31 de julho de 2025
BRASIL/ESTADOS UNIDOS

TARIFAÇO: CNI projeta que tarifaço do Estados Unidos que poderá começar a valer em julho poderá atingir 4.187 produtos exportados pelo Brasil, o equivalente a US$ 14,9 bilhões em exportações

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Por Politica Real com agências
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(Brasília-DF, 06/07/2026). Nesta segunda-feira, 06, tem início, em Washington(EUA), a audiência pública do USTR(Escritório de Comércio dos Estados Unidos, sigla em inglês) sobre a proposta de tarifa adicional de 25% a produtos brasileiros (Seção 301) que pode ter, também, 12,5%.    A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informa que tem uma projeção, caso o governo dos Estados Unidos adote as novas propostas de taxação contra o Brasil que atinja cerca de 4.187 produtos exportados pelo Brasil, o equivalente a US$ 14,9 bilhões em exportações.

Todos esses produtos estão hoje submetidos à tarifa adicional temporária de 10% prevista na Seção 122 da legislação comercial norte-americana, vigente até dia 24 de julho. Nesta semana acontecem as audiências públicas para tratar de possíveis duas novas tarifas que produtos brasileiros podem sofrer: uma investigação especificamente sobre o Brasil que sugere sobretaxa de 25% e outra investigação sobre trabalho forçado onde o Brasil também está incluído e pode sofrer uma taxa de 12,5%.

Se as duas novas propostas forem adotadas, haverá um acréscimo de 27,5 pontos percentuais sobre esses bens, dos quais 62% são bens intermediários, utilizados como insumos em processos produtivos. Neste caso, a taxação contra o Brasil chegaria em 37,5%.

Problema para todo mundo

Entre os principais produtos que o Brasil exporta para os Estados Unidos que podem ser afetados pela tarifa acumulada de 37,5%, o Brasil atua como o principal fornecedor ao mercado norte-americano em 11.

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, novas tarifas contra o Brasil também vão elevar custos para empresas, consumidores e cadeias produtivas dos Estados Unidos. "O aumento das tarifas compromete uma relação comercial construída ao longo de décadas e prejudica empresas dos dois países. Estamos falando de cadeias produtivas altamente integradas, nas quais muitos produtos brasileiros são essenciais para a indústria norte-americana", explica.

CNI acompanha audiência nos Estados Unidos

O embaixador brasileiro Roberto Azevêdo representará a CNI na audiência pública do dia 7 de julho, em Washington (EUA), sobre a proposta de tarifa adicional de 25% contra produtos brasileiros. Dos 80 inscritos para falar na audiência, 66 devem se posicionar contra a medida.

A investigação foi aberta em julho de 2025 com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. O USTR concluiu que práticas brasileiras relacionadas a comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, propriedade intelectual, acesso ao etanol e combate ao desmatamento seriam restritivas ao comércio dos Estados Unidos. A expectativa é que haja uma decisão final até 15 de julho.

"A imposição de uma tarifa adicional de 25% não se justifica sob os aspectos jurídico, econômico e estratégico. A CNI defende que o diálogo e a cooperação bilateral são o caminho mais adequado para preservar uma relação sólida entre os dois países”, reforça Alban.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)