31 de julho de 2025
INFLAÇÃO

Confiança na construção recua e é a menor desde março de 2022, informa FGV-IBRE

Por Política Real com assessoria
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Veja como está a confiança na construção em abril, segundo FGV-IBRE Foto: Imagem do site da FGV-IBRE

(Brasília-DF, 27/04/2026) Nesta segunda-feira, 27, o FGV-IBRE divulgou a sua pesquisa Índice de Confiança da Construção (ICST), que recuou 1,0 ponto em abril, para 92,6 pontos, registrando o menor nível desde março de 2022 (93,4 pontos). Na média móvel trimestral, o índice também apresentou queda, de 0,4 ponto.

“O otimismo captado no primeiro trimestre do ano não se sustentou. Além da já recorrente dificuldade com a falta de trabalhadores, as obras começam a sofrer os efeitos da alta dos insumos, reflexo da guerra no Oriente Médio. Os primeiros sinais já foram observados pela sondagem de abril no quesito limitações à melhoria dos negócios, que registrou alta expressiva de assinalações em Custo da Matéria-Prima. O INCC já começou a captar os repasses anunciados pela indústria. A preocupação das empresas está relacionada ao fato que contratos de obras de infraestrutura ou do MCMV não têm cláusula de reajuste, podendo haver aumento de demanda de reequilíbrio econômico-financeiros de muitos contratos. A extensão do conflito pode, em última instância afetar o ritmo de obras”, destacou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE.

Neste mês, a queda da confiança foi influenciada tanto pela piora sobre o momento atual quanto pela piora das perspectivas para os próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) caiu 1,7 ponto, para 91,7 pontos, menor nível desde fevereiro de 2022 (91,0 pontos), e o Índice de Expectativas (IE-CST) cedeu 0,3 ponto, atingindo os 93,7 pontos.

Os dois componentes do ISA-CST apresentaram queda: o indicador de situação atual dos negócios a retraiu 1,5 ponto, alcançando 90,2 pontos, e o indicador de volume de carteira de contratos diminuiu 1,8 ponto, para 93,4 pontos. Entre os componentes do IE-CST, o indicador de demanda para os próximos três meses recuou 2,0 pontos, chegando a 94,9 pontos, enquanto o indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses avançou 1,4 ponto, para 92,4 pontos.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)