influência negativa mais relevante ficou com São Paulo (-0,5%), seguido por Santa Catarina (-2,8%), Pernambuco (-2,6%) e Paraná (-1,5%). Em sentido oposto, Minas Gerais (1,4%) liderou os ganhos do turismo neste mês, seguido por Rio de Janeiro (0,1%) e Distrito Federal (0,4%).

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agregado especial de atividades turísticas mostrou variação negativa de 0,1% frente a igual período do ano passado, pressionado, sobretudo, pelas reduções de receitas obtidas por empresas dos ramos de serviços de transporte aéreo de passageiros; e de hotéis. Regionalmente, dez dos dezessete locais investigados também registraram taxas negativas, onde sobressaíram as perdas vindas de Minas Gerais (-5,6%), seguido por Santa Catarina (-5,1%), Pernambuco (-5,5%) e Paraná (-3,9%). Em sentido oposto, Rio de Janeiro (6,1%) liderou os ganhos do turismo, seguido por Bahia (3,5%) e São Paulo (0,3%).

Transportes de passageiros e de cargas registram queda em maio

Em maio de 2026, o volume de transporte de passageiros no Brasil recuou 1,3% frente ao mês imediatamente anterior, devolvendo, assim, parte do ganho de 2,6% verificado em abril. Dessa forma, o segmento se encontra, nesse mês de referência, 3,0% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 21,0% abaixo de fevereiro de 2014 (ponto mais alto da série histórica). Por sua vez, o volume do transporte de cargas apontou variação negativa de 0,2% em maio de 2026, terceiro resultado negativo seguido, período em que acumulou uma perda de 1,8%. Dessa forma, o segmento se situa 6,1% abaixo do ponto mais alto de sua série (julho de 2023). Com relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 35,7% acima de fevereiro 2020.

No indicador acumulado de janeiro a maio deste ano, o transporte de passageiros mostrou retração de 1,1% frente a igual período de 2025, enquanto o de cargas mostrou ligeiro acréscimo de 0,2% no mesmo intervalo investigado.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)