31 de julho de 2025
INFLAÇÃO

INFLAÇÃO: IGP-M recua em junho depois de um avanço em maio, informa FGV-IBRE; índice ficou em 0,50%

Veja mais

Por Política Real com assessoria
Publicado em
Veja o IPA, indice que compões o IGP-M Foto: site da FGV-IBRE

(Brasília-DF, 29/06/2026). Na manhã desta segunda-feira, 29, o FGV-IBRE divulgou o seu IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado ) que caiu 0,50% em junho.

No mês de maio, a taxa havia sido de 0,84%. Com este resultado, o índice acumula alta de 3,27% no ano e de 3,16% em 12 meses. Em junho de 2025, o IGP-M havia caído 1,67% e acumulava alta de 4,39% em 12 meses.

“O movimento de convergência dos preços de commodities energéticas e minerais aos patamares pré-guerra de Ormuz contribuiu para que o IPA registrasse queda de 0,97%. Já no segmento agrícola, apesar das expectativas de um El Niño intenso e dos choques em insumos produtivos decorrentes da guerra, as principais safras ainda apresentam resultados positivos para o ano, o que se reflete na queda dos preços de cana-de-açúcar e café (em grãos). Parte dessa redução nos preços ao produtor tem sido repassada aos preços ao consumidor, com destaque para as quedas em gasolina, etanol e café em pó.”, afirma Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) cai 0,97% em junho

Em junho, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,97%, registrando uma inversão em sua taxa em comparação à alta de 0,91% observada no mês anterior. Analisando os diferentes estágios de processamento, o grupo de Bens Finais subiu 0,23% em junho, registrando um recuo significativo, quando comparado à taxa de 1,10% observada no mês anterior. Em movimento similar, o índice de Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, recuou de 0,57% em maio para -0,16% em junho. A taxa do grupo Bens Intermediários registrou alta de 0,45% em junho, registrando um recuo considerável, quando comparado à taxa de 1,43% observada no mês anterior. Seguindo o mesmo comportamento, o índice de Bens Intermediários (ex), que exclui o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, desacelerou de 0,87% em maio para 0,31% em junho. Por fim, o estágio das Matérias-Primas Brutas apresentou queda de 2,76% em junho, após subir 0,43% no mês anterior.

IPC sobe 0,47% em junho

Em junho, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou alta de 0,47%, porém com menor intensidade em relação ao mês anterior, quando o índice subiu 0,61%. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, cinco classes apresentaram recuo: Habitação (0,95% para 0,64%), Alimentação (1,30% para 1,02%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,64% para 0,55%), Transportes (‑0,31% para ‑0,35%) e Vestuário (0,36% para 0,14%). Em contrapartida, três classes de despesa exibiram aumento em suas taxas de variação: Despesas Diversas (0,91% para 1,09%), Educação, Leitura e Recreação (0,25% para 0,37%) e Comunicação (0,05% para 0,07%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) sobe 0,85% em junho

Em junho, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,85%, valor superior à taxa de 0,77% observada em maio. Analisando os três grupos componentes do INCC, observam-se movimentações distintas nas suas respectivas taxas de variação na transição de maio para junho: o grupo Materiais e Equipamentos recuou de 1,08% para 0,86%; o grupo Serviços retrocedeu de 0,50% para 0,28%; e o grupo Mão de Obra teve alta de 0,43% para 0,91%.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)