31 de julho de 2025
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Filme sobre Bolsonaro precisaria arrecadar ao menos R$ 300 milhões nos cinemas para compensar o investimento feito por Daniel Vorcaro

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Por Politica Real com agências
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Detalhe do cartaz de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro com o ator Jim Caviezel Foto: Divulgação

Com agência

(Brasília-DF, 18/05/2026). O filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, precisaria arrecadar ao menos R$ 300 milhões nos cinemas para que Daniel Vorcaro, do Banco Master, recuperasse os R$ 134 milhões que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lhe pediu para custear a produção.

Isso equivaleria a 40% a mais do que todos os longa-metragens brasileiros lançados no ano passado conseguiram arrecadar (aproximadamente R$ 215 milhões) ou o dobro do filme nacional mais bem-sucedido da história, Minha Mãe É uma Peça 3, do comediante Paulo Gustavo, que arrecadou R$ 143,8 milhões.

Flávio Bolsonaro admitiu ter pedido milhões a Vorcaro para a produção de Dark Horse (Azarão, em tradução livre), mas a produtora do filme, a Go Up Entertainment, e o roteirista da obra, o deputado Mario Frias (PL-SP), negam que tenham tido acesso a qualquer verba do banqueiro.

Os pronunciamentos da família Bolsonaro e da equipe do filme têm entrado em conflito. O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por exemplo, primeiro disse que não exerceu qualquer posição nos bastidores além de ceder os direitos de uso da própria imagem, mas um dia depois admitiu ter assinado um contrato para gerir financeiramente a produção. Vorcaro, que está preso, não comentou o caso.

Flávio afirmou, em entrevista à emissora GloboNews, que Vorcaro era um investidor do filme e buscava retorno financeiro. Para que isso acontecesse, no entanto, o longa-metragem precisaria ter uma trajetória nas bilheterias completamente fora da curva.

Isso considerando que só Vorcaro teria investido no filme, o que pode ser improvável, visto que a produtora Go Up afirmou, em nota à imprensa, que houve outros investidores no longa-metragem, apesar de não ter revelado o nome de nenhum deles, acrescentando que, caso o fizesse, quebraria os contratos de confidencialidade envolvendo a produção.

Segundo o site “The Intercept Brasil”, parte da verba do banqueiro teria sido transferida para um fundo de investimentos no Texas gerido pelo advogado de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que teve seu mandato de deputado federal cassado e hoje vive nos Estados Unidos.

A BBC News Brasil questionou a produtora sobre o financiamento e os bastidores da produção de Dark Horse, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Não se sabe, até agora, qual foi o orçamento total do longa-metragem nem quem o patrocionou.

( da redação com informações da BBC. Edição: Política Real)