31 de julho de 2025
JUSTIÇA ELEITORAL

Cármem Lúcia antecipa saída do comando do TSE e marca posse do novo comando

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Por Politica Real com agências
Publicado em

(Brasília-DF, 09/04/2026) Nesta quinta-feira, 09, a ministra Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), marcou para a próxima terça-feira ,14, a eleição que escolherá os novos presidente e vice-presidente do Tribunal. O comunicado foi feito no final da sessão plenária desta quinta-feira ,9. A data da posse do sucessor, que comandará o TSE durante as Eleições 2026, será anunciada até o fim de maio.

O anúncio inicia a transição de gestão. Pelo sistema de rodízio do Tribunal, a Presidência caberá ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques, atual vice-presidente do TSE. A Vice-Presidência deverá ser ocupada pelo ministro André Mendonça, também do STF. 

"Considerando que, em 3 de junho, sobrariam pouco mais de 100 dias [para o pleito], e tendo em vista o enorme trabalho que tenho a realizar no STF, decidi, em vez de deixar para o último dia, iniciar agora a eleição dos novos dirigentes", afirmou Cármen Lúcia. 

A antecipação funciona como marco inicial para o compartilhamento de dados e o planejamento logístico junto aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

Como vai ser

A gestão da ministra Cármen Lúcia tem sido marcada pelo combate à desinformação, a valorização das mulheres na política e o combate integral à violência de gênero, entre outros pontos. 

A ministra tem reforçado a necessidade de uma transição "serena e técnica" para evitar rupturas no cronograma eleitoral. "Sempre pensei que a mudança de titularidade no TSE, quando ocorre de forma muito próxima [ao pleito], compromete a tranquilidade administrativa. É preciso agir sem atropelos e sem afobação", concluiu. 

Diretrizes

Embora a ministra Cármen Lúcia finalize o mandato na Presidência do TSE com as diretrizes para o pleito já consolidadas, caberá ao sucessor do cargo, com apoio do colegiado, fiscalizar a aplicação prática das normas. Em março, o TSE publicou as resoluções que regerão as próximas eleições, com foco contra o uso indevido da inteligência artificial (IA) nos conteúdos de caráter eleitoral. 

As regras das resoluções proíbem a disseminação de conteúdos sintéticos, como deepfakes. O conjunto de normas também reforça o combate à violência política de gênero e aprofunda ações afirmativas para comunidades tradicionais e quilombolas. 

 

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real