31 de julho de 2025
BANCO MASTER

Lindberg Farias e Flávio Bolsonaro fizeram debate sobre o caso Banco Master; Lindeberg fez questionamentos e Flávio Bolsonaro não respondeu e fez ataques ao PT e Lula

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Por Política Real com assessoria
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Lindberg Farias no plenário do Congresso Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

(Brasília-DF, 21/05/2026). O deputado Lindberg Farias (PT-RJ) aproveitou a presença do senador Flávio Bolsonaro no plenário da sessão do Congresso Nacional nesta quinta-feira, 21, e fez questionamentos ao senador pré-candidato à presidência sobre as revelações de conversas e encontro do senador do PL e do banqueiro preso, Daniel Vorcaro. 

Ele questiona Flávio Bolsonaro em momento que ele estava saindo do plenário após ter feito a defesa da CPMI do Banco Master.

Lindberg fez vários questionamentos.

“Está saindo, Senador Flávio? Eu queria que V. Exa. explicasse aqui no Plenário, porque, veja bem, V. Exa. tem uma gravação com o Vorcaro, dizendo: "Irmãozão, com a gente não tem meia conversa, me dê uma luz". Aí V. Exa. sobe à tribuna e não fala nada sobre isso? Sinceramente! Outra frase sua: "Estou e sempre estarei contigo, meu irmãozão". Aí sobe como se não tivesse acontecido nada. Nenhuma explicação à nação, nenhuma explicação ao Brasil.

No dia 16 de março, a jornalista Mônica Bergamo diz que apareceu o seu número de telefone lá com o Vorcaro. Sabe qual foi sua resposta, Senador? "Eu nunca vi, nunca tive contato. Muita gente tem meu número de celular".

No dia 13 de maio, ao meio-dia, jornalista do Intercept aborda o senhor saindo do Supremo Tribunal Federal e diz: "Vorcaro financiou o filme do seu pai"; e o senhor diz: "Mentira. Isso não é um jornalista, isso é um militante".

Às 3h30 da tarde, vêm as revelações, aquele áudio que surpreendeu o Brasil. Aí V. Exa. grava um vídeo: "Olha, eu o conheci em 2024, ninguém sabia de nenhum envolvimento dele". Essa foi sua explicação. Aí, depois, aparece a verdade: o senhor foi visitá-lo um dia depois que ele sai da prisão com tornozeleira eletrônica. Quer dizer que não sabia dos envolvimentos dele? V. Exa. não sabia da aplicação do Rioprevidência, no seu estado, governado pelo seu partido, pelo PL, Cláudio Castro, R$970 milhões sem fundo garantidor? V. Exa. não sabe de nada! V. Exa. não sabia o que estava acontecendo aqui com o BRB?

Mas tem mais explicações: R$134 milhões para o filme. Senhores, senhores, o Ainda Estou Aqui custou R$45 milhões. Não tem filme com esse valor todo. A produtora primeiro disse: "Não teve dinheiro do Vorcaro", mas a produtora do filme disse ontem: "O filme foi feito todo no Brasil". Aí eu faço uma pergunta que o senhor tem que explicar...”, disse.

Em seguida, Lindberg disse que o PT assinou diversas CPIs propostas e continuou a fazer questionamentos.

“Nós defendemos CPI. É mentira que a gente não assinou CPI! Assinamos a do Rollemberg, assinamos a da Heloísa Helena e da Fernanda Melchionna. Nosso Senador Rogério tem um pedido de CPI, eu tenho outro pedido de CPI, só que V. Exa. pode explicar sobre os 61 milhões. Foram para um fundo: Fundo Heavengate. É o Eduardo Bolsonaro que gere. Senador, explique: o advogado Paulo Calixto, advogado do Eduardo. O Eduardo disse que o colocou para administrar o fundo. Senador, me explique: como é que sai dinheiro do Brasil, o dinheiro vai para os Estados Unidos, e o filme é rodado aqui? Que viagem do dinheiro foi essa? Cadê a explicação? O dinheiro cai, a primeira parcela, US$2 milhões, Fundo Heavengate, no Texas - onde o Eduardo Bolsonaro mora -, dia 14 de fevereiro. No final de fevereiro, compraram uma casa na mesma cidade do Texas. O que é que esta casa tem a ver com filme? Estavam gravando lá? Então, senhores, é a presença de um candidato à Presidente da República, numa sessão do Congresso. Assume ali, fala um monte de coisas, mas os senhores viram as perguntas que eu fiz, básicas!

Era importante dizer: esse encontro, depois que o Vorcaro saiu da cadeia e estava com tornozeleira eletrônica, foi dias antes de o Senador Flávio Bolsonaro anunciar a candidatura dele a Presidente da República. Ele foi o primeiro a saber? A relação era de tanta intimidade - eu faço essa pergunta -, que foi falar primeiro para ele? V. Exa., que já tinha conseguido R$61 milhões, foi pedir dinheiro para a sua campanha ao Vorcaro? Com ele naquelas situações? Todo o Brasil já sabia o que era o Vorcaro e de onde vinha o dinheiro. O dinheiro vinha de corrupção, o dinheiro vinha da aplicação desses fundos.

Então, senhores, pelo respeito a esta Casa, o Senador Flávio Bolsonaro, para subir à tribuna, deveria, por respeito ao Brasil, ter respondido a esses questionamentos, que são questionamentos da sociedade.

Nós queremos CPI; agora, melhor seria se ele se antecipasse e Eduardo Bolsonaro falasse: "Olha, os R$61 milhões foram todos investidos dessa forma". Ao não fazer isso, o que é que se consolida? Que aquele dinheiro foi usado para conspirar contra o Brasil, por tarifas, foi para bancar a estada do Eduardo Bolsonaro, mas foi mais: foi para conspirar por sanções e tarifas contra o Brasil.

Responda, candidato.”, finalizou.

Flávio Bolsonaro fez ataques ao deputado Lindberg Farias, ao presidente Lula e ao PT, mas não foi pontual nos questionamentos:

“Presidente, eu quero começar falando que o Banco Master começa na Bahia, com o Credcesta, de Jaques Wagner e Rui Costa.

Em segundo lugar, Presidente, eu já dei todos os esclarecimentos que eu precisava dar e todas as explicações. Quem tem que dar explicação agora é o seu chefe. O que é que ele estava fazendo naquela reunião secreta lá? Ajudar o Banco Master com o Banco Central, esperando fazer a troca do Presidente do Banco Central para ajudar o Vorcaro e o Augusto Lima? O Lula é sócio, é conselheiro ou é só amigo dessas pessoas?

Então, Presidente, para concluir, eu quero falar o seguinte: "Ah, o Flávio Bolsonaro o chamou de irmão". O teu chefe é ladrão. Abre o teu olho, rapaz!

CPI do Banco Master já!”

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)