31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil destaque fica com o IPCA de maio

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Por Politica Real com agências
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Mercados em alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 12/06/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil agenda de hoje destaque fica com o IPCA de maio.

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Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,7%; Nasdaq 100: +0,6%) após um veículo midiático iraniano relatar um possível acordo com os EUA que incluiria a reabertura do Estreito de Ormuz e a flexibilização das sanções ao petróleo iraniano.

Na Europa, as bolsas acompanham o movimento e avançam fortemente (Stoxx 600: +1,8%), enquanto na China os mercados também fecharam no positivo (CSI 300: +1,2%; HSI: +1,9%), impulsionados pela valorização de ações de semicondutores e pelo aumento das expectativas de um acordo de paz. Os investidores também acompanham a estreia da SpaceX na Nasdaq.

Economia

No exterior, a sinalização de avanço nas negociações entre EUA e Irã trouxe alívio parcial ao risco geopolítico e pressionou o petróleo para baixo, mas o ceticismo em relação a uma resolução rápida ou definitiva do conflito aumentou, diante da ausência de decisão final por parte de Teerã e do histórico recente de anúncios não concretizados. Ainda assim, o pano de fundo global segue desafiador, com o PPI dos EUA surpreendendo para cima, o El Niño adicionando risco para alimentos e cadeias de oferta, e o BCE voltando a elevar juros diante da inflação pressionada por energia.

IBOVESPA +1,71% | 171.497 Pontos.  CÂMBIO -0,55% | 5,14/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira em alta de 1,7%, aos 171.497 pontos, registrando seu melhor desempenho diário desde 20 de maio. O movimento ganhou força ao longo da tarde após o presidente Donald Trump recuar das ameaças de novos ataques ao Irã e sinalizar um possível acordo para encerrar o conflito, reduzindo a aversão a risco global. Como consequência, o real se valorizou, a curva de juros doméstica fechou e os ativos de risco tiveram um desempenho positivo.

Vamos (VAMO3, +6,5%), Direcional (DIRR3, +5,8%) e Cury (CURY3, +5,2%) lideraram os ganhos do índice,  impulsionadas pelo fechamento da curva de juros. Já a Natura (NATU3, -2,0%) registrou uma das maiores quedas do índice, em movimento técnico.

Renda Fixa

Os juros futuros fecharam a quinta-feira em forte queda ao longo de toda a curva, acompanhando o alívio externo diante da perspectiva de acordo entre EUA e Irã. No mercado de Treasuries, os rendimentos recuaram, com a T-note de 2 anos a 4,05% (-8bps), a de 10 anos a 4,45% (-9bps) e o T-bond de 30 anos a 4,94% (-9bps), refletindo a redução do prêmio de risco geopolítico, ainda que dados mais fortes de inflação ao produtor nos EUA tenham limitado movimentos mais acentuados.

No Brasil, a curva de DI apresentou fechamento expressivo, com o DI jan/27 a 14,31% (-19bps), o DI jan/29 a 14,51% (-44bps) e o DI jan/31 a 14,41% (-42bps), em movimento de compressão de prêmios mais intenso que no exterior, sustentado por ajuste técnico após estresse recente e pela melhora do ambiente global, que voltou a reforçar apostas de eventual flexibilização monetária no curto prazo. A curva de NTN-B teve abertura nos vértices mais curtos e recuo no longo, com a B29 em 8,68% (vs. 8,61%), a B35 em 8,14% (vs. 8,17%) e a B50 em 7,58% (vs. 7,69%).

IFIX

O IFIX encerrou o pregão de ontem aos 3.802,59 pontos, com alta de 0,67%, em um movimento de recuperação parcial após três sessões consecutivas de queda. O desempenho foi impulsionado pela queda do preço do petróleo, diante de sinalizações mais concretas de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, o que contribuiu para o fechamento da curva de juros. Os Fundos de Recebíveis avançaram 0,51%. Os FIIs de Tijolo subiram 0,65%: Lajes Corporativas lideraram o bloco com +1,14%, enquanto Ativos Logísticos e Shoppings registraram ganhos de 0,66% e 0,27%, respectivamente. Híbridos avançaram 1,01%, Fundos de Fundos subiram 1,08% e Multiestratégia registrou alta de 0,9%.

Entre os destaques positivos, sobressaíram CACR11 (+5,4%) e TGAR11 (+5,3%), ambos em movimento de recuperação após perdas expressivas acumuladas nos pregões recentes, seguidos por OUJP11 (+4,3%). No campo negativo, as quedas foram de menor amplitude, com DEVA11 recuando 1,9%, GZIT11 cedendo 1,6% e MFII11 encerrando com queda de 1,0%.

No Brasil, a PMS de abril veio acima do esperado e reforçou a resiliência da atividade no início do 2T26. Na agenda de hoje, o destaque fica com o IPCA de maio, além do PIB do Reino Unido e da leitura das expectativas de inflação da Universidade de Michigan nos EUA.

(da redação com informações de agências. Edição: Política Real)