Donald Trump diz, na OTAN na Turquia, que o acordo com Irã “acabou”
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Com agências
(Brasília-DF, 08/07/2026) Nesta quarta-feira, 08, em Ancara, na Turquia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o cessar-fogo entre os EUA e o Irã "acabou", após uma troca de ataques entre os dois países.
Quando perguntado por um jornalista em uma cúpula da aliança militar Otan na Turquia se o cessar-fogo acabou, Trump respondeu: "É uma pergunta muito interessante. Para mim, acho que acabou."
"Não quero mais lidar com eles. Eles são escória", disse o presidente dos EUA.
"São pessoas doentes, lideradas por pessoas doentes. São pessoas cruéis e violentas. Se tivessem uma arma nuclear, eles a usariam. Para mim, acabou."
"É pura perda de tempo lidar com eles. São mentirosos."
No mês passado, Teerã e Washington haviam assinado um memorando de entendimento de 14 páginas com o objetivo de prorrogar o cessar-fogo e negociar o fim do conflito em todas as frentes.
Trump afirmou nesta quarta que os negociadores poderão continuar conversando, mas "acho que estão perdendo tempo".
Os operadores do mercado de petróleo reagiram rapidamente às falas de Trump.
Pouco antes de suas declarações, o barril de petróleo estava cotado a pouco menos de US$ 76. Às 5h45 (horário de Brasília), o preço ultrapassava US$ 78 e parecia estar subindo.
No final da terça-feira, o Comando Central dos EUA informou ter atacado mais de 80 alvos iranianos, incluindo mais de 60 pequenas embarcações da Guarda Revolucionária Islâmica.
Em resposta, o Irã afirmou ter atacado instalações militares dos EUA no Bahrein e no Kuwait.
Os ataques dos EUA ocorreram após investidas, no início da semana, contra três petroleiros no Estreito de Ormuz. O Irã não assumiu responsabilidade direta por essas ações.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, disse nesta quarta-feira que os ataques dos EUA foram "absolutamente necessários", acusando o Irã de "basicamente violar o cessar-fogo".
Já o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirma que foram os EUA que romperam a trégua.
( da redação com informações da agência. Edição: Política Real)