31 de julho de 2025
ECONOMIA

Relatório de Polícia Monetária do segundo trimestre avalia que mesmo que cesse o conflito no Oriente Médio seus efeitos deverão manter inflação bem acima da meta de 2026

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Por Política Real com assessoria
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Gabriel Galípolo participa da coletiva sobre o Relatório de Política Monetária Foto: imagem de streaming

(Brasília-DF, 25/06/2026). Na manhã desta quinta-feira, 25, o  Banco Central divulgou o Relatório de Política Monetária do segundo trimestre de 2026.​​​

O Relatório de Política Monetária (RPM) apresenta as diretrizes das políticas adotadas pelo Copom e sua avaliação da evolução recente e das perspectivas da economia, especialmente as projeções de inflação. Conjuntamente com o Comunicado e a Ata do Copom, o RPM é um dos principais documentos da política monetária. Essas publicações promovem a transparência das decisões do Comitê, fazendo parte do processo de prestação de contas à sociedade e contribuindo para a eficácia da política monetária.

Entre 1999 e 2024, este documento era denominado Relatório de Inflação.

Ainda que o conflito se encerre, seus efeitos na economia deverão persistir por algum tempo, pois a normalização das rotas afetadas, da produção e da infraestrutura danificadas requerem tempo e investimentos.

Veja a íntegra do Relatório de Política Monetária do segundo trimestre de 2026.​​​ AQUI.

INCERTEZA

A alta dos preços de energia já elevou a inflação global e reduziu a confiança dos agentes.

No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, a reação dos bancos centrais difere, considerando exposição e condições econômico e financeira no início de conflito.

O PIB cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026. Esse crescimento foi maior que o do último trimestre de 2025, quando o PIB aumentou 0,3%.

Essa aceleração da economia brasileira ocorreu na agropecuária, na indústria, no consumo das famílias e no investimento.

Nesse contexto, a projeção para o crescimento do PIB em 2026 subiu de 1,6% para 2,0%. Mesmo assim, esse crescimento seria o menor dos últimos anos.

O mercado de trabalho continuou aquecido, com desemprego no menor nível histórico e aumento dos salários.

INFAÇÃO

A inflação acumulada em doze meses aumentou de 3,8% em fevereiro para 4,7% em maio. Esse aumento foi maior do que era esperado três meses atrás.

Esse aumento da inflação foi disseminado, mas veio principalmente dos preços de alimentos e da gasolina.

As expectativas dos analistas econômicos para a inflação de 2026 subiram bastante, de 4,1% para 5,3%, e as dos próximos dois anos se afastaram ainda mais da meta de 3%.

POLÍTICA MONETÁRIA

No horizonte relevante para a política monetária, quarto trimestre de 2027, a projeção é uma inflação de 3,7%.

Os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, permanecem mais elevados que o usual, com assimetria altista.

Expectativas de inflação desancoradas por mais tempo; inflação de serviços mais resiliente em função da atividade econômica aquecida; políticas econômicas, externas ou internas, com impacto inflacionário; e estímulos ao aumento do consumo podem dificultar o controle da inflação.

Por outro lado, uma redução mais forte do crescimento econômico doméstico; incertezas no cenário global que podem desacelerar a atividade econômica; e uma redução no preço das commodities poderiam ajudar a reduzir a inflação no Brasil.

COPOM

Os cortes de 0,25 p.p. nas reuniões de abril e junho levaram em conta o acúmulo de evidências da transmissão da política monetária restritiva, com desaceleração da atividade econômica.

Contudo, o cenário segue marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas e pressões no mercado de trabalho.

O tamanho do ciclo de calibração dependerá de novas informações, visando assegurar a convergência da inflação à meta.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)