Mesmo em dia de aumento da previsão de aumento da inflação, cenário externo faz bolsa chegar a 198 mil pontos e dólar fica abaixa de R$ 5,00
Banco Central e CVM divulgam nota sobre acordo de cooperação aprimorar o acompanhamento do mercado de crédito no Sistema Financeiro Nacional
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(Brasília-DF, 13/04/2025) Nesta segunda-feira, 13, dia em que o relatório Focus mostrou um novo aumento da expectativa da inflação, a bolsa brasileira e o dólar não virão problema e tivemos novo recorde mesmo com aumento do preço do barril do petróleo, também.
O Ibovespa alcançou seu quarto recorde consecutivo nesta segunda-feira ,13, após alívio nas perspectivas para a guerra no Oriente Médio entre Estados Unidos, Israel e Irã. O principal índice da B3 subiu 0,34%, aos 198.000,70 pontos.
O clima favorável a risco também derrubou o dólar globalmente. A moeda americana caiu 0,29% contra o real e encerrou o dia cotada a R$ 4,99.
Mais cedo, o cenário era inverso. O presidente americano Donald Trump havia ordenado o bloqueio do Estreito de Ormuz diante do impasse nas negociações entre EUA e Irã conduzidas no final de semana.
Os ânimos se acalmaram após Trump afirmar que o Irã entrou em contato com seu governo para retomar as negociações diante do bloqueio. O Irã não confirmou a informação passada pelos EUA.
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No final do dia, o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgaram uma nota conjunta sobre ação para cooperação no aprimoramento das informações de crédito no país
Hoje, as duas instituições firmaram um Acordo de Cooperação Técnica com o objetivo de aperfeiçoar e ampliar, nos marcos legais e regulatórios vigentes, o intercâmbio de informações sobre operações de crédito no país, dando continuidade a uma colaboração institucional que já ocorre há vários anos entre os dois órgãos.
A iniciativa busca aprimorar o acompanhamento do mercado de crédito no Sistema Financeiro Nacional, fortalecendo a supervisão e subsidiando a formulação de políticas públicas voltadas à estabilidade financeira.
O acordo consolida e expande práticas já existentes. Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), por exemplo, já enviam informações sobre suas operações de crédito ao Sistema de Informações de Créditos (SCR) desde 2012, conforme regulamentação da CVM. A nova cooperação permitirá uniformizar, qualificar e ampliar o compartilhamento de dados, incluindo informações de outras entidades reguladas pela CVM, como companhias securitizadoras.
A ampliação e o refinamento desse repositório contribuem para uma visão mais abrangente e integrada do endividamento de pessoas físicas e jurídicas, fortalecendo a capacidade analítica do Banco Central do Brasil e da Comissão de Valores Mobiliários na identificação, no monitoramento e na avaliação de riscos de crédito.
Esse aprimoramento informacional confere suporte técnico qualificado às análises e às decisões de natureza macroprudencial adotadas por ambas as autoridades, no âmbito de suas competências legais, em prol da estabilidade do sistema financeiro e do adequado funcionamento dos mercados financeiro e de capitais.
Para securitizadoras e fundos de investimento, o aperfeiçoamento do fluxo de informações representa um ganho relevante na análise de crédito, ao possibilitar o acesso a um conjunto mais completo de dados sobre os devedores, contribuindo para decisões mais seguras e para a mitigação de riscos. Para o mercado financeiro como um todo, a iniciativa tende a reduzir assimetrias de informação e favorecer uma precificação mais adequada do risco de crédito, com potenciais efeitos positivos sobre os custos para os tomadores finais.
O acordo reafirma a atuação coordenada entre o Banco Central do Brasil e a Comissão de Valores Mobiliários e representa mais um passo no contínuo aperfeiçoamento do ambiente de crédito e do funcionamento do mercado financeiro brasileiro.
( da redação com informações da Bloomberg Linea e assessoria. Edição: Política Real)