Monitor do PIB-FGV cresceu 0,9% no primeiro trimestre de 2026
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(Brasília-DF, 19/05/2026). Na manhã desta terça-feira, 19, o FGV-IBRE divulgou o seu Monitor do PIB-FGV aponta crescimento de 0,9% na atividade econômica no primeiro trimestre em comparação ao quarto de 2025.
Em março, na comparação com fevereiro, a atividade econômica retraiu 0,6%. Esses resultados foram obtidos na série com ajuste sazonal. Na comparação interanual, a economia cresceu 1,5% no primeiro trimestre e 2,5% em março. A taxa acumulada em 12 meses até o primeiro trimestre foi de 1,9%.
“O crescimento de 0,9% do PIB foi disseminado entre as atividades. Além da contribuição positiva nas três grandes atividades econômicas (agropecuária, indústria e serviços), na análise mais desagregada, em doze atividades, a maioria apresentou crescimento, sendo os transportes a única exceção. Pela ótica da demanda o desempenho também foi bastante positivo, com o consumo e os investimentos (formação bruta de capital fixo) apresentando bons resultados. Nesta ótica, apenas as exportações caíram. Após três trimestres consecutivos de crescimentos modestos, próximos a estabilidade, a economia voltou a crescer mais fortemente no primeiro trimestre de 2026, apesar do contexto externo conturbado com o avanço dos conflitos no Oriente Médio”, segundo Juliana Trece, coordenadora da pesquisa.
Análise desagregada dos componentes da demanda
A análise gráfica dos componentes da demanda foi realizada na série trimestral interanual por apresentar menor volatilidade do que as taxas mensais e aquelas ajustadas sazonalmente, permitindo melhor compreensão da trajetória.
Consumo das famílias cresceu 1,4% no primeiro trimestre
O crescimento do consumo das famílias no primeiro trimestre foi o maior desde o trimestre móvel findo em julho, sinalizando um maior ritmo de contribuição desse componente para o desempenho da economia. Todos os componentes do consumo contribuíram positivamente para esse crescimento, sendo o consumo de serviços e o de produtos duráveis os principais destaques.
FBCF cresceu 0,9% no primeiro trimestre
A FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo) teve um início de ano com retrações nas taxas móveis findas em janeiro e fevereiro, mas encerrou o primeiro trimestre com crescimento de 0,9%. O segmento da construção e de outros produtos da FBCF cresceram e explicam o resultado positivo do componente. Embora o segmento de máquinas e equipamentos tenha retraído no trimestre, o fato de haver diminuído suas quedas ao longo dos trimestres móveis também foi importante para que sua contribuição negativa na FBCF tenha reduzido de magnitude.
Exportação cresceu 6,5% no primeiro trimestre
Embora a trajetória das exportações esteja declinante, em comparação ao que apresentou ao final de 2025, o componente mostrou forte crescimento de 6,5% no primeiro trimestre do ano. Diversos grupos de produtos apresentaram crescimento de suas exportações, porém a principal contribuição para o crescimento do componente foram as exportações de produtos da extrativa mineral, principalmente petróleo. As únicas retrações observadas foram nas exportações de bens intermediários e de produtos da agropecuária.
Importação retraiu 1,3% no primeiro trimestre
As importações retraíram pelo segundo trimestre consecutivo, apesar do bom desempenho observado nas importações de bens de consumo, que contribuíram com 3,0 p.p. para o total do componente, mas não foi suficiente para compensar a contribuição negativa das importações de bens intermediários (-4,4 p.p.). Além dessa retração, as importações de produtos agropecuários, extrativa mineral e bens de capital também caíram no trimestre.
PIB-FGV EM VALORES
Em termos monetários, estima-se que o PIB em valores correntes, no acumulado até o primeiro trimestre de 2026, tenha sido de 3,443 trilhões de Reais.
TAXA DE INVESTIMENTO
No primeiro trimestre, a taxa de investimento foi de 19,1%.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)