31 de julho de 2025
ENERGIA

Lula, no Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), em São Caetano do Sul, confere testes para ampliação da mistura de biodiesel aos combustíveis; entidades do setor dizem que o Brasil está pronto para avançar

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Por Política Real com assessoria
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Imagem da entreda do Instituto Mauá, em São Caetano do Sul Foto: IMT

(Brasília-DF, 13/07/2026) Nesta segunda-feira, 13, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda em São Paulo.  Pela manhã, ele faz visita o Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), em São Caetano do Sul (SP), para acompanhar de perto o programa nacional de testes que avalia a viabilidade técnica da ampliação da mistura de biodiesel ao diesel.  O grupo de entidades ligados ao setor do biodiesel vão entregar documento afirmando que o Brasil está pronto para avançar na adição do biodiesel nos combustíveis.

A agenda também contará com a presença do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e ocorre em um momento decisivo para a implementação da Lei do Combustível do Futuro. O IMT é o laboratório central responsável pelos ensaios que avaliarão misturas entre B16 e B25, etapa considerada fundamental para embasar futuras decisões regulatórias sobre o aumento do percentual obrigatório de biodiesel no diesel, atualmente fixado em 15%.

Os testes fazem parte do trabalho conduzido pelo Subcomitê de Avaliação da Viabilidade Técnica de Misturas de Altos Teores de Biocombustíveis em Combustíveis Fósseis, criado pelo Ministério de Minas e Energia, em outubro de 2025. O grupo coordena os estudos técnicos que deverão subsidiar a regulamentação e a implementação da Lei do Combustível do Futuro.

A APROBIO participa do projeto

No eixo dedicado ao biodiesel, foi elaborado o Plano de Testes de Avaliação da Viabilidade Técnica do B16 ao B25. A Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (APROBIO) participa das discussões como colaboradora do projeto.

Para o Presidente da APROBIO, Jerônimo Goergen, a iniciativa representa um passo fundamental para dar segurança técnica às próximas decisões sobre a evolução da mistura.

“É muito importante a metodologia do programa de testes, que deve dissipar qualquer dúvida sobre a viabilidade do avanço da mistura até o B25, assim como já podemos considerar existir elementos suficientes de análise para garantir a adoção segura de B16 e B17 o quanto antes”, afirma.

Sucesso com misturas superiores

Segundo Goergen, a experiência acumulada pelo setor já demonstra resultados consistentes com percentuais superiores aos atualmente utilizados.

“O setor automotivo já registra vários testes de misturas superiores a essa com sucesso comprovado e o setor se mobiliza junto ao governo federal para agilizar o processo de testagem considerando, inclusive, que já existem várias experiências bem-sucedidas de uso do biocombustível em misturas de 20%”, completa.

A visita presidencial aos laboratórios do Instituto Mauá reforça a importância estratégica dos estudos técnicos para o futuro da política brasileira de biocombustíveis e coloca o avanço da mistura de biodiesel novamente no centro das discussões sobre transição energética, segurança no abastecimento e descarbonização da matriz de transportes.

 

Confira o documento das entidades que defendem o biodiesel sobre a iniciativa

 

 

O Brasil está pronto para o B17

 

O Brasil vive um momento singular para consolidar sua liderança mundial em

soberania energética e renovável. Em um cenário internacional marcado pela

volatilidade dos preços do petróleo, instabilidade geopolítica, os biocombustíveis

brasileiros representam uma resposta concreta para ampliar a competitividade

nacional, reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados e fortalecer a

economia do país.

 

Essa posição tem sido reiteradamente reconhecida no cenário internacional,

destacando a capacidade brasileira de produzir energia limpa em escala,

conciliando competitividade econômica, segurança energética e alimentar. Na

mesma direção, organismos internacionais e publicações especializadas têm

reconhecido o protagonismo brasileiro na produção sustentável de

biocombustíveis. Mais do que uma oportunidade conjuntural, trata-se de uma

vantagem estratégica construída ao longo de décadas de investimentos em ciência,

tecnologia, agricultura e indústria nacional.

 

Para assegurar a evolução das misturas obrigatórias de biodiesel, foi estruturado

um dos maiores programas nacionais de validação realizados no mundo. O

programa reúne 16 laboratórios e universidades, envolve motores, veículos e

máquinas agrícolas e contempla ensaios de durabilidade, desempenho, emissões,

testes de campo e análises físico-químicas. Um esforço coordenado entre governo,

indústria de biodiesel, universidades e fabricantes para garantir que cada etapa da

ampliação da mistura ocorra com absoluta segurança técnica.

Os resultados obtidos até o momento reforçam a robustez dessa iniciativa e

oferecem ao país condições técnicas para prosseguir com a política pública

prevista na Lei do Combustível do Futuro, iniciando um novo ciclo com a adoção

da mistura B17.

 

O biodiesel impulsiona o esmagamento da soja, amplia a produção de óleo

vegetal, aumenta a disponibilidade de farelo e fortalece toda a cadeia brasileira de

proteínas animais. Mais farelo no mercado, significa ração mais barata e

consequentemente carne mais barata. Essa cadeia representa cerca de 18% do

Produto Interno Bruto, gera aproximadamente 16 milhões de empregos diretos e

indiretos e responde por cerca de 26% das exportações brasileiras, tornando-se um

dos principais motores da economia circular e do desenvolvimento econômico.

Ao mesmo tempo, a expansão do biodiesel promove a industrialização do

agronegócio, agrega valor à produção nacional, fortalece a agricultura familiar por

meio do Selo Biocombustível Social, estimula o desenvolvimento regional e reduz

emissões de gases de efeito estufa e de poluentes locais, contribuindo também para

a saúde pública.

 

Do ponto de vista econômico, o aumento da participação dos biocombustíveis

reduz a exposição do Brasil às oscilações internacionais do mercado de petróleo,

aumenta a segurança do abastecimento e cria um importante mecanismo de

amortecimento para a volatilidade dos preços dos combustíveis.

O Brasil reúne todas as condições para avançar: possui capacidade produtiva

instalada, disponibilidade de matéria-prima, indústria consolidada, tecnologia

nacional, segurança regulatória e validação técnica em andamento.

A implementação do B17 representa um passo natural na trajetória estabelecida

pela política energética brasileira e pelos compromissos assumidos pelo país em

matéria de descarbonização, desenvolvimento industrial e soberania energética.

Por essas razões, as entidades signatárias manifestam seu apoio à elevação da

mistura obrigatória de biodiesel para B17, entendendo que o Brasil vive o

momento mais favorável para consolidar sua posição como referência mundial em

bioenergia, transformando uma vantagem competitiva nacional em

desenvolvimento econômico, geração de empregos, fortalecimento da

agroindústria e maior segurança energética para todos os brasileiros. O Brasil está

preparado. Os testes demonstram responsabilidade técnica. O contexto

internacional reforça a urgência. Este é o momento de avançar para o B17.

Abiove – Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais

Aprobio – Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil

FPBio – Frente Parlamentar do Biodiesel no Congresso Nacional

Ubrabio – União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene

 

 

São Paulo (SP), 13 de julho de 2026.

 

 

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)