31 de julho de 2025
EMPREGO

Emprego formal cresceu 5% em 2025, informam número da chamada RAIS; emprego formal nas empresas do setor privado chegou a 66,8%, enquanto no setor público a 23,6%

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Por Política Real com assessoria
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Luiz Marinho durante a coletiva, hoje Foto: imagem de streaming

(Brasília-DF, 13/05/2026) O Governo federal através do Ministério do Trabalho informou na tarde desta quarta-feira, os dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho falou sobre esse dados em coletiva em Brasília

O número de empregos formais no país em 2025, englobando o setor público e privado, teve um crescimento de 5%, com acréscimo de 2.838.789 novos vínculos em relação a 31/12/2024, alcançando 59.970.945 vínculos ativos no ano.

O emprego formal nas empresas do setor privado chegou a 40.071.636 vínculos (66,8%), enquanto no setor público a 14.125.683 vínculos (23,6%). As organizações sem fins lucrativos a 6,6% do total (3.959.493 vínculos) e os contratos com pessoas físicas e outras organizações 0,6% (374.420).

"Apresentamos recentemente o menor índice de desemprego da história. Estamos num momento bom, apesar dos juros altos. Estamos no rumo certo”, avaliou.

Ele destacou o crescimento de celetistas, que teve acréscimo 5 milhões de vínculos no período, e também da administração pública. “Desde 2023, geramos mais 7,8 milhões de vagas formais no mercado de trabalho, com um crescimento importante no setor público, federal, estadual e municipal, pela realização de novos concursos públicos", salientou.

Os vínculos não típicos entre os celetistas representaram 10,68% do total, demonstrando estabilidade em comparação com o ano anterior (10,75%). A análise desagregada revela que a maior concentração de vínculos não típicos está entre os trabalhadores com jornada de 30 horas ou menos, totalizando 2.908.729 vínculos, assim como nos trabalhadores vinculados a uma pessoa física (1.422.938vínculos).

Em todos os grandes grupamentos de atividades econômicas houve variação absoluta positiva, sendo maior no setor de Serviços (7,2%, um acréscimo de 2.411.696 vínculos, seguido pelos setores do Comércio (1,7% - 172.827 vínculos), Indústria (1,7% - 153.103 vínculos), Construção Civil (2,5% - 71.816 vínculos), e a Agropecuária (1,6% - 29.322 vínculos).

No setor de serviços, a Administração Pública mostrou um crescimento de 15,2% no número de empregos (1.483.555 vínculos), com a maior parte desse crescimento concentrada nos municípios (18,2% ou 1.182.629) e nos governos estaduais (10,3% ou 408.018 vínculos). Houve aumentos expressivos também na Educação (6,2% ou 212.611 vínculos) e de menor intensidade na saúde humana (4,2% ou 142.598 vínculos).

O setor de Serviços registrou o maior estoque de empregos do ano (35.694.977 vínculos), seguido pelo setor de Comércio (10.486.872 vínculos), pela Indústria (9.016.940 vínculos), Construção (2.956.623 vínculos) e agropecuária (1.812.263 vínculos).

Regional

O crescimento relativo foi mais intenso nas regiões Nordeste (10,1%, com 1.076.603 vínculos criados), no Norte (10,1% - 354.753 vínculos), no Centro-Oeste (5,7% - 322.513 vínculos) que registraram variações relativas superiores. Já no Sudeste o crescimento chegou a 2,9% (807.240 vínculos), no Sul 2,9% (285.514 vínculos) que também tiveram aumentos absolutos expressivos. A distribuição do emprego formal permaneceu concentrada na região Sudeste (47,4%), seguida pela região Nordeste (19,5%) e pela região Sul (16,8%).

Entre as Unidades da Federação, o maior crescimento relativo do estoque de empregos em comparação a 2024 foi registrado no Amapá (+20,5% - 31.396 vínculos), no Piauí (13,2% - 74.244), em Alagoas (13,0% - 81.633 vínculos) e na Paraíba (12,9% - 103.278 vínculos).

Os maiores crescimentos, em variação absoluta, foram em São Paulo +2,3% (357.493 vínculos), na Bahia, com 9,7% (266.035 vínculos), em Minas Gerais, crescimento de 3,7% (224.876) e no Ceará, com aumento de 10,6% (195.462 vínculos).

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)