31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em leve alta e no Brasil sem índices relevantes a destacar

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Por Politica Real com agências
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Mercados em leve alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 17/04/2026) A Política Real  teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em leve alta e no Brasil sem índices relevantes a destacar.

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Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em leve alta (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: +0,1%), sustentando o rali recente após novos comentários de Donald Trump indicando que o conflito no Oriente Médio “deve terminar em breve”. O movimento vem após mais uma sessão positiva, com o S&P 500 (+0,3%) e o Nasdaq Composite (+0,4%) renovando máximas históricas. No radar, temporada de resultados segue com bancos regionais e instituições financeiras.

Na Europa, as bolsas operam em leve alta (Stoxx 600: 0,2%), refletindo um ambiente de cautela apesar das sinalizações positivas no front geopolítico. No corporativo, destaque negativo para a Alstom (-30%), após retirar guidance e sinalizar resultados abaixo do esperado, além da Ericsson (-1,4%), que reportou lucro abaixo das estimativas. O setor aéreo segue pressionado, com Lufthansa e EasyJet impactadas pelos custos elevados de combustível.

Na China, os mercados fecharam em queda (HSI: -0,9%; CSI 300: -0,2%), acompanhando o tom mais cauteloso da Ásia, apesar do recorde recente nos EUA. No restante da região, o movimento foi majoritariamente negativo, com o Nikkei recuando 1,8% após atingir máxima histórica na véspera e o Kospi -0,5%. O pano de fundo segue sendo a combinação de otimismo moderado com a possível resolução do conflito e incertezas sobre sua implementação prática.

IBOVESPA -0,46% | 196.818 Pontos.   CÂMBIO +0,16% | 5,00/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira em queda de 0,5%, aos 196.819 pontos, na contramão dos mercados globais (S&P 500, +0,3%; Nasdaq, +0,5%), que seguiram avançando com o aumento do otimismo dos investidores com uma potencial resolução do conflito no Oriente Médio entre EUA e Irã.

O destaque positivo do dia foram as petroleiras, como Petrobras (PETR3,+4,2%; PETR4, +2,6%) e Prio (PRIO3, +1,7%), repercutindo o aumento do preço do petróleo. Na ponta negativa, papéis cíclicos como as varejistas Assaí (ASAI3, -8,9%), Lojas Renner (LREN3, -3,5%) e RD Saúde (RADL3, -3,4%) recuaram, repercutindo a abertura da curva de juros.

Para o pregão de sexta-feira, destaque para a divulgação do CPI de março no Japão.

Renda Fixa

Os juros futuros subiram nesta quinta-feira, em meio à persistência das incertezas em torno de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, à cautela com o cenário geopolítico no Oriente Médio e a dados mistos da economia americana. As Treasuries avançaram: a T Note de 2 anos encerrou em 3,78% (+2 bps), a T Note de 10 anos em 4,31% (+3 bps) e o T Bond de 30 anos em 4,93% (+4 bps). No Brasil, a curva ganhou abertura, com pressão adicional após falas consideradas mais conservadoras do diretor do BC Paulo Picchetti e o robusto leilão de prefixados do Tesouro Nacional, que colocou integralmente NTN‑F e LTN no mercado. O DI jan/27 fechou em 14,05% (+9 bps), o DI jan/29 em 13,34% (+12 bps) e o DI jan/31 em 13,42% (+7 bps).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão em alta de 0,22%, impulsionado principalmente pelo desempenho dos Fundos de Tijolo, que avançaram 0,31% no dia. Dentro do segmento, Lajes Corporativas subiram 0,74%, Shoppings avançaram 0,32% e Ativos Logísticos registraram alta de 0,28%. Os Fundos de Recebíveis também contribuíram positivamente, com avanço de 0,12%, assim como os Fundos Híbridos, que subiram 0,12%. Entre os demais segmentos, os FOFs apresentaram alta de 0,20%, enquanto os Fundos Multiestratégia ficaram praticamente estáveis, com leve avanço de 0,02%. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram VINO11 (+2,0%), RBRL11 (+2,0%) e GRUL11 (+1,7%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por VGRI11 (-1,8%), CCME11 (-1,5%) e SNFF11 (-1,3%).

Economia

Israel e Líbano anunciaram ontem um cessar-fogo de 10 dias, articulado pelos Estados Unidos. O acordo pode contribuir para desobstruir as negociações mais amplas com o Irã, uma vez que o cessar-fogo EUA-Irã não incluía o Líbano e o conflito com o Hezbollah havia se tornado um dos principais pontos de impasse diplomático. Paralelamente, o Secretário de Defesa americano reafirmou que o bloqueio naval dos portos iranianos seguirá “pelo tempo que for necessário.”

No Brasil, o IBC-Br avançou 0,6% em fevereiro, em linha com as expectativas, com crescimento disseminado. Estimamos expansão do PIB de 1,1% no 1T26 em relação ao 4T25, mantendo a projeção de 2,0% para 2026. Em paralelo, o diretor do Banco Central Paulo Picchetti adotou tom mais conservador em evento em Washington, sinalizando que as condições não melhoraram desde o último Copom e que um cenário de inflação mais alta pode reduzir o orçamento do ciclo de cortes.

Na agenda desta sexta-feira, destaque para o Fórum de Diplomacia de Antalya, onde o Paquistão se reúne com representantes da Arábia Saudita, Turquia e Egito para coordenar esforços antes do vencimento do cessar-fogo EUA-Irã em 22 de abril.

 

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)