31 de julho de 2025
NOVA GUERRA

REAÇÃO: Chanceler alemão, um conservador, vê os norte-americanos “humilhado” na guerra contra o Irã

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Por Politica Real com agências
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Friedrich Merz Foto: Arquivo da Política Real

Com agências

(Brasília-DF, 27/04/2026). Nesta segunda-feira, 27, o chanceler federal alemão, Friedrich Merz, afirmou que os Estados Unidos estão sendo "humilhados" em sua guerra contra o Irã.  Merz é um conservador

"Os americanos claramente não têm estratégia", declarou ele em evento na cidade de Marsberg, no oeste da Alemanha. "No momento, não vejo qual caminho estratégico os americanos escolherão, especialmente porque os iranianos estão negociando com muita habilidade – ou melhor, evitando negociar com muita habilidade." Ele acrescentou que "uma nação inteira está sendo humilhada pela liderança iraniana, especialmente pela chamada Guarda Revolucionária".

Merz reiterou que nem os alemães nem os europeus foram consultados no início dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã. Ele já havia expressado seu ceticismo diretamente ao presidente dos EUA, Donald Trump, em duas ocasiões. "Se eu soubesse que a situação continuaria assim por cinco ou seis semanas, piorando progressivamente, teria lhe dito isso com ainda mais veemência."

Ele acrescentou que, "como sabemos de guerras passadas, como as do Afeganistão e do Iraque, o problema sempre reside em como encerrar os conflitos". Portanto, a guerra contra o Irã foi, segundo ele, uma decisão equivocada. "Nesse sentido, espero que termine o mais rápido possível."

No entanto, Merz disse que não vê isso acontecendo tão cedo, "porque os iranianos são obviamente mais fortes do que o esperado, e os americanos claramente não têm uma estratégia realmente convincente nas negociações".

O chanceler falou de uma "situação bastante complicada" que está custando muito dinheiro à Alemanha e causando dificuldades econômicas. "Esta guerra contra o Irã tem um impacto direto em nossa produção econômica e, portanto, deve terminar o mais rápido possível", afirmou. A Alemanha e outros países europeus ofereceram assistência para o período posterior ao cessar-fogo.

( da redação com informações da DW, DPA. Edição: Política Real)