Rogério Marinho, líder da Oposição e coordenador de Flávio Bolsonaro, critica artigo de Flávio Dino, defende que alguma reforma tributária deve ser conduzida pelo Congresso
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(Brasília-DF, 21/04/2-26) Nessa segunda-feira, 20, após a divulgação do artigo do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, sobre 15 pontos para uma Reforma do Judiciário, o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e visto como coordenador da pré-campanha política do senador Flávio Bolsonaro criticou o artigo e defendeu que uma reforma do Judiciário seja conduzida pelo Congresso Nacional para assegurar a imparcialidade nas mais altas instâncias da Justiça.
Em nota pública divulgada, o parlamentar reagiu ao texto publicado no mesmo dia pelo portal ICL Notícias e afirmou que o processo deve respeitar a separação dos Poderes e a representatividade institucional.
Rogério Marinho afirma que a convergência entre o artigo de Flávio Dino e a defesa, no mesmo dia, de uma reforma do Judiciário pelo Partido dos Trabalhadores (PT), registrada por diferentes veículos de comunicação, levanta dúvidas legítimas sobre a condução desse debate. Para o senador, cabe ao Poder Legislativo liderar esse processo, ouvindo toda a sociedade e garantindo que a reforma evite qualquer percepção de alinhamento político-partidário.
Marinho alerta, ainda, que temas centrais seguem ignorados. Entre eles, aponta o uso recorrente de decisões monocráticas que mantêm liminares por anos sem análise do colegiado, o que, segundo ele, enfraquece a colegialidade. O senador também defende a definição de limites claros para a atuação de parentes de ministros em processos que possam ser julgados nos respectivos tribunais.
Rogério Marinho sustenta, também, que o STF deve resgatar seu papel originário de corte constitucional, inclusive com a revisão dos legitimados para propor ações, evitando a banalização de sua atuação e a transformação da Corte em instância de investigação permanente. “Sem enfrentar esses pontos, qualquer proposta de reforma corre o risco de ser apenas um ajuste conveniente, e não uma mudança real a serviço da Justiça e da sociedade”, afirmou. O senador defendeu que a reforma assegure imparcialidade, colegialidade e respeito às funções institucionais de cada Poder.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)