31 de julho de 2025
TERRAS RARAS

Lula disse que qualquer país poderá se associar ao Brasil na exploração das terras raras desde que seja mantida a soberania do Brasil

Veja mais

Por Política Real com assessoria
Publicado em
Lula fala no CPEM em Campinas Foto: Ricardo Stuckert

Com agências

(Brasília-DF, 18/05/2026) O presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, cumpriu agenda no Estado de São Paulo.

Na primeira agenda ele esteve em Campinas no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) no Polo II de Alta Tecnologia de Campinas.

Lula em sua fala mais política disse que o Brasil não vai abrir mão de sua soberania para exploração de minerais críticos e terras raras existentes no país. Lula destacou que outros países poderão se associar ao Brasil para explorar esses recursos, dentro do território brasileiro.

“Não temos preferência por ninguém. Pode vir chinês, alemão, francês, japonês, americano. Pode vir quem quiser. Desde que tenham consciência de que o Brasil não abre mão de sua soberania para dizer que os minerais críticos e as terras raras são nossas e que queremos explorá-la aqui dentro”, disse o presidente.

Lula também destacou que pesquisadores brasileiros, especialmente do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), poderão ajudar a fazer um estudo sobre esses recursos do país.

“Se a gente for fazer esse estudo só cavando buraco, isso vai demorar muito. A gente vai ter que contar com inteligência e a ciência e o conhecimento de vocês para dar um salto de qualidade, e ver se, em um curto espaço de tempo, a gente faça que o Trump [presidente dos EUA] deixe de brigar com o Xi Jinping [presidente da China] e venha se associar a nós para explorar isso aqui”, disse ele.

Mais

Lula, ao dirigir-se a algumas das mentes mais brilhantes da ciência brasileira no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) exaltou todo o potencial dos brasileiros e brasileiras. Discursando em um dos centros de pesquisa mais avançados do planeta, cujos trabalhos impulsionam o desenvolvimento e a tecnologia em diversas áreas, Lula ressaltou que investir em ciência não é um gasto. Pelo contrário, é uma necessidade fundamental para o país.

O Brasil precisa sair do atraso a que ele foi submetido durante todo o século XX e toda a sua história. Nós vamos provar que o Brasil deixou de conquistar muita coisa porque a gente não fez investimento. E a decisão de fazer investimento aqui é porque é necessário”, frisou o presidente.

Lula acompanhou a inauguração de quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, cujo nome dado pelo CNPEM é uma homenagem à estrela mais brilhante do céu noturno. As novas linhas vão ampliar a capacidade brasileira de pesquisa em áreas estratégicas como saúde, energia, agricultura, clima, nanotecnologia e novos materiais. Lula participou, ainda, do lançamento da pedra fundamental do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, desenvolvido com o objetivo de fortalecer a soberania tecnológica nacional na área da saúde.

Lula também recebeu informações atualizadas sobre o andamento das obras do Orion, um complexo laboratorial para pesquisas avançadas em patógenos, financiado pelo Novo PAC, que compreenderá instalações de máxima contenção biológica (NB-4) inéditas na América Latina, sendo as primeiras do mundo conectadas a uma fonte de luz síncrotron, no caso, o Sirius.

“O Brasil, muitas vezes, precisa explicar por que a gente deixou de fazer tantas coisas em momentos em que a gente poderia ter feito. Nós, aqui no Brasil, somos tratados como um país colonizado. E o pessoal lá de cima sempre trata a gente com certo desdém. E, muitas vezes, a nossa cultura também nos obriga a nos comportar como se nós fôssemos nada”, analisou o presidente para, em seguida, exaltar:

“Esse projeto aqui, que vocês chamam de laboratório, chamam de instituição, é um projeto que pode dar ao Brasil uma respeitabilidade mundial para que nenhum ser humano do mundo ache que o Brasil é inferior”, prosseguiu.

O que é?

A luz síncrotron é um tipo de radiação eletromagnética extremamente brilhante que se estende por um amplo espectro, isto é, ela é composta por diversos tipos de luz, desde o infravermelho, passando pela luz visível e pela radiação ultravioleta e chegando aos raios X. Com o uso dessa luz especial é possível penetrar a matéria e revelar características de sua estrutura molecular e atômica para a investigação de todo tipo de material.

“Quando as linhas de luz se ligarem ao Orion, será a única do planeta, única do mundo”, ressaltou a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações, Luciana Santos. “É assim que a gente tem que seguir, com essa busca por cada vez mais exaltar a inteligência brasileira. A pandemia deixou uma lição clara: não existe soberania sem ciência e tecnologia. Investir em ciência é investir no futuro do Brasil. O fruto da nossa inteligência não tem preço. Ter paixão pelo Brasil não é retórica, é atitude”, prosseguiu a ministra.

( da redação com agência Gov. Edição: Política Real)