31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em sinais mistos e no Brasil a semana será de Copom, PNAD contínua, Caged e IPCA-15

Veja mais números

Por Politica Real com agências
Publicado em
Sinais mistos do mercado Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 27/04/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em sinais mistos e no Brasil a semana será de reunião do Copom, IPCA-15, Pnad Contínua e caged de março.

Veja mais:

Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam mistos (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: +0,1%), pressionados pela estagnação nas negociações entre EUA e Irã e pela nova escalada no Estreito de Ormuz. O principal driver volta a ser o petróleo, que sobe refletindo o aumento do risco de disrupção no fluxo global após apreensões de navios pela Guarda Revolucionária iraniana. No radar, a semana também concentra eventos relevantes, incluindo decisão do Fed e resultados de Big Techs.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,2%), sustentadas pelo setor de energia (+0,9%) diante da alta do petróleo. O movimento é misto entre setores, com varejo (+0,7%) compensando perdas em alimentos e bebidas (-0,5%). No macro, o foco está nos bancos centrais, com decisões do Fed, European Central Bank e Bank of England ao longo da semana, em um ambiente de pressão inflacionária vinda da energia.

Na China, os mercados fecharam em leve queda (HSI: -0,2%; CSI 300: 0,0%), enquanto o restante da Ásia apresentou desempenho mais construtivo. O Nikkei (+1,4%) e o Kospi (+2,2%) atingiram novas máximas históricas, mostrando resiliência mesmo diante do ruído geopolítico. O pano de fundo combina fundamentos domésticos sólidos, com lucros industriais na China crescendo 15,8%, e riscos externos elevados.

IBOVESPA -0,33% | 190.745 Pontos.   CÂMBIO +1,10% | 5,00/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a semana passada em queda de 2,8% em reais e 3,1% em dólares, aos 190.745 pontos.

O destaque positivo da semana foi Hapvida (HAPV3, +15,2%), estendendo a recente alta do papel, que agora acumula valorização de 39,5% em abril. Ao longo da semana, a companhia anunciou que seus acionistas controladores aumentaram sua participação no negócio.

Na ponta negativa, nomes cíclicos como C&A (CEAB3, -13,0%) e Yduqs (YDUQ3, -10,3%) estiveram entre os principais destaques de queda, refletindo a abertura da curva de juros.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros avançaram em meio à persistência das tensões entre Estados Unidos e Irã, com novos episódios no Estreito de Ormuz e petróleo oscilando ao redor de US$ 100 o barril, o que elevou prêmios de risco e as expectativas de inflação, ainda que na sexta-feira a alta tenha sido moderada pela perspectiva de novas negociações e pela correção em baixa do petróleo. Nos EUA, a T Note de 2 anos encerrou em 3,78% (+8 bps vs. semana anterior), a T Note de 10 anos em 4,30% (+6 bps) e o T Bond de 30 anos em 4,91% (+3 bps). No Brasil, o DI jan/27 fechou em 14,10% (+19 bps), o DI jan/29 em 13,47% (+31 bps) e o DI jan/31 em 13,50% (+19 bps).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a última semana em alta de 0,11%, após sinalizações de uma possível retomada das negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã. Com isso, o índice acumula valorização de 1,68% em abril, mesmo em um mês marcado por elevada volatilidade, em um ambiente ainda fortemente influenciado pelas repercussões do conflito no Oriente Médio sobre os mercados financeiros globais. Nesse contexto, o segmento de fundos de recebíveis foi o principal destaque positivo da semana, com alta média de 0,6%, enquanto os fundos de tijolo registraram recuo médio de 0,1%, influenciados sobretudo pelo desempenho negativo das lajes corporativas. Entre os destaques positivos do pregão de sexta-feira, sobressaíram VGIP11 (+1,9%), BROF11 (+1,2%) e CCME11 (+1,2%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por JSCR11 (-3,1%), VGRI11 (-1,9%) e VIUR11 (-1,4%).

Economia

O Irã submeteu aos Estados Unidos uma nova proposta para reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar o conflito, com as negociações nucleares postergadas para uma etapa posterior. A Casa Branca confirmou ter recebido a proposta, mas não indicou se está disposta a avançar.

Na agenda internacional desta semana, destaque para as decisões de juros nos EUA, Zona do Euro, Reino Unido e Japão, além do PIB e do deflator PCE de março nos EUA.

No Brasil, o Copom decide sobre a taxa Selic, com expectativa quase unânime de corte de 0,25 p.p., para 14,50% ao ano. Por fim, conheceremos o IPCA-15 de abril, a Pnad Contínua e o Caged de março.

( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)