31 de julho de 2025
NOVA GUERRA

Irã afirma que ainda está estudando a proposta de paz dos Estados Unidos que vem batendo recorde de exportação de petróleo em meio a guerra

Veja mais

Por Politica Real com agências
Publicado em
Esmaeil Baghaei, porta voz das Relações Exteriores do Irã Foto: X Heiki sippila

Com agências

(Brasília-DF, 08/05/2026). Nesta sexta-feira, 08, o  porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que a república islâmica ainda está estudando a proposta dos Estados Unidos para pôr fim à guerra.

“A proposta está sendo estudada e, assim que chegarmos a uma conclusão definitiva, sem dúvida a anunciaremos”, disse Baghaei em declarações reproduzidas pela agência de notícias Tasnim.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou hoje em Roma que espera ao longo do dia uma resposta iraniana sobre negociações "sérias" para um acordo de paz.

"Deveríamos saber algo hoje. Quero dizer, estamos esperando uma resposta deles. Veremos o que a resposta implica. A esperança é que seja algo que possa nos colocar em um processo sério de negociação", declarou.

Em relação à troca de ataques de ontem à noite entre Irã e Estados Unidos, Baghaei disse que os dois países continuam “nominalmente em uma situação de cessar-fogo" e alertou que as forças armadas iranianas responderão “com toda a sua força diante de qualquer agressão ou aventura”.

Na última noite, Irã e Estados Unidos trocaram ataques no Estreito de Ormuz, no incidente mais grave desde o início da trégua em 8 de abril e do qual ambas as partes se culpam mutuamente.

Após a troca de hostilidades, o presidente americano, Donald Trump, garantiu que o cessar-fogo continua vigente e que o episódio se tratou apenas de um "tapinha de amor”.

Ganhando com a guerra

Os Estados Unidos bateram o recorde de exportação de petróleo, ultrapassando a marca de cinco milhões de barris por dia (bpd) em média, após o bloqueio do Estreito de Ormuz, via navegável crucial para 20% do petróleo bruto mundial antes da interrupção do tráfego devido à guerra no Irã, de acordo com os dados mais recentes da Administração de Informação de Energia (EIA).

Na última semana de abril, os EUA venderam uma média de 5,3 milhões bpd, confirmando uma tendência de alta que se acelerou desde que as Forças Armadas do país, junto com Israel, atacaram o Irã em 28 de fevereiro.

Até então, as exportações de petróleo bruto tinham uma média de 4,1 milhões bpd.

Há algumas semanas, o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou que "13 milhões de barris de petróleo por dia foram perdidos" devido ao conflito, que "está causando interrupções significativas no fornecimento de matérias-primas essenciais".

No entanto, apesar das vendas, o preço do petróleo intermediário do Texas (WTI) permanece muito mais alto do que antes da guerra no Oriente Médio.

Embora o preço tenha caído nos últimos dias em meio ao otimismo sobre um possível acordo de paz iminente entre EUA e Irã, os contratos futuros de WTI para junho, os de referência para o mercado americano, permanecem acima de US$ 90 por barril.

O preço do petróleo bruto está quase 50% mais alto do que há três meses, antes do conflito.

Na tentativa de reduzir os altos custos, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a liberação de 172 milhões de barris de petróleo da Reserva Estratégica de Petróleo do país.

Após o aumento das exportações e a liberação de reservas, cresceram as preocupações sobre a possibilidade de a capacidade de armazenamento do país se esgotar até o verão.

Jeff Currie, analista da empresa de capital privado Carlyle, advertiu em declarações à emissora Bloomberg que os EUA enfrentam um déficit de energia crescente.

Neste contexto, os Emirados anunciaram na quinta-feira a criação de um comitê encarregado de documentar as consequências dos ataques do Irã contra a nação petroleira, com o objetivo de que Teerã preste contas a Abu Dhabi.

( da redação com informações da EFE. Edição: Política Real)