31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil sem índices relevantes em destaque

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Por Politica Real com agências
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Mercados em alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 09/07/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da Xp Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil sem índices relevantes em destaque.

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Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: +0,6%), apesar da continuidade do conflito entre EUA e Irã. As ações de tecnologia lideram a recuperação global, com destaque para a SK Hynix, que avançou 5,3% após informações de que sua listagem nos EUA foi mais de sete vezes sobresubscrita, reforçando o forte apetite dos investidores pelo setor de inteligência artificial.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,2%), impulsionadas pelo setor de tecnologia, apesar de queda relevante na AstraZeneca após um estudo de fase avançada do medicamento Wainua para doenças cardíacas não atingir seu principal objetivo clínico.

Na Ásia, Nikkei (+1,4%), Kospi (+0,6%) e CSI 300 (+2,5%) fecharam em alta, enquanto Hong Kong (HSI: -0,7%) fechou em queda. No cenário macro, os investidores seguem monitorando a escalada das tensões entre EUA e Irã, que mantém o petróleo em alta, além da divulgação dos pedidos semanais de auxílio-desemprego e das vendas de moradias usadas nos Estados Unidos.

Economia

A escalada entre Estados Unidos e Irã voltou a dominar o noticiário, pressionando os preços do petróleo e reacendendo preocupações sobre oferta de energia e inflação global, enquanto a ata do Fed (banco central estadunidense) mostrou maior preocupação com pressões inflacionárias e os preços ao produtor na China aceleraram pelo quarto mês consecutivo.

Na agenda de hoje, destaque para os dados de inflação no México e no Japão, que poderão calibrar as expectativas para a política monetária nas duas economias. Nos Estados Unidos, atenção aos pedidos iniciais de seguro-desemprego.

IBOVESPA -0,79% | 170.653 Pontos.   CÂMBIO +0,18% | 5,15/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em queda de 0,8%, aos 170.653 pontos, pressionado pelo aumento da aversão ao risco global após Donald Trump afirmar que o cessar-fogo entre EUA e Irã havia acabado.

PetroReconcavo (RECV3, +6,1%) liderou os ganhos entre as petroleiras, que foram o destaque positivo do dia, acompanhando a forte alta dos preços do petróleo. Na ponta negativa, Cury (CURY3, -7,9%) e Tenda (TEND3, -5,1%) recuaram após divulgarem dados operacionais referentes ao segundo trimestre abaixo das expectativas.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram ontem em alta, refletindo a retomada das tensões geopolíticas no Oriente Médio após a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, movimento que impulsionou os preços do petróleo, elevou as expectativas de inflação e reforçou a percepção de um cenário mais desafiador para os bancos centrais. Nos EUA, a T-note de 2 anos encerrou a 4,21% (+3bps), a T-note de 10 anos a 4,57% (+2bps) e o T-bond de 30 anos a 5,07% (+2bps), enquanto a ata da última reunião do Federal Reserve teve impacto limitado sobre a curva. No Brasil, os juros futuros encerraram com o DI jan/27 a 14,06% (+4bps), o DI jan/29 a 14,38% (+10bps) e o DI jan/31 a 14,49% (+12bps). A curva de NTN-B apresentou movimentos marginais, com a B29 a 8,50% (vs. 8,54%), a B35 a 8,13% (vs. 8,14%) e a B50 a 7,55% (vs. 7,57%).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de quarta-feira em queda de 0,20%, aos 3.821,06 pontos. O desempenho do índice refletiu o aumento da aversão ao risco nos mercados, em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio. Dentre os segmentos, o desempenho foi predominantemente negativo. Os fundos de tijolo recuaram 0,30%, pressionados principalmente pelas quedas em lajes corporativas (-0,53%), multiestratégia (-0,36%), ativos logísticos (-0,32%) e shoppings (-0,09%). Os fundos híbridos também registraram desempenho negativo (-0,27%), enquanto os fundos de recebíveis apresentaram leve recuo de 0,03%. Já os fundos de fundos tiveram queda mais moderada, de 0,08%. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram TRBL11 (+2,2%), KORE11 (+1,9%) e TOPP11 (+1,8%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por DEVA11 (-2,4%), HGRE11 (-1,7%) e URPR11 (-1,6%).

No Brasil, a Câmara aprovou crédito de R$ 10 bilhões ao Ministério de Minas e Energia para subsidiar o diesel, em uma tentativa de mitigar a transmissão do choque externo de petróleo para os preços domésticos e reduzir riscos para a atividade econômica.

No Brasil, não há indicadores relevantes previstos.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)