Banco Central anuncia participação para ação estratégica com Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa acordaram; foi criada a Rede dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa (BCPLP)
Veja mais
Publicado em
(Brasília-DF, 17/04/2026). Foi anunciado nesta sexta-feira, 17, que o Banco Central do Brasil vai participar de uma cooperação estratégica entre os países lusófonos.
Reunidos à margem das Reuniões de Primavera do FMI/Grupo Banco Mundial, os Governadores e Presidentes do Banco Nacional de Angola, Banco Central do Brasil, Banco de Cabo Verde, Banco Central dos Estados da África Ocidental, representado pela Diretora Nacional para a Guiné-Bissau, Banco de Moçambique, Banco de Portugal, Banco Central de São Tomé e Príncipe e Banco Central de Timor-Leste acordaram em estabelecer a Rede dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa (BCPLP).
O BC diz em nota que “a criação da Rede dos BCPLP espelha a importância crescente da construção de pontes entre as instituições dos nossos países, reforçando, estruturando e tornando permanente o trabalho conjunto que já tem vindo a ser realizado. A partilha de conhecimento e a cooperação entre todos permitirá um desempenho mais efetivo das nossas missões e o alinhamento de posições potenciará a relevância dos BCPLP no quadro internacional e nos diversos fóruns multilaterais.”.
Através de uma Presidência anual rotativa, cada Banco Central trará para a agenda da Rede a discussão de temas de interesse comum, que lhe sejam especialmente pertinentes e relevantes, e sobre os quais pretenda aprofundar a reflexão. A primeira reunião oficial desta rede de bancos centrais lusófonos terá lugar em novembro de 2026 em Luanda, e a primeira Presidência será assegurada pelo Banco de Portugal durante 2027.
Além de encontros regulares de alto nível, serão estabelecidos grupos de trabalho para discussão dos temas da agenda, numa perspetiva técnica, fomentando a troca de experiências e a partilha de boas práticas e conhecimento de forma transversal nos Bancos Centrais lusófonos. Será ainda criado um comité de política económica, que irá analisar e discutir temas e políticas de interesse comum às economias dos nossos países.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)