31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil semana cheia com Caged, produção industrial, estatísticas fiscais e de crédito, IGP-M e balança comercial.

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Por Politica Real com agências
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Mercados em alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 29/06/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil, semana carregada com Caged, produção industrial, estatísticas fiscais e de crédito, IGP-M e balança comercial.

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Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,8%; Nasdaq 100: +1,2%), devido recuperação das ações de tecnologia e com os investidores avaliando a trégua entre EUA e Irã, embora as incertezas sobre a durabilidade do acordo mantenham as atenções voltadas ao mercado de petróleo.

Na Europa, o Stoxx 600 opera próximo da estabilidade (-0,2%), refletindo a cautela dos investidores diante das incertezas geopolíticas no Oriente Médio e da evolução das negociações entre EUA e Irã. Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única. O HSI (+1,6) e o CSI 300 (+1,2%) lideraram os ganhos, enquanto o Nikkei (+0,2%) teve alta modesta e o Kospi recuou 0,2%.

IBOVESPA +0,76% | 173.295 Pontos.  CÂMBIO -0,38% | 5,16/USD

Ibovespa

Ibovespa encerrou a semana passada em alta de 3,0% em reais e de 2,5% em dólares, por conta da depreciação de 0,4% do real, aos 173.295 pontos.

Assaí foi o destaque positivo da semana (ASAI3, +15,4%), com cenário favorável da dinâmica de inflação de alimentos e possível movimento estratégico na companhia com participação da gestora Alaska.

Por outro lado, Braskem (BRKM5, -16,7%) acumulou forte queda, após protocolar um pedido de tutela cautelar para proteger as negociações com credores. Confira o resumo semanal da Bolsa.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros encerraram a semana em queda. Nos EUA, a T-note de 2 anos encerrou a 4,09% (-10 bps vs. semana anterior), a T-note de 10 anos fechou a 4,37% (-8 bps) e o T-bond de 30 anos a 4,87% (-3 bps), repercutindo o PCE em linha com o esperado e o recuo do petróleo para níveis próximos aos observados antes do início do conflito geopolítico.

No Brasil, a curva de juros devolveu parte relevante da forte abertura observada na semana anterior. O movimento foi sustentado pelo recuo do petróleo, pelo IPCA-15 abaixo das expectativas e pelo aumento das apostas de queda da Selic. O DI jan/27 encerrou a 14,05% (-21 bps vs. semana anterior), o DI jan/29 a 14,26% (-68 bps) e o DI jan/31 a 14,37% (-52 bps). Por outro lado, acurva de NTN-B mostrou resiliência, encerrando com a B29 a 8,58% (vs. 8,61%), a B35 a 8,10% (vs. 8,14%) e a B50 a 7,57% (vs. 7,52%).

IFIX

O IFIX registrou alta de 0,17% na semana, em meio a uma agenda macroeconômica mais construtiva, após as quedas observadas nas semanas anteriores. No cenário doméstico, o destaque foi o IPCA-15 de junho, que avançou 0,41% M/M, desacelerando em relação à divulgação anterior e ficando abaixo tanto da projeção do nosso time Macro quanto do consenso de mercado. Embora os núcleos de inflação permaneçam elevados, a leitura do indicador trouxe alívio na margem (link).

Referente ao desempenho dos segmentos no pregão de sexta-feira, os fundos de recebíveis avançaram 0,28%, sustentando o bom desempenho do índice. Os fundos de tijolo subiram 0,31% no agregado, impulsionados por Ativos Logísticos (+0,32%), Multiestratégia (+0,22%) e Shoppings (+0,51%), enquanto Lajes Corporativas ficaram estáveis (0,00%). Os FOFs avançaram 0,03% e os Fundos Híbridos subiram 0,19%.

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram CACR11 (+10,6%), MCRE11 (+3,4%) e BTAL11 (+3,4%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por RBRP11 (-2,2%), BPML11 (-2,1%) e LIFE11 (-1,4%). Leia o resumo semanal.

Economia

Estados Unidos e Irã trocaram ataques contra navios e bases militares ao longo do fim de semana, colocando sob pressão o memorando de entendimento assinado em 17 de junho. As partes concordaram em cessar novas ofensivas e retomar as negociações, possivelmente em Doha. O preço do petróleo Brent opera em leve alta nesta manhã.

No Brasil, a taxa de desemprego recuou de 5,8% para 5,6% no trimestre móvel encerrado em maio, em linha com as expectativas. O mercado de trabalho segue apertado, embora os rendimentos reais do trabalho mostrem sinais de arrefecimento pelo segundo mês consecutivo.

Na agenda desta semana, destaque para o Nonfarm Payroll de junho nos Estados Unidos, a inflação preliminar de junho na Zona do Euro e os PMIs das principais economias.

No Brasil, semana carregada com Caged, produção industrial, estatísticas fiscais e de crédito, IGP-M e balança comercial. O Boletim Focus é divulgado ainda hoje.

(da redação com informações de agências. Edição: Política Real)