Mercado já estima inflação em 0,58% no mês e fechando em 7,72% no ano de 2026, informa Warren Investimentos
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(Brasília-DF, 10/06/2026) O IPCA de maio será divulgada na sexta-feira, 12, e o chamado mercado já tem suas estimativas para a inflação do quinto mês do ano.
A Warren Investimentos está projetando alta de +0,58% no mês, o que deve levar a inflação acumulada em 12 meses para +4,72%, representando uma aceleração de 33 pontos-base frente ao resultado de abril (+4,39%).
Entre os grupos de maior atenção, destaca-se a alta de Habitação, grupo que será impulsionado por energia elétrica (2,70%), em vista de reajustes tarifários ocorridos no final de abril. Alimentação no domicílio (2,05%) também irá pressionar o índice, devido principalmente ao encarecimento de alimentos in natura, com destaque para tomate e batata-inglesa, que vinham aumentando fortemente no atacado. Em contraponto, as carnes (0,82%) e os leites e derivados (2,20%) deverão se desacelerar, limitando o avanço do agrupamento.
Em sentido decrescente, a Warren avalia que os Transportes caiam para -0,57%; o aumento de passagem aérea (3,25%) será mais do que compensado pelas reduções de gasolina (-1,70%), etanol (-5,10%) e óleo diesel (-4,20%). Já o grupo Saúde e cuidados pessoais (0,78%) continuará em terreno positivo, mas perderá força devido à dissipação dos aumentos observados após o reajuste da CMED sobre medicamentos em abril. Em Comunicação (0,18%), destaque para a redução de aparelho telefônico (-0,10%).
Assim, os itens administrados irão se arrefecer com ajuda de combustíveis e produtos farmacêuticos, mas parte desse recuo deve ser contraposto pelo aumento das tarifas de energia. Os bens industriais subjacentes devem entrar em deflação, por conta de automóveis e etanol. Para os serviços subjacentes (+0,45%), esperamos menor pressão de alimentação fora do domicílio (0,43%) e serviço bancário (0,46%). A taxa acumulada em 12 meses dos serviços subjacentes deve atingir 5,27%, sustentando patamar elevado; esse movimento deve ser acompanhado pelos núcleos não dessazonalizados, para os quais projetamos alta de +0,42% na margem e +4,52% no acumulado em doze meses.
Ao que diz respeito aos itens mais sensíveis aos efeitos da guerra — que representam cerca de 15% da cesta do IPCA, conforme nosso estudo — esperamos queda para -0,09% no IPCA de maio (ante 0,30% em abril), indicação de que o pior efeito do conflito no Oriente Médio já ficou para trás. Já o grupo de média sensibilidade, que representa cerca de 2,5% do índice, deve seguir ainda refletindo os efeitos secundários do choque, ainda que com menor intensidade do que no mês anterior (esperamos 1,17% em maio, frente a 1,89% em abril).
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)