Lula, após divulgação de que desmatamento caiu na Amazônia e Cerrado, diz que os Estados Unidos “mentiram”
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Com agências
(Brasília-DF, 11/06/2026) Nesta quinta-feira, 11, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou o Observatório Regional Amazônico (ORA) da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), em Brasília (DF).
Os números consolidados divulgados do Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apontam que, na Amazônia, a queda no desmatamento foi de 61,4% em relação a 2024/2025, a maior redução da série histórica. No Cerrado, a diminuição no desmatamento foi de 8,2% em relação ao mesmo período de 2024/2025. O Deter informa em tempo real os órgãos de controle, e os dados são públicos.
Ao discursar, o presidente Lula criticou asperamente a postura de Washington e as justificativas associadas ao governo de Donald Trump. O presidente declarou: "Eles mentiram".
Lula afirmou que os EUA não estão se comportando "de forma civilizada" para negociar, e disparou: "A minha guerra é provar que vocês estão errados e nós estamos certos".
Sublinhando a soberania nacional, o mandatário enviou um recado direto ao homólogo americano: "Você [Trump] não foi eleito imperador do mundo. O Brasil quer respeito. Queremos civilidade, comércio e desenvolvimento para os dois países".
Lula também ressaltou a sustentabilidade como ativo financeiro, apontando que "o não desmatamento é mais lucrativo que o desmatamento", e destacou que o Brasil é exemplo de política ambiental no mundo. Sobre o direcionamento estratégico das informações do monitoramento, o presidente cobrou a organização: "Quero saber se temos obrigação de mandar isso para as pessoas. Quem cuida da OTCA em cada país".
Ele defendeu uma ampla difusão dos resultados oficiais para desarmar narrativas externas: "Vamos ter que pegar esses dados e mandar para o cidadão que coloca a questão do desmatamento e vamos comparar o que acontece aqui e lá".
O chefe do Executivo acrescentou que "nosso objetivo não é proibir de fazer as coisas", e pediu maiores investimentos nos municípios em medidas de combate ao clima, de forma integrada com as outras esferas do poder.
( da redação com informações da RT Brasil e agências. Edição: Política Real)