31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil destaque para o IPCA de abril

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Por Politica Real com agências
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Mercados em queda Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 12/05/2026). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais em queda e no Brasil destaque para ao IPCA de abril.

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Mercados globais

Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: -0,6%), enquanto investidores aguardam a divulgação do CPI de abril e seguem monitorando os desdobramentos das negociações entre EUA e Irã. No geopolítico, Trump voltou a elevar o tom ao afirmar que o cessar-fogo com o Irã está “em suporte de vida”, após rejeitar a contraproposta iraniana, que inclui reparações de guerra, soberania total sobre o Estreito de Ormuz e suspensão das sanções.

Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,8%), pressionadas pela deterioração do cenário geopolítico e pela crise política no Reino Unido. O foco local está na crescente pressão sobre o primeiro-ministro Keir Starmer, após a forte derrota do Partido Trabalhista nas eleições locais. No corporativo, Bayer (+6%) se destaca após resultados acima do esperado e melhora no lucro operacional, enquanto bancos britânicos lideram as perdas.

Na China, os mercados fecharam em queda (HSI: -0,2%; CSI 300: -0,1%), em sessão marcada por cautela após os comentários de Trump sobre o cessar-fogo. Na Ásia, o desempenho foi misto: o Nikkei avançou (+0,5%) e o Topix subiu (+0,8%), enquanto o Kospi recuou (-2,3%) após renovar máximas históricas na véspera. Os yields dos títulos japoneses de 10 anos atingiram o maior nível desde 1997, após membros do BOJ defenderem novas altas de juros

Economia

Ontem, os mercados globais reagiram ao impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã. No final de semana, o presidente Donald Trump rejeitou a contraproposta iraniana, classificando-a como “totalmente inaceitável”, e afirmou que o cessar-fogo “está por um fio”. Segundo o portal de notícias Axios, a possibilidade de os Estados Unidos retomarem ataques militares está em discussão. Com o Estreito de Ormuz praticamente interditado, o preço médio do petróleo (tipo Brent) subiu cerca de 3% na segunda-feira, para US$ 104 por barril. A alta nos preços de energia reacendeu preocupações com a inflação e pressionou as taxas de juros globais. 

 

IBOVESPA -1,19% | 181.908 Pontos.   CÂMBIO -0,05% | 4,89/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em queda de 1,2%, aos 181.909 pontos e com 63 dos 79 papéis do índice fechando em baixa. O índice segue pressionado pela continuidade das tensões no Oriente Médio, enquanto a alta nas expectativas de inflação e a abertura da curva de juros pressionaram principalmente os papéis mais cíclicos.

A Vale (VALE3, +2,4%) se destacou, acompanhando a alta dos preços do minério de ferro. C&A (CEAB3, -7,7%) liderou as perdas do pregão, pressionada pela alta dos juros futuros.

Nesta terça-feira, o foco doméstico fica para o IPCA de abril no Brasil, enquanto no exterior teremos o CPI nos EUA. No micro, o mercado acompanha os resultados de Cury, JBS, PagBank e Viveo, entre outros.

Renda Fixa

Os juros futuros avançaram ontem, em meio à escalada do conflito entre EUA e Irã, petróleo em alta próxima de 3% com Brent para julho a US$ 104,21 e expectativa por dados de inflação nos EUA e encontro entre Trump e Xi Jinping. Nos EUA, a T-Note de 2 anos encerrou em 3,95% (+6 bps), a T-Note de 10 anos em 4,41% (+5 bps) e o T-Bond de 30 anos em 4,98% (+4 bps). No Brasil, a curva de DIs teve forte abertura, com maior pressão na parte longa em meio ao pessimismo com o fim da guerra e aumento da cautela em relação ao Copom, com o DI jan/27 fechando em 14,11% (+7 bps), o DI jan/29 em 13,70% (+20 bps) e o DI jan/31 em 13,77% (+18 bps)

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) recuou 1,36% no pregão de segunda‑feira. Na ausência de eventos específicos, entendemos essa queda como um movimento de correção mais acentuado associado ao aumento da aversão ao risco, em meio à persistência das tensões no Oriente Médio e aos seus potenciais impactos sobre a inflação e a condução da política monetária.

Em um contexto no qual o mercado já passou a precificar um ciclo de cortes de juros mais curto, o ajuste foi disseminado entre os segmentos, com destaque para os Fundos de Tijolo, que caíram 1,55%, pressionados principalmente por Shoppings (‑2,25%), Lajes Corporativas (‑1,66%) e Ativos Logísticos (‑1,06%). Os Fundos de Recebíveis também registraram desempenho negativo (‑1,00%), enquanto Híbridos (‑1,47%) e Multiestratégia (‑1,54%) acompanharam o movimento.

Adicionalmente, a correção do IFIX nos primeiros pregões do mês reflete uma defasagem característica da classe em relação a outros ativos domésticos que já haviam se ajustado, como o Ibovespa e o índice de Small Caps. Por fim, entendemos que também pode ter contribuído para esse movimento o fato de muitos FIIs já se encontrarem em patamares de precificação mais ajustados, de modo que parte da queda pode ser interpretada como realização de lucros, especialmente por investidores institucionais, como FOFs e fundos multiestratégia, diante do fator de risco mencionado, bem como da redução do prêmio de risco da classe em relação à NTN-B de referência.

Ainda assim, avaliamos que os fundamentos do setor permanecem sólidos e que o movimento pode gerar bons pontos de entrada em fundos com fundamentos consistentes e perspectivas positivas.

Hoje, destaque para o IPCA de abril, que deve registrar mais um aumento relevante em meio aos efeitos da guerra no Oriente Médio. Esperamos elevação de 0,67% em relação a março e de 4,39% no acumulado em 12 meses, em linha com a mediana das projeções de mercado.

Os grupos de preços de combustíveis e alimentos tendem a mostrar os avanços mais expressivos. Na agenda internacional, atenções voltadas para o índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos (CPI, na sigla em inglês). A mediana das expectativas aponta para alta de 0,6% em abril, o equivalente a 3,7% em 12 meses. Já a medida de núcleo da inflação – exclui alimentos e energia – deve apresentar elevação de 0,4% no mês e de 2,7% em termos anuais.      

( da redação com informações de agencias. Edição: Política Real)